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Design gráfico como insurgência visual: Uma leitura contracultural das revistas alternativas brasileiras durante a ditadura militar

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Summary:Este trabalho investiga o design gráfico como ferramenta de resistência cultural durante a ditadura militar brasileira, com foco nas revistas independentes publicadas entre o final da década de 1960 e meados dos anos 1970. A partir da leitura proposta por Celso Favaretto em A contracultura, entre a curtição e o experimental, a pesquisa analisa como publicações como Navilouca, Flor do Mal, Biotônico Vitalidade e Malasartes materializaram propostas editoriais insurgentes e subverteram normas estéticas vigentes ao articular experimentalismo visual, produção coletiva e circulação alternativa. Para compreender essas revistas enquanto sistemas visuais, políticos e afetivos, o trabalho adapta ferramentas do Design Management, como o Service Blueprint e o Business Model Canvas, para estruturar uma análise em múltiplas camadas como materialidade gráfica, processos de produção, infraestrutura e organização editorial. Ao adotar uma abordagem interdisciplinar e sistêmica, a pesquisa propõe uma nova forma de mapear publicações contraculturais, evidenciando suas camadas ocultas e contribuindo para uma leitura mais aprofundada da insurgência gráfica brasileira em tempos de repressão.
Main Authors:Florence, Raquel de Camargo
Subject:Contracultura Design gráfico Resistência cultural Gestão de design Brasil
Year:2025
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Language:Portuguese
Origin:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Description
Summary:Este trabalho investiga o design gráfico como ferramenta de resistência cultural durante a ditadura militar brasileira, com foco nas revistas independentes publicadas entre o final da década de 1960 e meados dos anos 1970. A partir da leitura proposta por Celso Favaretto em A contracultura, entre a curtição e o experimental, a pesquisa analisa como publicações como Navilouca, Flor do Mal, Biotônico Vitalidade e Malasartes materializaram propostas editoriais insurgentes e subverteram normas estéticas vigentes ao articular experimentalismo visual, produção coletiva e circulação alternativa. Para compreender essas revistas enquanto sistemas visuais, políticos e afetivos, o trabalho adapta ferramentas do Design Management, como o Service Blueprint e o Business Model Canvas, para estruturar uma análise em múltiplas camadas como materialidade gráfica, processos de produção, infraestrutura e organização editorial. Ao adotar uma abordagem interdisciplinar e sistêmica, a pesquisa propõe uma nova forma de mapear publicações contraculturais, evidenciando suas camadas ocultas e contribuindo para uma leitura mais aprofundada da insurgência gráfica brasileira em tempos de repressão.

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