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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, DISRUPÇÃO EDUCACIONAL E AS MARGARIDAS DO CAMPO

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Detalhes bibliográficos
Resumo:: O fluxo das mudanças que revolucionaram a história da civilização não é linear, e provavelmente, é cada vez mais acelerado. Várias ferramentas de inteligência artificial já estão disponíveis também no ambiente educacional, onde algoritmos inteligentes são capazes de realizar com eficiência praticamente qualquer tarefa cognitiva; de um texto sobre filosofia da ciência ou mesmo programar um aplicativo de perguntas e respostas sobre cálculo vetorial. O objetivo deste artigo é refletir sobre os desafios que professores e gestores educacionais já estão enfrentando diante deste cenário disruptivo, fascinante para alguns, apavorante para outros. Ferramentas hoje já consolidadas em nossas vidas, causaram muito alvoroço e resistências quando foram desenvolvidas; foi o caso da eletricidade, do automóvel, da internet. Com a inteligência artificial não será diferente. Na educação existe uma evidente incoerência: de um lado, professores e pesquisadores reivindicam o protagonismo da vanguarda na consolidação de um mundo melhor através da construção do conhecimento. Por outro lado, são também subservientes ao modelo educacional hegemônico embolorado que teima em tentar uma sobrevida para um paradigma educacional que agoniza após mais de mil anos de sucesso inconteste. Professores e pesquisadores geradores de conhecimento serão cada vez mais importantes; professores replicadores de conhecimento, talvez tenham que buscar outros caminhos. A inteligência artificial não deve ser beatificada nem demonizada por nós, professores, afinal, é o uso que faremos dela, que definirá um espetacular avanço nas formas de educar ou, até mesmo, quem sabe, o nosso fim.
Autores principais:Vilela Jr., Guanis de Barros
Outros Autores:Passos, Ricardo Pablo
Assunto:educação inteligência artificial ruptura paradigmática
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:Universidade de Aveiro Departamento de Educação e Psicologia
Idioma:português
Origem:Internet Latent Corpus Journal
Descrição
Resumo:: O fluxo das mudanças que revolucionaram a história da civilização não é linear, e provavelmente, é cada vez mais acelerado. Várias ferramentas de inteligência artificial já estão disponíveis também no ambiente educacional, onde algoritmos inteligentes são capazes de realizar com eficiência praticamente qualquer tarefa cognitiva; de um texto sobre filosofia da ciência ou mesmo programar um aplicativo de perguntas e respostas sobre cálculo vetorial. O objetivo deste artigo é refletir sobre os desafios que professores e gestores educacionais já estão enfrentando diante deste cenário disruptivo, fascinante para alguns, apavorante para outros. Ferramentas hoje já consolidadas em nossas vidas, causaram muito alvoroço e resistências quando foram desenvolvidas; foi o caso da eletricidade, do automóvel, da internet. Com a inteligência artificial não será diferente. Na educação existe uma evidente incoerência: de um lado, professores e pesquisadores reivindicam o protagonismo da vanguarda na consolidação de um mundo melhor através da construção do conhecimento. Por outro lado, são também subservientes ao modelo educacional hegemônico embolorado que teima em tentar uma sobrevida para um paradigma educacional que agoniza após mais de mil anos de sucesso inconteste. Professores e pesquisadores geradores de conhecimento serão cada vez mais importantes; professores replicadores de conhecimento, talvez tenham que buscar outros caminhos. A inteligência artificial não deve ser beatificada nem demonizada por nós, professores, afinal, é o uso que faremos dela, que definirá um espetacular avanço nas formas de educar ou, até mesmo, quem sabe, o nosso fim.

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