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Toponímia e a sua relação com as lendas

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Resumo:Neste trabalho propomo-nos estudar a toponímia de algumas localidades de São Tomé e Príncipe, enquanto lugar de memóriaconstruído pela populaçãosão-tomenses que atravessa séculos e contextos históricos, desde a sua fundação, no século XV, até à actualidade; do domínio colonial português à soberania são-tomense, a partir de 12 deJulho de 1975. Procuramos na toponímia de algumas localidades deste país as memórias dos são-tomenses, um processo que não se apresenta linear, mas viciado de rupturas, coexistências e retorno de designações. Um processo complexo que ainda está em curso. As explicações de natureza político-ideológica não esgotam o tema e temos que procurar outra sorte de justificações para o abandono de algumas designações toponímicas e a manutenção de outras, quer durante o período da colonização portuguesa, quer após a mudança de estatuto político de São Tomé e Príncipe. Após a independência de S. Tomé e Príncipe, analisamos a nova toponímia para percebermos o que muda, os nomes que são eliminados, os que “ganham” o seu lugar e aqueles que permanecem para lá do novo contexto político, como manifestações de uma assimilação cultural, conseguida ao longo de séculos de dominação portuguesa. Entendemos que as memórias coloniais não foram totalmente expurgadas da toponímia de S. Tomé e Príncipe, em 1975.Embora os são-tomenses, agora senhores do seu destino, tenham posto em marcha um processo pelo qual afirmam o direito à sua memória histórica, há muito ainda a fazer nos domínios económico, social e cultural para que todos, sem excepção, possam usufruir dos benefícios do país.
Autores principais:Vasconcelos, Alberto da Graça do Espírito Santo
Assunto:Toponímia Lenda Cultura Memória
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Politécnica de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital da UPB
Descrição
Resumo:Neste trabalho propomo-nos estudar a toponímia de algumas localidades de São Tomé e Príncipe, enquanto lugar de memóriaconstruído pela populaçãosão-tomenses que atravessa séculos e contextos históricos, desde a sua fundação, no século XV, até à actualidade; do domínio colonial português à soberania são-tomense, a partir de 12 deJulho de 1975. Procuramos na toponímia de algumas localidades deste país as memórias dos são-tomenses, um processo que não se apresenta linear, mas viciado de rupturas, coexistências e retorno de designações. Um processo complexo que ainda está em curso. As explicações de natureza político-ideológica não esgotam o tema e temos que procurar outra sorte de justificações para o abandono de algumas designações toponímicas e a manutenção de outras, quer durante o período da colonização portuguesa, quer após a mudança de estatuto político de São Tomé e Príncipe. Após a independência de S. Tomé e Príncipe, analisamos a nova toponímia para percebermos o que muda, os nomes que são eliminados, os que “ganham” o seu lugar e aqueles que permanecem para lá do novo contexto político, como manifestações de uma assimilação cultural, conseguida ao longo de séculos de dominação portuguesa. Entendemos que as memórias coloniais não foram totalmente expurgadas da toponímia de S. Tomé e Príncipe, em 1975.Embora os são-tomenses, agora senhores do seu destino, tenham posto em marcha um processo pelo qual afirmam o direito à sua memória histórica, há muito ainda a fazer nos domínios económico, social e cultural para que todos, sem excepção, possam usufruir dos benefícios do país.

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