Publicação
Abundância e diversidade de carabídeos ao longo de um gradiente crescente de práticas agrícolas no olival transmontano
| Resumo: | O olival é um agro-ecossistema importante pela sua relevância ecológica, económica e paisagística em toda a Região Mediterrânica. Este trabalho é parte integrante de um projeto que visa desenvolver indicadores biológicos para avaliar a qualidade e sustentabilidade do olival. Os carabídeos foram um dos taxa estudados neste trabalho devido à sua diversidade e função em agro-ecossistemas, bem como à sua susceptibilidade a práticas agrícolas, tais como mobilizações do solo e aplicação de pesticidas. O objetivo deste trabalho foi estudar os padrões de diversidade da comunidade de carabídeos ao longo de um gradiente de práticas agrícolas em olivais transmontanos. Na primavera e outono de 2011 e no outono de 2012, realizou-se a colheita de carabídeos em oito olivais localizados na região de Mirandela. Estes olivais apresentavam diferentes tipos de gestão da vegetação herbácea: (i) solo mobilizado, (ii) vegetação espontânea controlada com herbicida, (iii) solo coberto por leguminosas semeadas e (iv) solo coberto por vegetação espontânea. Em cada olival foram instaladas 16 pitfalls, a uma distância de 50 m entre si e dispostas quer na linha de plantação quer na entrelinha. No total dos oito olivais, foram capturados, na primavera de 2011, um total de 685 espécimes, pertencentes a 43 espécies. As espécies mais abundantes foram Pterostichus globosus (118), Harpalus distinguedus (107), Amara aenea (83), Brachinus bodemeyeri (82) e Brachinus variventris (73). No outono 2011 foram capturados 883 espécimes, pertencentes a 33 espécies, sendo as espécies dominantes Nebria salina (426), Calathus mollis (114), Pterotischus globosus (99) e Calathus granatensis (66). Os resultados indicam que o número de carabídeos foi, no geral, superior nos olivais com cobertura vegetal. Por último no outono 2011 foram capturadas 595 espécimes, pertencentes a 28 espécies. N. salina (311) P. globosus (70), C. mollis (64) e C. granatensis (36). Os diferentes modos de gestão do solo dos olivais influenciaram a abundância e número de espécies de carabídeos; Olivais com herbicida, apresentaram maior abundância e número de espécies na primavera, por outro lado o cálculo do índice de Simpson revelou que os olivais com vegetação herbácea, apresentaram maiores diversidades. No outono de 2011 e 2012 os olivais cobertos por vegetação herbácea espontânea e leguminosas apresentaram maior número de espécies de carabídeos. Olivais mobilizados em ambas as datas apresentaram menor abundância de espécimes de carabideos. As espécies Calathus mollis e C.granatensis são apresentadas como potenciais bioindicadores para os olivais com solos cobertos com vegetação. Para o olival de Suçães, tratado com herbicida, há duas espécies que parecem estar associadas a este tipo de gestão, Olisthopus sp. e Microlestes negrita. |
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| Autores principais: | Oliveira, Joana Maria da Silva |
| Assunto: | Carabídeos Riqueza específica Cobertura vegetal Herbicidas Nebria salina Mobilização |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Politécnica de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital da UPB |
| Resumo: | O olival é um agro-ecossistema importante pela sua relevância ecológica, económica e paisagística em toda a Região Mediterrânica. Este trabalho é parte integrante de um projeto que visa desenvolver indicadores biológicos para avaliar a qualidade e sustentabilidade do olival. Os carabídeos foram um dos taxa estudados neste trabalho devido à sua diversidade e função em agro-ecossistemas, bem como à sua susceptibilidade a práticas agrícolas, tais como mobilizações do solo e aplicação de pesticidas. O objetivo deste trabalho foi estudar os padrões de diversidade da comunidade de carabídeos ao longo de um gradiente de práticas agrícolas em olivais transmontanos. Na primavera e outono de 2011 e no outono de 2012, realizou-se a colheita de carabídeos em oito olivais localizados na região de Mirandela. Estes olivais apresentavam diferentes tipos de gestão da vegetação herbácea: (i) solo mobilizado, (ii) vegetação espontânea controlada com herbicida, (iii) solo coberto por leguminosas semeadas e (iv) solo coberto por vegetação espontânea. Em cada olival foram instaladas 16 pitfalls, a uma distância de 50 m entre si e dispostas quer na linha de plantação quer na entrelinha. No total dos oito olivais, foram capturados, na primavera de 2011, um total de 685 espécimes, pertencentes a 43 espécies. As espécies mais abundantes foram Pterostichus globosus (118), Harpalus distinguedus (107), Amara aenea (83), Brachinus bodemeyeri (82) e Brachinus variventris (73). No outono 2011 foram capturados 883 espécimes, pertencentes a 33 espécies, sendo as espécies dominantes Nebria salina (426), Calathus mollis (114), Pterotischus globosus (99) e Calathus granatensis (66). Os resultados indicam que o número de carabídeos foi, no geral, superior nos olivais com cobertura vegetal. Por último no outono 2011 foram capturadas 595 espécimes, pertencentes a 28 espécies. N. salina (311) P. globosus (70), C. mollis (64) e C. granatensis (36). Os diferentes modos de gestão do solo dos olivais influenciaram a abundância e número de espécies de carabídeos; Olivais com herbicida, apresentaram maior abundância e número de espécies na primavera, por outro lado o cálculo do índice de Simpson revelou que os olivais com vegetação herbácea, apresentaram maiores diversidades. No outono de 2011 e 2012 os olivais cobertos por vegetação herbácea espontânea e leguminosas apresentaram maior número de espécies de carabídeos. Olivais mobilizados em ambas as datas apresentaram menor abundância de espécimes de carabideos. As espécies Calathus mollis e C.granatensis são apresentadas como potenciais bioindicadores para os olivais com solos cobertos com vegetação. Para o olival de Suçães, tratado com herbicida, há duas espécies que parecem estar associadas a este tipo de gestão, Olisthopus sp. e Microlestes negrita. |
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