Publicação
Inner Work is Overrated Reflexões sobre políticas urbanísticas eurocentristas - O caso Português em Macau
| Resumo: | A arquitetura é uma das atividades mais antigas e predominantes para a demonstração de poder; ela tem a capacidade de refletir as relações dominadoras de certas organizações, mesmo anos após a retirada dessas mesmas entidades – como aconteceu com a arquitetura colonial. Monumentos, sedes governamentais, sedes de empresa, residências presidenciais, Igrejas e até mesmo cidades inteiras refletiam (e ainda refletem) tais relações.Mas que marcas é que uma arquitetura e um urbanismo colonial tem hoje em Macau? Como é que se impunha? Que transformações, não só arquitetónicas mas ideológicas, trazia consigo? Que visão era essa de transformar o Oriente à boa maneira do Ocidente? E Macau numa representação de Lisboa? Enquanto o poder se altera, as arquiteturas e práticas urbanísticas deixadas para trás mantêm-se como marcas permanentes. Estas raízes espaciais não são neutras, pois foram construídas utilizando estratégias que incorporavam práticas culturais, económicas, sociais e ideológicas. Processos como o colonialismo e a globalização têm impactos gigantescos no modo como o espaço é construído e a arquitetura implementada. Tais fenómenos utilizam estratégias espaciais arquitetónicas e urbanísticas para se fazer representar e sentir fisicamente, tanto no passado como no presente. Este trabalho pretende assim compreender como a cidade de Macau se representa e se visualiza, fazendo uma retrospetiva ao seu passado e às políticas de urbanização que os portugueses implementaram em Macau desde a segunda metade do século XIX até à primeira metade do século XX, e os planos urbanísticos do final do século XX – NAPE e ZAPE. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Luísa Raquel Pita |
| Assunto: | Colonialismo Pós-colonialismo Urbanismo Identidade Macau Colonialism Post-colonialism Urbanism Identity Macao |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso a metadados |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A arquitetura é uma das atividades mais antigas e predominantes para a demonstração de poder; ela tem a capacidade de refletir as relações dominadoras de certas organizações, mesmo anos após a retirada dessas mesmas entidades – como aconteceu com a arquitetura colonial. Monumentos, sedes governamentais, sedes de empresa, residências presidenciais, Igrejas e até mesmo cidades inteiras refletiam (e ainda refletem) tais relações.Mas que marcas é que uma arquitetura e um urbanismo colonial tem hoje em Macau? Como é que se impunha? Que transformações, não só arquitetónicas mas ideológicas, trazia consigo? Que visão era essa de transformar o Oriente à boa maneira do Ocidente? E Macau numa representação de Lisboa? Enquanto o poder se altera, as arquiteturas e práticas urbanísticas deixadas para trás mantêm-se como marcas permanentes. Estas raízes espaciais não são neutras, pois foram construídas utilizando estratégias que incorporavam práticas culturais, económicas, sociais e ideológicas. Processos como o colonialismo e a globalização têm impactos gigantescos no modo como o espaço é construído e a arquitetura implementada. Tais fenómenos utilizam estratégias espaciais arquitetónicas e urbanísticas para se fazer representar e sentir fisicamente, tanto no passado como no presente. Este trabalho pretende assim compreender como a cidade de Macau se representa e se visualiza, fazendo uma retrospetiva ao seu passado e às políticas de urbanização que os portugueses implementaram em Macau desde a segunda metade do século XIX até à primeira metade do século XX, e os planos urbanísticos do final do século XX – NAPE e ZAPE. |
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