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O impacto da regulação emocional no bem-estar dos trabalhadores portugueses: o papel moderador dos traços de personalidade

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Resumo:Hoje em dia as emoções constituem um aspecto fundamental de estudo e investigação, uma vez que é reconhecido que estas não só condicionam o nosso comportamento, como marcam e determinam a nossa interacção com os outros, nos múltiplos domínios da nossa vida, designadamente o do traba-lho. A presença de emoções em qualquer situação ou contexto implica a sua adequação aos mesmos, tornando-se fundamental compreender que factores interferem com essa regulação emocional e quais os possíveis efeitos ou consequências que estão associados a essa mesma regulação. Em parceria com a equipa de investigação sobre Emoções, Sentimentos e Afectos em Contexto de Trabalho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no Brasil, conduzimos o presente estudo com o objectivo de testar a relação entre a regulação das emoções e o bem-estar, analisando o papel moderador que os traços de personalidade, nomeadamente a extroversão e o neuroticismo, po-dem ter nessa relação, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses. Para o efeito, recorremos à escala Emotion Regulation Profile – Revised (ERP-R) de Nelis, Quoidbach, Hansenne e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press), bem como à Escala de Bem-Estar Sub-jectivo (EBES), desenvolvida por Albuquerque e Tróccoli (2004), e ao Big Five Inventory (BFI), inicialmente desenvolvido por John, Donahue e Kentle (1991), que avaliam, respectivamente, as estratégias de regulação emocional, as percepções de bem-estar e os traços de personalidade (especificamente o neuroticismo e a extroversão). Os resultados obtidos permitem-nos concluir que o neuroticismo, em específico, tem um papel preponderante na relação entre a regulação emocional e o bem-estar, já que observámos que níveis médios e elevados de neuroticismo potenciam a associação entre o recurso a estratégias de regulação emocional de down-regulation e a dimensão afecto negativo do bem-estar. Este e outros resultados são alvo de análise e discus-são no âmbito das suas implicações e contributos para o estudo da regulação emocional.
Autores principais:Rodrigues, Fátima Maria Nunes
Assunto:Regulação emocional Bem-estar Extroversão Neuroticismo
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Hoje em dia as emoções constituem um aspecto fundamental de estudo e investigação, uma vez que é reconhecido que estas não só condicionam o nosso comportamento, como marcam e determinam a nossa interacção com os outros, nos múltiplos domínios da nossa vida, designadamente o do traba-lho. A presença de emoções em qualquer situação ou contexto implica a sua adequação aos mesmos, tornando-se fundamental compreender que factores interferem com essa regulação emocional e quais os possíveis efeitos ou consequências que estão associados a essa mesma regulação. Em parceria com a equipa de investigação sobre Emoções, Sentimentos e Afectos em Contexto de Trabalho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no Brasil, conduzimos o presente estudo com o objectivo de testar a relação entre a regulação das emoções e o bem-estar, analisando o papel moderador que os traços de personalidade, nomeadamente a extroversão e o neuroticismo, po-dem ter nessa relação, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses. Para o efeito, recorremos à escala Emotion Regulation Profile – Revised (ERP-R) de Nelis, Quoidbach, Hansenne e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press), bem como à Escala de Bem-Estar Sub-jectivo (EBES), desenvolvida por Albuquerque e Tróccoli (2004), e ao Big Five Inventory (BFI), inicialmente desenvolvido por John, Donahue e Kentle (1991), que avaliam, respectivamente, as estratégias de regulação emocional, as percepções de bem-estar e os traços de personalidade (especificamente o neuroticismo e a extroversão). Os resultados obtidos permitem-nos concluir que o neuroticismo, em específico, tem um papel preponderante na relação entre a regulação emocional e o bem-estar, já que observámos que níveis médios e elevados de neuroticismo potenciam a associação entre o recurso a estratégias de regulação emocional de down-regulation e a dimensão afecto negativo do bem-estar. Este e outros resultados são alvo de análise e discus-são no âmbito das suas implicações e contributos para o estudo da regulação emocional.

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