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I & D, educação e crescimento económico : uma análise aplicada a Portugal
| Summary: | Este trabalho analisa a relação entre a atividade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e o crescimento económico em Portugal, para o período de 1980-2013, complementando estudos já outrora realizados. O objetivo é compreender se o crescimento económico português tem beneficiado da I&D, incorporando na análise a relação entre a disponibilidade de capital humano e a capacidade do país levar a cabo atividades de I&D por intermédio da estimação de um modelo VAR que considera todas as variáveis como interdependentes. Para o efeito, começou por definir-se um VAR com três variáveis: PIB real per capita, despesa em I&D em percentagem do PIB e os anos médios de escolaridade total da população portuguesa. A partir do modelo inicial, e após a investigação das características em termos de estacionaridade das séries estatísticas utilizadas, analisou-se a existência de uma relação de equilíbrio de longo prazo entre as três variáveis aplicando a metodologia proposta por Johansen. Esta não permitiu identificar uma relação de longo prazo, ao contrário do previsto pelos modelos de crescimento endógeno, segundo os quais I&D e educação são os principais responsáveis por melhorias da produtividade, por sua vez o motor do crescimento do produto no longo prazo. Este resultado pode dever-se ao facto da despesa total em I&D em percentagem do PIB ter sido realizada, ao longo do período considerado, maioritariamente pelo setor institucional (universidades, Estado, IPSFL) e não pelas empresas e não se traduzir, no caso da economia portuguesa, na introdução de novas tecnologias de produção, produtos ou serviços que efetivamente aumentem a produtividade e o produto: Do ponto de vista da educação, poderão dever-se aos níveis de escolaridade ainda demasiado baixos para permitirem aumentar a capacidade de inovação/imitação da economia portuguesa e/ou ao facto de não conferirem as competências procuradas pelo mercado de trabalho. Na ausência de resultados que apoiassem a existência de uma relação de longo prazo, prosseguiu-se para a análise de relações de curto prazo aplicando a análise de causalidade à Granger tendo por base um modelo VAR em primeiras diferenças. A estimação deste modelo levou à conclusão da existência de relações pouco significativas no curto prazo, sendo estas visíveis também na análise de funções impulso-resposta que indicam que as despesas em I&D ou os anos médios de escolaridade têm um impacto pouco significativo no produto interno bruto real per capita. Quanto às respostas das despesas em I&D e dos anos médios de escolaridade total relativamente a choques das variáveis do modelo considerado, também estas são pouco relevantes. |
|---|---|
| Main Authors: | Lopes, Andrea Alves |
| Subject: | investigação e desenvolvimento educação crescimento económico Portugal VAR |
| Year: | 2015 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | Este trabalho analisa a relação entre a atividade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e o crescimento económico em Portugal, para o período de 1980-2013, complementando estudos já outrora realizados. O objetivo é compreender se o crescimento económico português tem beneficiado da I&D, incorporando na análise a relação entre a disponibilidade de capital humano e a capacidade do país levar a cabo atividades de I&D por intermédio da estimação de um modelo VAR que considera todas as variáveis como interdependentes. Para o efeito, começou por definir-se um VAR com três variáveis: PIB real per capita, despesa em I&D em percentagem do PIB e os anos médios de escolaridade total da população portuguesa. A partir do modelo inicial, e após a investigação das características em termos de estacionaridade das séries estatísticas utilizadas, analisou-se a existência de uma relação de equilíbrio de longo prazo entre as três variáveis aplicando a metodologia proposta por Johansen. Esta não permitiu identificar uma relação de longo prazo, ao contrário do previsto pelos modelos de crescimento endógeno, segundo os quais I&D e educação são os principais responsáveis por melhorias da produtividade, por sua vez o motor do crescimento do produto no longo prazo. Este resultado pode dever-se ao facto da despesa total em I&D em percentagem do PIB ter sido realizada, ao longo do período considerado, maioritariamente pelo setor institucional (universidades, Estado, IPSFL) e não pelas empresas e não se traduzir, no caso da economia portuguesa, na introdução de novas tecnologias de produção, produtos ou serviços que efetivamente aumentem a produtividade e o produto: Do ponto de vista da educação, poderão dever-se aos níveis de escolaridade ainda demasiado baixos para permitirem aumentar a capacidade de inovação/imitação da economia portuguesa e/ou ao facto de não conferirem as competências procuradas pelo mercado de trabalho. Na ausência de resultados que apoiassem a existência de uma relação de longo prazo, prosseguiu-se para a análise de relações de curto prazo aplicando a análise de causalidade à Granger tendo por base um modelo VAR em primeiras diferenças. A estimação deste modelo levou à conclusão da existência de relações pouco significativas no curto prazo, sendo estas visíveis também na análise de funções impulso-resposta que indicam que as despesas em I&D ou os anos médios de escolaridade têm um impacto pouco significativo no produto interno bruto real per capita. Quanto às respostas das despesas em I&D e dos anos médios de escolaridade total relativamente a choques das variáveis do modelo considerado, também estas são pouco relevantes. |
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