Publicação
As bases farmacológicas dos cuidados farmacêuticos: o caso dos AINEs.
| Resumo: | A polimedicação aumenta o risco de reações adversas, interações e uso incorreto dos medicamentos. Nos idosos é bastante prevalente, potenciando ainda mais os problemas relacionados com os medicamentos, uma vez que estes também resultam das alterações fisiológicas e multimorbilidades do envelhecimento. Sabendo que os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são fármacos muito usados pelos idosos, foram objetivos deste trabalho caracterizar potenciais interações entre AINEs prescritos e a restante medicação em idosos e criar uma lista de recomendações relacionadas com a monitorização destes doentes, de modo a evitar ou detetar precocemente tais interações. Análise retrospetiva dos dados referentes à medicação prescrita de uma amostra de idosos de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários (Centro de Saúde de Eiras, Coimbra, Portugal) presentes numa consulta médica entre 2 e 16 de janeiro de 2012. Foram revistos os regimes farmacoterapêuticos de 29 doentes a tomar pelo menos 1 AINE, cerca de 3 meses antes da recolha de dados, num total de 37 AINEs prescritos. Foram encontradas 123 interações moderadas e 2 minor. As principais interações ocorreram entre AINEs e diuréticos (17,6%), antagonistas dos recetores da angiotensina (14,4%), bloqueadores da entrada do cálcio (12,0%) e inibidores da enzima de conversão da angiotensina (8,8%). A prevalência de interações entre AINEs foi de 12,8%. Elaborou-se uma lista de recomendações para monitorização dos doentes quando não se podem evitar as ditas interações. Estas interações devem ser tidas em conta no momento da prescrição e cedência de AINEs, pois podem desencadear efeitos negativos tais como alterações renais e aumento da pressão arterial. O farmacêutico pode desenvolver um papel relevante em serviços como a revisão da medicação, para identificar estas interações potenciais, ou no acompanhamento farmacoterapêutico, na gestão destas situações quando devidamente identificadas. Salienta-se a importância da interação positiva com a Medicina Geral e Familiar para a segurança e a eficiência das terapêuticas. |
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| Autores principais: | Castel-Branco, M. M. |
| Outros Autores: | Santos, A.T.; Carvalho, R. M.; Caramona, M. M.; Santiago, L. M.; Fernandez-Llimos, Fernando; Figueiredo, Isabel V. |
| Assunto: | Idosos Serviços farmacêuticos clínicos Polimedicação Interações medicamentosas Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A polimedicação aumenta o risco de reações adversas, interações e uso incorreto dos medicamentos. Nos idosos é bastante prevalente, potenciando ainda mais os problemas relacionados com os medicamentos, uma vez que estes também resultam das alterações fisiológicas e multimorbilidades do envelhecimento. Sabendo que os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são fármacos muito usados pelos idosos, foram objetivos deste trabalho caracterizar potenciais interações entre AINEs prescritos e a restante medicação em idosos e criar uma lista de recomendações relacionadas com a monitorização destes doentes, de modo a evitar ou detetar precocemente tais interações. Análise retrospetiva dos dados referentes à medicação prescrita de uma amostra de idosos de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários (Centro de Saúde de Eiras, Coimbra, Portugal) presentes numa consulta médica entre 2 e 16 de janeiro de 2012. Foram revistos os regimes farmacoterapêuticos de 29 doentes a tomar pelo menos 1 AINE, cerca de 3 meses antes da recolha de dados, num total de 37 AINEs prescritos. Foram encontradas 123 interações moderadas e 2 minor. As principais interações ocorreram entre AINEs e diuréticos (17,6%), antagonistas dos recetores da angiotensina (14,4%), bloqueadores da entrada do cálcio (12,0%) e inibidores da enzima de conversão da angiotensina (8,8%). A prevalência de interações entre AINEs foi de 12,8%. Elaborou-se uma lista de recomendações para monitorização dos doentes quando não se podem evitar as ditas interações. Estas interações devem ser tidas em conta no momento da prescrição e cedência de AINEs, pois podem desencadear efeitos negativos tais como alterações renais e aumento da pressão arterial. O farmacêutico pode desenvolver um papel relevante em serviços como a revisão da medicação, para identificar estas interações potenciais, ou no acompanhamento farmacoterapêutico, na gestão destas situações quando devidamente identificadas. Salienta-se a importância da interação positiva com a Medicina Geral e Familiar para a segurança e a eficiência das terapêuticas. |
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