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Avaliação das vibrações induzidas ao sistema mão-braço na prática desportiva

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Resumo:Nem sempre é comum associar a prática de desporto à engenharia e tão pouco é viável comparar o corpo humano a qualquer engenho do tipo mecânico. No entanto, desporto e engenharia convergem num novo domínio de investigação - a engenharia no desporto. Estudos revelam a importância de trabalhar e exercitar o corpo humano com fins terapêuticos no que diz respeito à prevenção de lesões futuras, admitindo-se que o decréscimo da sedentariedade no quotidiano de um ser humano promove o aumento da esperança média de vida. Mas, será que os referidos ganhos são tão lineares quanto parecem? A verdade, nua e crua, reside no facto de toda e qualquer atividade, quando levada ao limite, ter os seus efeitos nefastos. Assim, associado à prática de qualquer desporto existe sempre um risco de ocorrência de lesões futuras, tipicamente relacionadas com as vibrações induzidas. Deste modo, eleva-se cada vez mais a necessidade de estabelecer uma norma internacional que sirva de padrão para o estudo do corpo humano como um todo, ao invés de o tratar como um produto de engenharia. Na presente dissertação é apresentada uma avaliação biomecânica que pretende desmistificar o efeito das vibrações, nos sistemas mão-braço e corpo inteiro, na prática de um desporto centenário como é o caso do ciclismo sendo que se estende a análise aos domínios do ciclismo de estrada (com segmentos de BTT), ciclismo de pista e ao treino de um atleta em rolos. O estudo compreende a utilização das normas internacionais ISO 5349 e ISO 2631, associadas ao estudo da vibração mão-braço (VMB) e da vibração corpo inteiro (VCI) respetivamente, sendo que os valores obtidos são comparados com dados de referência internacional, indicados pela diretiva nº2002/44/CE, atualmente em vigor no território nacional. O método experimental adotado consistiu na instrumentação da bicicleta, com a colocação de um acelerómetro no guiador para avaliação do sistema mão-braço e posteriormente no selim para aquisição de valores de aceleração de forma a avaliar o efeito das vibrações no corpo inteiro. Os principais resultados e conclusões deste trabalho indicam que, facilmente são ultrapassados os valores diários recomendados de exposição à vibração de tal modo que, a ocorrência de impactos e vibrações transientes conduz a uma elevada solicitação musculosquelética do praticante de ciclismo, nomeadamente ao nível de ombros, braços, punhos, joelhos, e coluna vertebral. Contudo, a exposição de um atleta, num dado desporto, a estas condições não é diária, devendo ser considerado um fator de recuperação, inerente ao período em que este não é exposto. No entanto a literatura científica não reúne dados suficientes para tratar essa ponderação de forma exímia pelo que não se considera esse parâmetro no presente estudo.
Autores principais:Ferreira, Válter Fernandes
Assunto:Ciclismo Corpo humano Prevenção Saúde Vibrações Cycling Health Human body Prevention Vibrations
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Nem sempre é comum associar a prática de desporto à engenharia e tão pouco é viável comparar o corpo humano a qualquer engenho do tipo mecânico. No entanto, desporto e engenharia convergem num novo domínio de investigação - a engenharia no desporto. Estudos revelam a importância de trabalhar e exercitar o corpo humano com fins terapêuticos no que diz respeito à prevenção de lesões futuras, admitindo-se que o decréscimo da sedentariedade no quotidiano de um ser humano promove o aumento da esperança média de vida. Mas, será que os referidos ganhos são tão lineares quanto parecem? A verdade, nua e crua, reside no facto de toda e qualquer atividade, quando levada ao limite, ter os seus efeitos nefastos. Assim, associado à prática de qualquer desporto existe sempre um risco de ocorrência de lesões futuras, tipicamente relacionadas com as vibrações induzidas. Deste modo, eleva-se cada vez mais a necessidade de estabelecer uma norma internacional que sirva de padrão para o estudo do corpo humano como um todo, ao invés de o tratar como um produto de engenharia. Na presente dissertação é apresentada uma avaliação biomecânica que pretende desmistificar o efeito das vibrações, nos sistemas mão-braço e corpo inteiro, na prática de um desporto centenário como é o caso do ciclismo sendo que se estende a análise aos domínios do ciclismo de estrada (com segmentos de BTT), ciclismo de pista e ao treino de um atleta em rolos. O estudo compreende a utilização das normas internacionais ISO 5349 e ISO 2631, associadas ao estudo da vibração mão-braço (VMB) e da vibração corpo inteiro (VCI) respetivamente, sendo que os valores obtidos são comparados com dados de referência internacional, indicados pela diretiva nº2002/44/CE, atualmente em vigor no território nacional. O método experimental adotado consistiu na instrumentação da bicicleta, com a colocação de um acelerómetro no guiador para avaliação do sistema mão-braço e posteriormente no selim para aquisição de valores de aceleração de forma a avaliar o efeito das vibrações no corpo inteiro. Os principais resultados e conclusões deste trabalho indicam que, facilmente são ultrapassados os valores diários recomendados de exposição à vibração de tal modo que, a ocorrência de impactos e vibrações transientes conduz a uma elevada solicitação musculosquelética do praticante de ciclismo, nomeadamente ao nível de ombros, braços, punhos, joelhos, e coluna vertebral. Contudo, a exposição de um atleta, num dado desporto, a estas condições não é diária, devendo ser considerado um fator de recuperação, inerente ao período em que este não é exposto. No entanto a literatura científica não reúne dados suficientes para tratar essa ponderação de forma exímia pelo que não se considera esse parâmetro no presente estudo.

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