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Microencapsulação de extratos naturais ricos em flavonoides visando o desenvolvimento de alimentos funcionais com propriedades quimiopreventivas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A quimioprevenção é um conceito muito atual e contempla a utilização de medicamentos, compostos biológicos ou nutrientes como estratégia de intervenção na prevenção do cancro (i.e. inibir, retardar ou reverter a carcinogénese). São numerosos os estudos que têm atribuído efeito quimiopreventivo aos flavonoides, sendo estes os compostos fenólicos maioritários em diversas plantas. Levando em conta os benefícios que são capazes de proporcionar para a saúde humana, estes assumem grande relevância na indústria alimentar, apresentando elevado potencial de serem utilizados no desenvolvimento de alimentos funcionais. Contudo uma restrição ao seu uso, consiste na sua grande instabilidade podendo sofrer alterações durante o processamento dos alimentos onde são incorporados. Neste contexto, a microencapsulação possibilita a proteção destes quimiopreventivos naturais, permitindo ainda a sua libertação controlada. Assim, este trabalho teve como objetivo selecionar um extrato natural rico em flavonoides, estudar a sua microencapsulação numa matriz polimérica de origem natural (alginato) e posterior incorporação das microcápsulas produzidas numa matriz alimentar selecionada (iogurte). A capacidade quimiopreventiva do alimento funcional produzido foi avaliada pelo seu potencial anti-angiogénico. Em específico, foi preparado um extrato hidroetanólico de Arenaria montana que, após caracterização por HPLC-DAD, mostrou ser rico em derivados de apigenina. O mesmo extrato revelou capacidade de inibição da fosforilação da VEGFR-2, enzima envolvida em processos de angiogénese. A microencapsulação do referido extrato pela técnica de atomização/coagulação usando alginato como material de encapslação foi aplicada com sucesso obtendo-se eficiências de encapsulação próximas de 100%. Os iogurtes funcionalizados com extrato de A. montana (livre e encapsulado) mostraram um valor nutricional similar ao controlo (iogurte não enriquecido), mas um aumento do potencial anti-angiogénico (inibição da fosforilação da VEGFR-2) que foi mais preservado no extrato protegido.
Autores principais:Oliveira, Franciely dos Santos de
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital da UPB
Descrição
Resumo:A quimioprevenção é um conceito muito atual e contempla a utilização de medicamentos, compostos biológicos ou nutrientes como estratégia de intervenção na prevenção do cancro (i.e. inibir, retardar ou reverter a carcinogénese). São numerosos os estudos que têm atribuído efeito quimiopreventivo aos flavonoides, sendo estes os compostos fenólicos maioritários em diversas plantas. Levando em conta os benefícios que são capazes de proporcionar para a saúde humana, estes assumem grande relevância na indústria alimentar, apresentando elevado potencial de serem utilizados no desenvolvimento de alimentos funcionais. Contudo uma restrição ao seu uso, consiste na sua grande instabilidade podendo sofrer alterações durante o processamento dos alimentos onde são incorporados. Neste contexto, a microencapsulação possibilita a proteção destes quimiopreventivos naturais, permitindo ainda a sua libertação controlada. Assim, este trabalho teve como objetivo selecionar um extrato natural rico em flavonoides, estudar a sua microencapsulação numa matriz polimérica de origem natural (alginato) e posterior incorporação das microcápsulas produzidas numa matriz alimentar selecionada (iogurte). A capacidade quimiopreventiva do alimento funcional produzido foi avaliada pelo seu potencial anti-angiogénico. Em específico, foi preparado um extrato hidroetanólico de Arenaria montana que, após caracterização por HPLC-DAD, mostrou ser rico em derivados de apigenina. O mesmo extrato revelou capacidade de inibição da fosforilação da VEGFR-2, enzima envolvida em processos de angiogénese. A microencapsulação do referido extrato pela técnica de atomização/coagulação usando alginato como material de encapslação foi aplicada com sucesso obtendo-se eficiências de encapsulação próximas de 100%. Os iogurtes funcionalizados com extrato de A. montana (livre e encapsulado) mostraram um valor nutricional similar ao controlo (iogurte não enriquecido), mas um aumento do potencial anti-angiogénico (inibição da fosforilação da VEGFR-2) que foi mais preservado no extrato protegido.

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