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Avaliação da ingestão alimentar de grávidas obesas e não obesas

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Resumo:A obesidade materna é conhecida como um fator de risco que afeta o desenvolvimento e continuidade de uma gravidez. A presença de obesidade durante a gravidez cria um ambiente intrauterino inferior ao que é considerado ideal, tanto para a mãe, como para o desenvolvimento do feto. Hoje em dia, já está bem estabelecido que a má saúde materna afeta a expressão génica fetal, e que os micronutrientes e um estado nutricional adequado desempenham um papel crítico no desenvolvimento físico e neurológico saudável do feto. Este trabalho tem como objetivos estudar a existência de adequação nutricional em grávidas obesas e não obesas pela avaliação da ingestão alimentar e a sua repercussão na evolução da gravidez e na saúde de mãe e filho. O desenho escolhido para o estudo foi o caso-controlo com recolha de dados em dois grupos, grávidas obesas e grávidas não obesas. A amostra é constituída por 54 grávidas com idade gestacional superior a 36 semanas, tendo sido a recolha de dados realizada através de um questionário sociodemográfico e clínico e por um questionário de frequência alimentar. Após análise estatística dos resultados foi apurado que a ingestão de sopa de legumes e hortaliças/legumes é superior nas grávidas obesas, que as grávidas não obesas ingerem mais energia do que o necessário e a ingestão de macronutrientes (exceto gordura total e saturada e fibra) vai de encontro ao recomendado em ambos os grupos. Além disso, verifica-se uma elevada inadequação nutricional em termos de vitamina E, folato, ferro, iodo e ácido pantoténico, em ambos os grupos estudados. Apesar de após a gravidez a maioria das mulheres ser suplementada com ácido fólico e ferro, antes da conceção apenas 11% das grávidas obesas são suplementadas com ácido fólico. Verificamos ainda que cerca de metade das grávidas tanto obesas como não obesas aumentam de peso mais do que o recomendado. No grupo das grávidas obesas, apuramos que as que aumentam de peso mais do que o recomendado, têm filhos com peso superior àquelas que aumentam de peso de acordo com os valores recomendados. Ingestão alimentar de grávidas obesas e não obesas 4 Estes resultados mostram a importância da modificação alimentar e da prática de atividade física nas grávidas obesas e que existem algumas carências nutricionais nas grávidas que podem facilmente ser corrigidas com suplementação. Por fim, a evolução do peso nas grávidas deve ser controlada para que os futuros descendentes tenham desde cedo a possibilidade de ser crianças e adultos saudáveis. Palavras-chave: cuidados pré natal, dieta, ganho de peso, gravidez, nutrição materna, obesidade, suplementação alimentar
Autores principais:Vasconcelos, Carolina
Assunto:Gravidez Ingestão alimentar Obesidade
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A obesidade materna é conhecida como um fator de risco que afeta o desenvolvimento e continuidade de uma gravidez. A presença de obesidade durante a gravidez cria um ambiente intrauterino inferior ao que é considerado ideal, tanto para a mãe, como para o desenvolvimento do feto. Hoje em dia, já está bem estabelecido que a má saúde materna afeta a expressão génica fetal, e que os micronutrientes e um estado nutricional adequado desempenham um papel crítico no desenvolvimento físico e neurológico saudável do feto. Este trabalho tem como objetivos estudar a existência de adequação nutricional em grávidas obesas e não obesas pela avaliação da ingestão alimentar e a sua repercussão na evolução da gravidez e na saúde de mãe e filho. O desenho escolhido para o estudo foi o caso-controlo com recolha de dados em dois grupos, grávidas obesas e grávidas não obesas. A amostra é constituída por 54 grávidas com idade gestacional superior a 36 semanas, tendo sido a recolha de dados realizada através de um questionário sociodemográfico e clínico e por um questionário de frequência alimentar. Após análise estatística dos resultados foi apurado que a ingestão de sopa de legumes e hortaliças/legumes é superior nas grávidas obesas, que as grávidas não obesas ingerem mais energia do que o necessário e a ingestão de macronutrientes (exceto gordura total e saturada e fibra) vai de encontro ao recomendado em ambos os grupos. Além disso, verifica-se uma elevada inadequação nutricional em termos de vitamina E, folato, ferro, iodo e ácido pantoténico, em ambos os grupos estudados. Apesar de após a gravidez a maioria das mulheres ser suplementada com ácido fólico e ferro, antes da conceção apenas 11% das grávidas obesas são suplementadas com ácido fólico. Verificamos ainda que cerca de metade das grávidas tanto obesas como não obesas aumentam de peso mais do que o recomendado. No grupo das grávidas obesas, apuramos que as que aumentam de peso mais do que o recomendado, têm filhos com peso superior àquelas que aumentam de peso de acordo com os valores recomendados. Ingestão alimentar de grávidas obesas e não obesas 4 Estes resultados mostram a importância da modificação alimentar e da prática de atividade física nas grávidas obesas e que existem algumas carências nutricionais nas grávidas que podem facilmente ser corrigidas com suplementação. Por fim, a evolução do peso nas grávidas deve ser controlada para que os futuros descendentes tenham desde cedo a possibilidade de ser crianças e adultos saudáveis. Palavras-chave: cuidados pré natal, dieta, ganho de peso, gravidez, nutrição materna, obesidade, suplementação alimentar

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