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Preparação de insertos oculares contendo ácido hialurónico para o tratamento do olho seco

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A síndrome do olho seco é uma das condições oculares mais comuns a nível mundial, afetando mais de 300 milhões de pessoas. É uma condição geralmente caraterizada por uma sensação de secura ou queimadura no olho, um lacrimejamento excessivo, bem como um aumento da fotossensibilidade. Apesar de não existir cura para esta síndrome, existem vários produtos capazes atenuar os sintomas dos pacientes. Os mais utilizados são os colírios, no entanto, apresentam várias limitações, tais como rápida eliminação pré-corneal e necessidade de administração contínua.O objetivo da presente dissertação consistiu no desenvolvimento de um inserto ocular que liberte, de forma controlada, durante um período de 7 a 15 dias, um agente lubrificante comummente utilizado no tratamento do olho seco, o ácido hialurónico (HA). Adicionalmente, é constituído por polietilenoglicol (PEG), um polímero hidrofílico que possui propriedades lubrificantes e deverá ser libertado em simultâneo com o HA, e policaprolactona (PCL), um polímero hidrofóbico. A cinética de libertação do HA e PEG será avaliada através da perda de massa de dos insertos.Do conjunto de experiências onde se tentou imobilizar o HA em PEG/PCL, concluiu-se que este procedimento envolve a adição de água à formulação e a sua posterior evaporação parcial, até esta estar presente, numa percentagem total da mistura final, entre 46 – 49 %.Os insertos oculares preparados contendo PEG/PCL e HA perdem massa mesmo ao fim de 15 dias, sendo a perda de massa total média das amostras de 10,6 %, para o 7º dia de libertação, e de 13,7 % para o 15º dia de libertação.Durante os vários estudos de cinética de libertação, verificou-se a existência de problemas estruturais das amostras preparadas. Tais problemas revelaram poder estar diretamente relacionados com o processo de hidratação/desidratação, uma vez que se verifica a formação de poros e fissuras na estrutura dos insertos oculares.
Autores principais:Vicente, Rui Filipe Matos
Assunto:olho seco insertos oculares polietilenoglicol policaprolactona ácido hialurónico dry eye ocular inserts polyethylene glycol polycaprolactone hyaluronic acid
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A síndrome do olho seco é uma das condições oculares mais comuns a nível mundial, afetando mais de 300 milhões de pessoas. É uma condição geralmente caraterizada por uma sensação de secura ou queimadura no olho, um lacrimejamento excessivo, bem como um aumento da fotossensibilidade. Apesar de não existir cura para esta síndrome, existem vários produtos capazes atenuar os sintomas dos pacientes. Os mais utilizados são os colírios, no entanto, apresentam várias limitações, tais como rápida eliminação pré-corneal e necessidade de administração contínua.O objetivo da presente dissertação consistiu no desenvolvimento de um inserto ocular que liberte, de forma controlada, durante um período de 7 a 15 dias, um agente lubrificante comummente utilizado no tratamento do olho seco, o ácido hialurónico (HA). Adicionalmente, é constituído por polietilenoglicol (PEG), um polímero hidrofílico que possui propriedades lubrificantes e deverá ser libertado em simultâneo com o HA, e policaprolactona (PCL), um polímero hidrofóbico. A cinética de libertação do HA e PEG será avaliada através da perda de massa de dos insertos.Do conjunto de experiências onde se tentou imobilizar o HA em PEG/PCL, concluiu-se que este procedimento envolve a adição de água à formulação e a sua posterior evaporação parcial, até esta estar presente, numa percentagem total da mistura final, entre 46 – 49 %.Os insertos oculares preparados contendo PEG/PCL e HA perdem massa mesmo ao fim de 15 dias, sendo a perda de massa total média das amostras de 10,6 %, para o 7º dia de libertação, e de 13,7 % para o 15º dia de libertação.Durante os vários estudos de cinética de libertação, verificou-se a existência de problemas estruturais das amostras preparadas. Tais problemas revelaram poder estar diretamente relacionados com o processo de hidratação/desidratação, uma vez que se verifica a formação de poros e fissuras na estrutura dos insertos oculares.

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