Publicação

O Colégio Real de São Paulo em Coimbra e a definição do tipo de colégio secular

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:No sentido mais lato, os colégios universitários levantados em Coimbra (e, em menor expressão, em Évora) a partir de meados do século XVI e até ao final do Antigo Regime não constituem um tipo específico da arquitectura portuguesa. Existem, pelo menos, duas variantes tipológicas que têm que ver com a comunidade a que se destinavam os edifícios e com a resposta arquitectónica a que davam corpo. Desde logo, há que distinguir os colégios ditos “regulares”, destinados a comunidades das ordens religiosas que se implantaram à sombra da universidade – e que são a grande maioria – dos colégios “seculares”, em menor número, destinados a futuros eclesiásticos e/ou a leigos. Depois, e do ponto de vista arquitectónico, se os primeiros colégios regulares se socorreram frequentemente do esquema planimétrico conventual, com uma igreja volumetricamente autónoma e de acesso externo ladeada por um claustro, em redor do qual se organiza o colégio propriamente dito (os casos dos colégios da Graça e do Carmo, na Rua da Sofia, ou os de São Jerónimo e da Trindade na Alta), já os pouco numerosos colégios seculares se podem filiar, por sua vez, na casa nobre ou no palácio urbano, ainda que sob várias formas, das quais a mais comum será a do bloco quadrangular organizado em torno de um pátio central. É sobre este último tipo de colégio, o colégio secular, e com uma atenção particular sobre o colégio de São Paulo, que nos debruçaremos nesta comunicação.
Autores principais:Lobo, Rui
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:No sentido mais lato, os colégios universitários levantados em Coimbra (e, em menor expressão, em Évora) a partir de meados do século XVI e até ao final do Antigo Regime não constituem um tipo específico da arquitectura portuguesa. Existem, pelo menos, duas variantes tipológicas que têm que ver com a comunidade a que se destinavam os edifícios e com a resposta arquitectónica a que davam corpo. Desde logo, há que distinguir os colégios ditos “regulares”, destinados a comunidades das ordens religiosas que se implantaram à sombra da universidade – e que são a grande maioria – dos colégios “seculares”, em menor número, destinados a futuros eclesiásticos e/ou a leigos. Depois, e do ponto de vista arquitectónico, se os primeiros colégios regulares se socorreram frequentemente do esquema planimétrico conventual, com uma igreja volumetricamente autónoma e de acesso externo ladeada por um claustro, em redor do qual se organiza o colégio propriamente dito (os casos dos colégios da Graça e do Carmo, na Rua da Sofia, ou os de São Jerónimo e da Trindade na Alta), já os pouco numerosos colégios seculares se podem filiar, por sua vez, na casa nobre ou no palácio urbano, ainda que sob várias formas, das quais a mais comum será a do bloco quadrangular organizado em torno de um pátio central. É sobre este último tipo de colégio, o colégio secular, e com uma atenção particular sobre o colégio de São Paulo, que nos debruçaremos nesta comunicação.

Atividades financiadas

Não foram encontrados projetos financiados.