Publicação
Derivação nominal em-dor/a e em -deiro
| Resumo: | No âmbito da formação de palavras, o estudo da formação de nomes deverbais que designam, primordialmente, profissões e/ou instrumentos apresenta-se como de grande importância, quer sob o ponto de vista teórico, quer sob o ponto de vista do conhecimento da língua, em virtude de nos dar a conhecer recursos lexicais diversos que viabilizam a construção de denominações de um tão nuclear sector do léxico. Uma vez que esse paradigma de construção lexical integra mais do que um sufixo, o estudo de cada um, das suas condições e restrições de uso, permite entrever as motivações sócio- -culturais que a selecção de uns e de outros representa. Neste trabalho, analisam-se as bases dos produtos em –dor/a (cap. II, § 3.1) e em –deiro/a (cap. III, § 3.1), nas suas dimensões morfológica, semântica, eventivo-aspectual e argumental, operando-se do mesmo modo em relação aos produtos derivados em –dor/a e em –deiro/a (cap. II e cap. III, §§ 3.2). Identificam-se ainda as propriedades semânticas, eventivas e argumentais que são ou não herdadas pelos produtos a partir da base e descrevem-se as modalidades de actualização dessa herança. Ao nível semântico (cap. II e cap. III, §§ 3.2.3), estes produtos definem-se profunda e sistemicamente pelas significações agentiva e instrumental, embora se constate que alguns deles, e de um modo particular os derivados em –deiro/a, são portadores de diversos traços de significação (agentividade/instrumentalidade/acção, processo ou resultado/locatividade/intensidade), co-presentes, não raras vezes, num mesmo item. Por fim, atendendo a que grande parte dos produtos em –deiro/a remete para todo um campo semântico-referencial relacionado com actividades de cariz tradicional, agrário, doméstico, constata-se que é um sufixo pouco produtivo na “norma culta” actual, o que faz ponderar as dimensões sociolinguísticas que a opção por cada um dos sufixos envolve (cap. IV). |
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| Autores principais: | Renca, Nuno Miguel Lourenço Neves |
| Assunto: | Linguística portuguesa Formação de palavras -- Dor/a -- português europeu Formação de palavras -- Deiro/a -- português europeu |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | No âmbito da formação de palavras, o estudo da formação de nomes deverbais que designam, primordialmente, profissões e/ou instrumentos apresenta-se como de grande importância, quer sob o ponto de vista teórico, quer sob o ponto de vista do conhecimento da língua, em virtude de nos dar a conhecer recursos lexicais diversos que viabilizam a construção de denominações de um tão nuclear sector do léxico. Uma vez que esse paradigma de construção lexical integra mais do que um sufixo, o estudo de cada um, das suas condições e restrições de uso, permite entrever as motivações sócio- -culturais que a selecção de uns e de outros representa. Neste trabalho, analisam-se as bases dos produtos em –dor/a (cap. II, § 3.1) e em –deiro/a (cap. III, § 3.1), nas suas dimensões morfológica, semântica, eventivo-aspectual e argumental, operando-se do mesmo modo em relação aos produtos derivados em –dor/a e em –deiro/a (cap. II e cap. III, §§ 3.2). Identificam-se ainda as propriedades semânticas, eventivas e argumentais que são ou não herdadas pelos produtos a partir da base e descrevem-se as modalidades de actualização dessa herança. Ao nível semântico (cap. II e cap. III, §§ 3.2.3), estes produtos definem-se profunda e sistemicamente pelas significações agentiva e instrumental, embora se constate que alguns deles, e de um modo particular os derivados em –deiro/a, são portadores de diversos traços de significação (agentividade/instrumentalidade/acção, processo ou resultado/locatividade/intensidade), co-presentes, não raras vezes, num mesmo item. Por fim, atendendo a que grande parte dos produtos em –deiro/a remete para todo um campo semântico-referencial relacionado com actividades de cariz tradicional, agrário, doméstico, constata-se que é um sufixo pouco produtivo na “norma culta” actual, o que faz ponderar as dimensões sociolinguísticas que a opção por cada um dos sufixos envolve (cap. IV). |
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