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O papel moderador da inteligência emocional na relação entre regulação emocional e bem-estar: um estudo com trabalhadores portugueses
| Summary: | As emoções são consideradas um aspecto fundamental do comportamento humano, uma vez que influenciam o modo como actuamos e interagimos em diversas situações, incluindo no trabalho. Por este motivo, é relevante estudar de que forma os indivíduos gerem e regulam as suas emoções em contexto laboral, analisando e compreendendo os efeitos dessa gestão no seu comportamento e no dos outros com os quais interagem. A área de estudo que se refere aos processos pelos quais as pessoas influenciam as suas emoções denomina-se de regulação emocional.1 Com esta investigação pretendeu-se averiguar o impacto de diferentes estratégias de regulação emocional no bem-estar dos trabalhadores, analisando também o papel moderador da inteligência emocional nessa mesma relação. De modo a cumprir este objectivo, foram utilizadas as escalas Emotion Regulation Profile-Revised de Nelis, Quoidbach, Hansenne, e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press) – que avalia a regulação emocional; Medida de Inteligência emocional de Siqueira, Barbosa, e Alves (1999) – que avalia a inteligência emocional; e a Escala de Bem-Estar Subjectivo de Albuquerque e Tróccoli (2004), que mede o bem-estar. Estes instrumentos foram traduzidos e adaptados para a cultura portuguesa, tendo sido aplicados em formato de questionário online, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses.2 Tal como previsto, os resultados encontrados sugerem que as estratégias de down-regulation de emoções negativas e up-regulation de emoções positivas estão associadas a maiores níveis de bem-estar e que as competências de inteligência emocional estão também associadas a maiores níveis de bem-estar. Os resultados também evidenciam que quanto menores forem os níveis de motivação (competência de inteligência emocional) maior é o impacto que a não utilização de estratégias adaptativas de up-regulation terá no incremento da componente do bem-estar afecto negativo. Perante o estudo desenvolvido, reforça-se a visão de que as emoções têm um papel preponderante nas organizações, quer ao nível do comportamento dos que nelas trabalham, quer ao nível do seu bem-estar, sendo sugeridas intervenções organizacionais que optimizem as competências dos trabalhadores ao nível da avaliação, interpretação, regulação e gestão das suas emoções em diferentes situações requeridas pelo seu trabalho, por forma a potenciar os resultados desejados. |
|---|---|
| Main Authors: | Mendes, Ana Rita Cunha |
| Subject: | Regulação emocional Bem-estar Inteligência emocional |
| Year: | 2014 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | As emoções são consideradas um aspecto fundamental do comportamento humano, uma vez que influenciam o modo como actuamos e interagimos em diversas situações, incluindo no trabalho. Por este motivo, é relevante estudar de que forma os indivíduos gerem e regulam as suas emoções em contexto laboral, analisando e compreendendo os efeitos dessa gestão no seu comportamento e no dos outros com os quais interagem. A área de estudo que se refere aos processos pelos quais as pessoas influenciam as suas emoções denomina-se de regulação emocional.1 Com esta investigação pretendeu-se averiguar o impacto de diferentes estratégias de regulação emocional no bem-estar dos trabalhadores, analisando também o papel moderador da inteligência emocional nessa mesma relação. De modo a cumprir este objectivo, foram utilizadas as escalas Emotion Regulation Profile-Revised de Nelis, Quoidbach, Hansenne, e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press) – que avalia a regulação emocional; Medida de Inteligência emocional de Siqueira, Barbosa, e Alves (1999) – que avalia a inteligência emocional; e a Escala de Bem-Estar Subjectivo de Albuquerque e Tróccoli (2004), que mede o bem-estar. Estes instrumentos foram traduzidos e adaptados para a cultura portuguesa, tendo sido aplicados em formato de questionário online, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses.2 Tal como previsto, os resultados encontrados sugerem que as estratégias de down-regulation de emoções negativas e up-regulation de emoções positivas estão associadas a maiores níveis de bem-estar e que as competências de inteligência emocional estão também associadas a maiores níveis de bem-estar. Os resultados também evidenciam que quanto menores forem os níveis de motivação (competência de inteligência emocional) maior é o impacto que a não utilização de estratégias adaptativas de up-regulation terá no incremento da componente do bem-estar afecto negativo. Perante o estudo desenvolvido, reforça-se a visão de que as emoções têm um papel preponderante nas organizações, quer ao nível do comportamento dos que nelas trabalham, quer ao nível do seu bem-estar, sendo sugeridas intervenções organizacionais que optimizem as competências dos trabalhadores ao nível da avaliação, interpretação, regulação e gestão das suas emoções em diferentes situações requeridas pelo seu trabalho, por forma a potenciar os resultados desejados. |
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