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Adicionar sem agitar: multiperspectivismo e o ensino da história (anti-)colonial
| Resumo: | A partir de um projecto de investigação interdisciplinar que abordou a educação como uma arena de lutas pelo poder/conhecimento mais amplas, nesta comunicação irei discutir a ideia de multiperspectivismo no ensino da história. Para tal, tomarei como caso de estudo a forma como são abordadas e retratadas as lutas de libertação nacional africanas nos manuais escolares publicados nos últimos 40 anos no contexto português. Argumento que a consolidação de uma abordagem assente na mera adição de conteúdos – que permitiria contrastar as perspectivas coloniais e anti-coloniais (geralmente ilustradas pelos discursos de António O. Salazar e Amílcar Cabral) – é reveladora da persistência do eurocentrismo na história e no seu ensino. Em particular, questionarei as fórmulas narrativas utilizadas para narrar os processos políticos em torno destas lutas pela liberdade e a forma como são permeadas por ideias sobre raça e nação. |
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| Autores principais: | Araújo, Marta |
| Assunto: | Eurocentrismo e ensino da história Movimentos de libertação nacional africanos Lutas e debates sobre raça/poder (Anti-)Colonialismo Pós-colonialismo |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A partir de um projecto de investigação interdisciplinar que abordou a educação como uma arena de lutas pelo poder/conhecimento mais amplas, nesta comunicação irei discutir a ideia de multiperspectivismo no ensino da história. Para tal, tomarei como caso de estudo a forma como são abordadas e retratadas as lutas de libertação nacional africanas nos manuais escolares publicados nos últimos 40 anos no contexto português. Argumento que a consolidação de uma abordagem assente na mera adição de conteúdos – que permitiria contrastar as perspectivas coloniais e anti-coloniais (geralmente ilustradas pelos discursos de António O. Salazar e Amílcar Cabral) – é reveladora da persistência do eurocentrismo na história e no seu ensino. Em particular, questionarei as fórmulas narrativas utilizadas para narrar os processos políticos em torno destas lutas pela liberdade e a forma como são permeadas por ideias sobre raça e nação. |
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