Publicação
Treino de Autoinstruções com Crianças do Ensino Articulado. Revisão Sistemática da Literatura
| Resumo: | A presente dissertação propõe-se a realizar uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de examinar os efeitos do treino de autoinstruções sobre os sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças inseridas no contexto do Ensino Articulado. Trata-se de uma população que, ao conciliar o currículo escolar regular com o ensino especializado de música, encontra-se exposta a exigências adicionais no domínio da autorregulação comportamental e cognitiva. A questão norteadora desta investigação – “Qual é o impacto do treino de autoinstruções nos sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças do Ensino Articulado?” – guiou o processo de seleção e análise de 6 estudos que atenderam aos critérios metodológicos estabelecidos. Os resultados revelam uma associação positiva entre a aplicação de programas baseados em autoinstruções e a redução de comportamentos impulsivos e hiperativos, bem como avanços significativos na atenção e na capacidade de autorregulação. Os efeitos observados, destacam-se diminuições estatisticamente significativas na impulsividade e nos erros cometidos em tarefas cognitivas, melhorias nas interações sociais e na automonitorização, além de um aumento na tolerância e cooperação com os pares. Tais benefícios também se refletiram no ambiente escolar, sendo relatados por professores. Não obstante os resultados promissores, a análise crítica dos estudos identificou limitações metodológicas recorrentes e a escassez de investigações voltadas especificamente para o contexto do Ensino Articulado. Conclui-se, portanto, que o treino de autoinstruções configura-se como uma ferramenta eficaz no apoio a crianças com Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA), recomendando-se, entretanto, o aprofundamento das investigações futuras com metodologias mais rigorosas, amostras diversificadas e abordagens comparativas. Sugere-se, ainda, a implementação de programas estruturados, como o “Aventura Pirata”, acompanhados por instrumentos de avaliação padronizados, como a Escala de Conners, visando à validação e monitorização sistemática dos efeitos da intervenção. |
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| Autores principais: | Castanheira, Gabriela Mendes |
| Assunto: | Autoinstruções Hiperatividade Ensino Articulado Revisão Sistemática da Literatura |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Piaget |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Piaget |
| Resumo: | A presente dissertação propõe-se a realizar uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de examinar os efeitos do treino de autoinstruções sobre os sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças inseridas no contexto do Ensino Articulado. Trata-se de uma população que, ao conciliar o currículo escolar regular com o ensino especializado de música, encontra-se exposta a exigências adicionais no domínio da autorregulação comportamental e cognitiva. A questão norteadora desta investigação – “Qual é o impacto do treino de autoinstruções nos sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças do Ensino Articulado?” – guiou o processo de seleção e análise de 6 estudos que atenderam aos critérios metodológicos estabelecidos. Os resultados revelam uma associação positiva entre a aplicação de programas baseados em autoinstruções e a redução de comportamentos impulsivos e hiperativos, bem como avanços significativos na atenção e na capacidade de autorregulação. Os efeitos observados, destacam-se diminuições estatisticamente significativas na impulsividade e nos erros cometidos em tarefas cognitivas, melhorias nas interações sociais e na automonitorização, além de um aumento na tolerância e cooperação com os pares. Tais benefícios também se refletiram no ambiente escolar, sendo relatados por professores. Não obstante os resultados promissores, a análise crítica dos estudos identificou limitações metodológicas recorrentes e a escassez de investigações voltadas especificamente para o contexto do Ensino Articulado. Conclui-se, portanto, que o treino de autoinstruções configura-se como uma ferramenta eficaz no apoio a crianças com Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA), recomendando-se, entretanto, o aprofundamento das investigações futuras com metodologias mais rigorosas, amostras diversificadas e abordagens comparativas. Sugere-se, ainda, a implementação de programas estruturados, como o “Aventura Pirata”, acompanhados por instrumentos de avaliação padronizados, como a Escala de Conners, visando à validação e monitorização sistemática dos efeitos da intervenção. |
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