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The Mountains are Calling: Explorando as Dimensões do Flow em Atletas de Elite e Profissionais Outdoor
| Summary: | Foi realizada uma investigação qualitativa sobre experiências ótimas em práticas desportivas outdoor associadas à montanha e outros contextos naturais, a fim de aumentar a compreeensão da experiência subjetiva nestes contextos e obter uma maior perceção sobre a natureza do Flow em práticas como o alpinismo, a escalada em rocha, o trail running ou o montanhismo. Seis atletas de elite e profissionais com vários anos de experiência e ligados a estas atividades, foram entrevistados sobre experiências ótimas e, em seguida, foram questionados sobre os fatores associados à obtenção de estados de Flow durante a sua atividade. Foram recolhidos e analisados insights exploratórios, sendo que os fatores que emergiram de forma mais relevante percebidos como os mais importantes para entrar em Flow incluíam manter o foco apropriado e a concentração, sensação de controlo perante a situação, perceções cognitivas e sinestésicas aumentadas (associadas a sensações de bem estar e relaxamento), bem como o desempenho a pares. As descrições sobre o que ocorreu durante experiências ótimas em montanha foram comparadas a muitas das características do Flow descritas por Csikszentmibalyi (1975, 1990), no entanto algumas descrições foram acrescentadas como uma forte dimensão sinestésica, o timming/momento certo para agir e a união com os parceiros de modalidade. De acrescentar ainda que a ideia generalizada de que o Flow decorre a partir de um equilíbrio entre desafio e competência proposto no modelo original, foi questionada. Concluíu-se que principalmente em alta montanha estes estados de Flow são raros, constituindo-se mais como experiências vividas à posteriori. Recorrer à experiência de atletas e profissionais de atividades e desportos outdoor pode melhorar a compreensão dos estados de Flow à medida que ocorrem nestes contextos, de forma a que os atletas possam entender a ocorrência de Flow e talvez até mesmo experimentar Flow com maior frequência e intensidade. Além disso, esse entendimento pode ajudar os profissionais a melhorar as experiências e oportunidades de desenvolvimento de participantes nestas atividades, fomentar uma maior procura por atividades ao ar livre, bem como levar à investigação de fatores associados que possam despoletar estes estados igualmente noutros contextos. |
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| Main Authors: | Moreira, Rita Joana dos Santos |
| Subject: | Outdoor Experiências de Flow Alpinismo Escalada Experiências Ótimas Outdoor Flow Experiences Mountaineering Rock Climbing Optimal Experiences |
| Year: | 2018 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | metadata only access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | Foi realizada uma investigação qualitativa sobre experiências ótimas em práticas desportivas outdoor associadas à montanha e outros contextos naturais, a fim de aumentar a compreeensão da experiência subjetiva nestes contextos e obter uma maior perceção sobre a natureza do Flow em práticas como o alpinismo, a escalada em rocha, o trail running ou o montanhismo. Seis atletas de elite e profissionais com vários anos de experiência e ligados a estas atividades, foram entrevistados sobre experiências ótimas e, em seguida, foram questionados sobre os fatores associados à obtenção de estados de Flow durante a sua atividade. Foram recolhidos e analisados insights exploratórios, sendo que os fatores que emergiram de forma mais relevante percebidos como os mais importantes para entrar em Flow incluíam manter o foco apropriado e a concentração, sensação de controlo perante a situação, perceções cognitivas e sinestésicas aumentadas (associadas a sensações de bem estar e relaxamento), bem como o desempenho a pares. As descrições sobre o que ocorreu durante experiências ótimas em montanha foram comparadas a muitas das características do Flow descritas por Csikszentmibalyi (1975, 1990), no entanto algumas descrições foram acrescentadas como uma forte dimensão sinestésica, o timming/momento certo para agir e a união com os parceiros de modalidade. De acrescentar ainda que a ideia generalizada de que o Flow decorre a partir de um equilíbrio entre desafio e competência proposto no modelo original, foi questionada. Concluíu-se que principalmente em alta montanha estes estados de Flow são raros, constituindo-se mais como experiências vividas à posteriori. Recorrer à experiência de atletas e profissionais de atividades e desportos outdoor pode melhorar a compreensão dos estados de Flow à medida que ocorrem nestes contextos, de forma a que os atletas possam entender a ocorrência de Flow e talvez até mesmo experimentar Flow com maior frequência e intensidade. Além disso, esse entendimento pode ajudar os profissionais a melhorar as experiências e oportunidades de desenvolvimento de participantes nestas atividades, fomentar uma maior procura por atividades ao ar livre, bem como levar à investigação de fatores associados que possam despoletar estes estados igualmente noutros contextos. |
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