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Zika: avanços e perspetivas futuras

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Resumo:Zika é uma doença infeciosa causada pelo vírus zika que pertence à família Flaviviridae. Este vírus é transmitido maioritariamente pela picada de um mosquito, sendo o mosquito Aedes o vetor primário. Ao contrário dos outros flavivírus, o zika tem a particularidade de poder ser transmitido por via sexual.O vírus zika permaneceu relativamente desconhecido até 2007, quando ocorreu o primeiro surto na ilha de Yap, na Micronésia, mas na altura foi associado a uma doença suave, uma vez que a maior parte da população não apresentava sintomas. Porém, o reaparecimento da infeção por este vírus e a sua associação com anomalias neurológicas e malformações no sistema nervoso central (SNC), como microcefalia e Síndrome de Guillain-Barré (SGB) e suspeitas de microcefalia congénita devido à infeção durante a gravidez,alertaram as autoridades de saúde pública. Em 2016 a World Health Organization (WHO)declarou zika como uma emergência de saúde pública.Desde o recente surto do vírus zika ocorrido no Brasil, com o primeiro caso confirmado em maio de 2015, que se tem investigado incessantemente para desenvolver métodos de diagnóstico sensíveis bem como fármacos e moléculas eficazes além de medidas adequadas de prevenção e controlo para evitar a propagação de zika e os seus efeitos. O desenvolvimento de testes de diagnóstico fiáveis tem-se revelado difícil devido à reatividade cruzada do vírus com outros flavivírus e devido à baixa especificidade destes testes em pessoas anteriormente expostas a um flavivírus. Os métodos disponíveis neste momento são os métodos serológicos e os métodos moleculares, sendo os métodos moleculares baseados na deteção do RNA viral os mais utilizados para fazer diagnóstico na fase aguda. Os métodos serológicos apenas devem ser realizados após a seroconversão. As principais medidas de prevenção da infeção por zika incluem o controlo de vetores,terapêuticas e vacinação. O controlo de vetores engloba várias medidas físicas de proteção individual da picada do mosquito e também medidas químicas e biológicas com o objetivo de reduzir a população de vetores. Face à falta de medicamentos aprovados para a prevenção da infeção, encontra-se em investigação a possibilidade de reutilização de certos compostos já existentes para ser em usados como antivirais e o uso de Anticorpos (Ac) monoclonais como potencial terapêutica para flavivírus. Estes Ac são muito específicos e apresentam menos imunogenicidade e toxicidade fora do alvo que as moléculas antivirais. Como não é possível uma quimioprofilaxia constante e devido à agressividade e propagação do vírus, é urgente uma vacina segura e eficaz. Devido ao conhecimento da estrutura do vírus e conhecimento dos antigénios alvo e tendo como base o desenvolvimento de vacinas bem sucedidas para outros flavivírus, foi possível criar várias plataformas de vacinas que estão atualmente em ensaios clínicos.O objetivo desta monografia é observar a evolução do conhecimento sobre o vírus zika,abordar os vários modos de transmissão e de infeção básica, adquirir novos conhecimentos sobre os métodos de diagnóstico, assim como perspetivar algumas medidas preventivas em estudo.
Autores principais:Carvalho, Ana Carolina Gonçalves de
Assunto:Vírus Zika Mosquito Aedes Microcefalia Síndrome Guillain-Barré RT-PCR Zika virus Aedes mosquitoes Microcephaly Guillain-Barré Syndrome RT-PCR
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Zika é uma doença infeciosa causada pelo vírus zika que pertence à família Flaviviridae. Este vírus é transmitido maioritariamente pela picada de um mosquito, sendo o mosquito Aedes o vetor primário. Ao contrário dos outros flavivírus, o zika tem a particularidade de poder ser transmitido por via sexual.O vírus zika permaneceu relativamente desconhecido até 2007, quando ocorreu o primeiro surto na ilha de Yap, na Micronésia, mas na altura foi associado a uma doença suave, uma vez que a maior parte da população não apresentava sintomas. Porém, o reaparecimento da infeção por este vírus e a sua associação com anomalias neurológicas e malformações no sistema nervoso central (SNC), como microcefalia e Síndrome de Guillain-Barré (SGB) e suspeitas de microcefalia congénita devido à infeção durante a gravidez,alertaram as autoridades de saúde pública. Em 2016 a World Health Organization (WHO)declarou zika como uma emergência de saúde pública.Desde o recente surto do vírus zika ocorrido no Brasil, com o primeiro caso confirmado em maio de 2015, que se tem investigado incessantemente para desenvolver métodos de diagnóstico sensíveis bem como fármacos e moléculas eficazes além de medidas adequadas de prevenção e controlo para evitar a propagação de zika e os seus efeitos. O desenvolvimento de testes de diagnóstico fiáveis tem-se revelado difícil devido à reatividade cruzada do vírus com outros flavivírus e devido à baixa especificidade destes testes em pessoas anteriormente expostas a um flavivírus. Os métodos disponíveis neste momento são os métodos serológicos e os métodos moleculares, sendo os métodos moleculares baseados na deteção do RNA viral os mais utilizados para fazer diagnóstico na fase aguda. Os métodos serológicos apenas devem ser realizados após a seroconversão. As principais medidas de prevenção da infeção por zika incluem o controlo de vetores,terapêuticas e vacinação. O controlo de vetores engloba várias medidas físicas de proteção individual da picada do mosquito e também medidas químicas e biológicas com o objetivo de reduzir a população de vetores. Face à falta de medicamentos aprovados para a prevenção da infeção, encontra-se em investigação a possibilidade de reutilização de certos compostos já existentes para ser em usados como antivirais e o uso de Anticorpos (Ac) monoclonais como potencial terapêutica para flavivírus. Estes Ac são muito específicos e apresentam menos imunogenicidade e toxicidade fora do alvo que as moléculas antivirais. Como não é possível uma quimioprofilaxia constante e devido à agressividade e propagação do vírus, é urgente uma vacina segura e eficaz. Devido ao conhecimento da estrutura do vírus e conhecimento dos antigénios alvo e tendo como base o desenvolvimento de vacinas bem sucedidas para outros flavivírus, foi possível criar várias plataformas de vacinas que estão atualmente em ensaios clínicos.O objetivo desta monografia é observar a evolução do conhecimento sobre o vírus zika,abordar os vários modos de transmissão e de infeção básica, adquirir novos conhecimentos sobre os métodos de diagnóstico, assim como perspetivar algumas medidas preventivas em estudo.

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