Publicação
Suplementos alimentares na gravidez
| Resumo: | A gravidez provoca modificações fisiológicas no organismo materno que geram a necessidade aumentada de nutrientes essenciais. A alimentação materna deve permitir as reservas necessárias ao desenvolvimento fetal e, por isso, o estado nutricional, antes e durante a gravidez, tem influência nos resultados da gestação e na saúde materna e do feto. Apesar da suplementação ser importante para, em certas situações, colmatar falhas, como prática comum, nem sempre é necessária e pode, muitas vezes, ser acompanhada de efeitos adversos e interações. Com este trabalho pretende-se avaliar a importância e a pertinência da suplementação na gravidez. Tem sido prática corrente a suplementação diária oral de ferro e ácido fólico recomendada, como parte da assistência pré-natal, para reduzir o risco de baixo peso no nascimento, anemia materna e deficiência de ferro. O ácido fólico é uma intervenção importante para prevenção de defeitos do tubo neural e o iodo tem benefícios no neurodesenvolvimento infantil. Os multivitamínicos tornaram-se uma forma fácil de prevenir deficiências mas, em certos casos, a quantidade real que é fornecida não é conhecida porque estes produtos não têm o mesmo controlo de qualidade de outras prescrições. Estes são recomendados a mulheres que não fazem uma alimentação adequada ou que se encontram numa situação de risco. Neste âmbito, os suplementos usados na gravidez necessitam de mais estudos, como no caso dos ácidos gordos e dos flavonóides que ainda deixam algumas dúvidas. Assim como é o caso das plantas usadas nestes suplementos, uma vez que muitas ainda não apresentam estudos sobre o seu potencial tóxico, bem como o potencial abortivo e teratogénico. |
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| Autores principais: | Mateus, Cláudia Catarina Araújo |
| Assunto: | Gravidez Suplementos alimentares |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A gravidez provoca modificações fisiológicas no organismo materno que geram a necessidade aumentada de nutrientes essenciais. A alimentação materna deve permitir as reservas necessárias ao desenvolvimento fetal e, por isso, o estado nutricional, antes e durante a gravidez, tem influência nos resultados da gestação e na saúde materna e do feto. Apesar da suplementação ser importante para, em certas situações, colmatar falhas, como prática comum, nem sempre é necessária e pode, muitas vezes, ser acompanhada de efeitos adversos e interações. Com este trabalho pretende-se avaliar a importância e a pertinência da suplementação na gravidez. Tem sido prática corrente a suplementação diária oral de ferro e ácido fólico recomendada, como parte da assistência pré-natal, para reduzir o risco de baixo peso no nascimento, anemia materna e deficiência de ferro. O ácido fólico é uma intervenção importante para prevenção de defeitos do tubo neural e o iodo tem benefícios no neurodesenvolvimento infantil. Os multivitamínicos tornaram-se uma forma fácil de prevenir deficiências mas, em certos casos, a quantidade real que é fornecida não é conhecida porque estes produtos não têm o mesmo controlo de qualidade de outras prescrições. Estes são recomendados a mulheres que não fazem uma alimentação adequada ou que se encontram numa situação de risco. Neste âmbito, os suplementos usados na gravidez necessitam de mais estudos, como no caso dos ácidos gordos e dos flavonóides que ainda deixam algumas dúvidas. Assim como é o caso das plantas usadas nestes suplementos, uma vez que muitas ainda não apresentam estudos sobre o seu potencial tóxico, bem como o potencial abortivo e teratogénico. |
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