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Tratamento do queratocone: comparação de duas abordagens cirúrgicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Diversas modalidades terapêuticas descritas na literatura têm sido aplicadas ao tratamento do queratocone, nomeadamente o cross-linking (CXL) associado a laser excimer (Protocolo de Atenas), assim como o implante de anéis intra-estromais. As fronteiras entre as indicações para a utilização de uma modalidade face à outra ainda não se encontram completamente definidas. Este trabalho teve como objetivo a comparação de ambas as técnicas cirúrgicas, relativamente aos seus resultados visuais, refrativos e queratométricos, através de um follow-up de 12 meses.Métodos: Tratou-se de um estudo multicêntrico e retrospetivo, que comparou 2 grupos (grupo 1 submetido a CXL associado a laser excimer e grupo 2 submetido a impante de anéis intra-estromais). No grupo 1, foram incluídos pacientes tratados entre 2015 e 2018, tendo sido recolhidos dados de um total de 75 olhos (72 pacientes). No grupo 2 recolheram-se dados compreendidos entre 2011 e 2016, tendo sido incluído um total de 75 olhos (67 pacientes). Efetuou-se a análise estatística utilizando o Software Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS®, versão 25.0), recorrendo aos testes Wilcoxon, Mann-Whitney e teste t, para comparar as diferentes variáveis. Valores de p<0.05 foram aceites como estatisticamente significativos. Foi utilizada estatística descritiva para estudar os casos em que não se verificaram melhorias da MAVC.Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os valores médios das diferenças entre o pré e pós-operatório (12 meses), para ambas as cirurgias, relativamente à melhor acuidade visual corrigida (MAVC), cilindro, K2 e K médio. Ambos os grupos 1 e 2 demonstraram melhorias na MAVC aos 12 meses, assim como no cilindro e valores de queratometria. O valor de esfera aos 12 meses foi superior no grupo 1, enquanto que no grupo 2 não se obtiveram diferenças estatisticamente significativas comparativamente aos valores do pré-operatório. O grupo 2 obteve uma maior taxa de complicações no pós-operatório (8%), sendo que a explantação de anéis configura a complicação mais prevalente.Discussão/Conclusão: Ambas as técnicas cirúrgicas demonstraram ser igualmente eficazes em melhorar a MAVC, bem como na diminuição do erro refrativo e valores de queratometria. Houve maior taxa de complicações pós-operatórias no grupo 2, associadas à técnica manual.
Autores principais:Figueiredo, Carolina Marques Moura de Almeida
Assunto:Queratocone Cross-linking Laser excimer Protocolo de Atenas Anéis intra-estromais Keratoconus Cross-linking Laser excimer Athens Protocol Intrastromal corneal ring segments
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: Diversas modalidades terapêuticas descritas na literatura têm sido aplicadas ao tratamento do queratocone, nomeadamente o cross-linking (CXL) associado a laser excimer (Protocolo de Atenas), assim como o implante de anéis intra-estromais. As fronteiras entre as indicações para a utilização de uma modalidade face à outra ainda não se encontram completamente definidas. Este trabalho teve como objetivo a comparação de ambas as técnicas cirúrgicas, relativamente aos seus resultados visuais, refrativos e queratométricos, através de um follow-up de 12 meses.Métodos: Tratou-se de um estudo multicêntrico e retrospetivo, que comparou 2 grupos (grupo 1 submetido a CXL associado a laser excimer e grupo 2 submetido a impante de anéis intra-estromais). No grupo 1, foram incluídos pacientes tratados entre 2015 e 2018, tendo sido recolhidos dados de um total de 75 olhos (72 pacientes). No grupo 2 recolheram-se dados compreendidos entre 2011 e 2016, tendo sido incluído um total de 75 olhos (67 pacientes). Efetuou-se a análise estatística utilizando o Software Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS®, versão 25.0), recorrendo aos testes Wilcoxon, Mann-Whitney e teste t, para comparar as diferentes variáveis. Valores de p<0.05 foram aceites como estatisticamente significativos. Foi utilizada estatística descritiva para estudar os casos em que não se verificaram melhorias da MAVC.Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os valores médios das diferenças entre o pré e pós-operatório (12 meses), para ambas as cirurgias, relativamente à melhor acuidade visual corrigida (MAVC), cilindro, K2 e K médio. Ambos os grupos 1 e 2 demonstraram melhorias na MAVC aos 12 meses, assim como no cilindro e valores de queratometria. O valor de esfera aos 12 meses foi superior no grupo 1, enquanto que no grupo 2 não se obtiveram diferenças estatisticamente significativas comparativamente aos valores do pré-operatório. O grupo 2 obteve uma maior taxa de complicações no pós-operatório (8%), sendo que a explantação de anéis configura a complicação mais prevalente.Discussão/Conclusão: Ambas as técnicas cirúrgicas demonstraram ser igualmente eficazes em melhorar a MAVC, bem como na diminuição do erro refrativo e valores de queratometria. Houve maior taxa de complicações pós-operatórias no grupo 2, associadas à técnica manual.

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