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Recuperação e adaptação da Igreja do Convento de São Francisco

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Situado junto à Praça da República, o Convento de São Francisco é uma das construções mais antigas da cidade de Portalegre. Foi edificado pelos Franciscanos por volta do séc. XIII tendo sido a sua primeira residência religiosa nesta cidade (1). O edifício era das poucas construções fora da cerca amuralhada de D. Dinis e localizava-se apoucas centenas de metros da cerca urbana, mesmo em frente à porta de Alegrete. No séc. XIX, após a guerra civil e durante a aplicação da legislação de Mouzinho da Silveira que nacionalizou todos os bens das ordens religiosas e extinguiu as suas casas devido à decadência que estas atingiram, e também o facto de constituírem um estado dentro de outro representando uma sociedade separada da civil, pôs o fim de seis séculos de funcionamento do Convento de São Francisco (2). Apesar de a Igreja ter ficado aberta ao culto até 1910, numa parte do Convento funcionou um quartel e anos depois uma fábrica de tratamento de cortiça de Thomas Reynolds. Em 1967 foi considerado imóvel de interesse público, mas mesmo assim a sua conservação degradou-se sem que o seu proprietário, o estado, se preocupasse com a sua preservação. Ao abrigo do protocolo celebrado entre a Fundação Robinson e o IGESPAR a 19 de Julho de 2005, é realizada a recuperação e restauro, requalificação e reconversão da Igreja como espaço cultural, devolvendo a dignidade como um dos elementos arquitetónicos que há mais tempo marcam a paisagem e história de Portalegre. A intervenção na Igreja do Convento de São Francisco de Portalegre revelou dados que não eram conhecidos, nomeadamente várias fases de construção, as alterações e mudanças, hesitações e erros ao longo de séculos. Como é óbvio uma Igreja do séc. XIII com processos de construção lentos, muitas das vezes a ideia inicial era sujeita a alterações antes dos trabalhos concluídos. Relativamente à intervenção arquitetónica no corpo edificado correspondente à Igreja do Convento de São Francisco, como apresentava um razoável estado de conservação, as ações de recuperação foram simples limitando-se à remoção do reboco com cimento e substituição do mesmo por cal, remoção do pavimento na nave que permitiu uma campanha arqueológica e restauro das caixilharias existentes. No novo edificado foram construídas todas as infraestruturas de suporte ao Núcleo Museológico existente na Igreja, nomeadamente a receção, instalações sanitárias, área de estudo, área técnica e elevador para acessibilidade a indivíduos condicionados ao nível da sua mobilidade. Neste trabalho de projeto de mestrado vão ser descritas de forma detalhada e sistemática todos os trabalhos inerentes à reabilitação da Igreja do Convento de São Francisco esperando que este documento possa constituir um importante testemunho para melhor entendimento dos trabalhos realizados e contribuir para a valorização deste património histórico
Autores principais:Lacão, Nuno
Assunto:Igreja São Francisco Reabilitação Recuperação Conservação Restauro Church Rehabilitation Restoration Conservation Restoration
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Portalegre
Idioma:português
Origem:Universidade Politécnica de Portalegre
Descrição
Resumo:Situado junto à Praça da República, o Convento de São Francisco é uma das construções mais antigas da cidade de Portalegre. Foi edificado pelos Franciscanos por volta do séc. XIII tendo sido a sua primeira residência religiosa nesta cidade (1). O edifício era das poucas construções fora da cerca amuralhada de D. Dinis e localizava-se apoucas centenas de metros da cerca urbana, mesmo em frente à porta de Alegrete. No séc. XIX, após a guerra civil e durante a aplicação da legislação de Mouzinho da Silveira que nacionalizou todos os bens das ordens religiosas e extinguiu as suas casas devido à decadência que estas atingiram, e também o facto de constituírem um estado dentro de outro representando uma sociedade separada da civil, pôs o fim de seis séculos de funcionamento do Convento de São Francisco (2). Apesar de a Igreja ter ficado aberta ao culto até 1910, numa parte do Convento funcionou um quartel e anos depois uma fábrica de tratamento de cortiça de Thomas Reynolds. Em 1967 foi considerado imóvel de interesse público, mas mesmo assim a sua conservação degradou-se sem que o seu proprietário, o estado, se preocupasse com a sua preservação. Ao abrigo do protocolo celebrado entre a Fundação Robinson e o IGESPAR a 19 de Julho de 2005, é realizada a recuperação e restauro, requalificação e reconversão da Igreja como espaço cultural, devolvendo a dignidade como um dos elementos arquitetónicos que há mais tempo marcam a paisagem e história de Portalegre. A intervenção na Igreja do Convento de São Francisco de Portalegre revelou dados que não eram conhecidos, nomeadamente várias fases de construção, as alterações e mudanças, hesitações e erros ao longo de séculos. Como é óbvio uma Igreja do séc. XIII com processos de construção lentos, muitas das vezes a ideia inicial era sujeita a alterações antes dos trabalhos concluídos. Relativamente à intervenção arquitetónica no corpo edificado correspondente à Igreja do Convento de São Francisco, como apresentava um razoável estado de conservação, as ações de recuperação foram simples limitando-se à remoção do reboco com cimento e substituição do mesmo por cal, remoção do pavimento na nave que permitiu uma campanha arqueológica e restauro das caixilharias existentes. No novo edificado foram construídas todas as infraestruturas de suporte ao Núcleo Museológico existente na Igreja, nomeadamente a receção, instalações sanitárias, área de estudo, área técnica e elevador para acessibilidade a indivíduos condicionados ao nível da sua mobilidade. Neste trabalho de projeto de mestrado vão ser descritas de forma detalhada e sistemática todos os trabalhos inerentes à reabilitação da Igreja do Convento de São Francisco esperando que este documento possa constituir um importante testemunho para melhor entendimento dos trabalhos realizados e contribuir para a valorização deste património histórico

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