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O Estado moçambicano e as justiças comunitárias: uma história dinâmica de imposições e respostas locais diferenciadas
| Summary: | Ao longo da história, o Estado moçambicano, sob diferentes modelos e face a diversas pressões externas e internas, relacionou-se de múltiplas formas com as instâncias comunitárias de resolução de conflitos que configuram a pluralidade jurídica do país. Nesta comunicação, divido a história de Moçambique em três períodos (colonialismo, socialismo, neoliberalismo/democracia) e analiso de que modo o Estado, em cada uma das fases, procurou integrar ou excluir as justiças comunitárias e como estas foram acatando as imposições exteriores ou resistindo selectivamente às mesmas. Centro-me particularmente na relação entre o Estado e as autoridades tradicionais, os tribunais populares de base, os tribunais comunitários e os grupos dinamizadores. Em seguida, a partir de estudos empíricos, mostro como, no presente, a realidade é bastante complexa em resultado das articulações ao nível local das várias lógicas em que o Estado assentou (presentes e passadas), de especificidades locais e de iniciativas de âmbito internacional. |
|---|---|
| Main Authors: | Araújo, Sara |
| Subject: | Pluralismo jurídico Estado moçambicano Justiças Comunitárias |
| Year: | 2010 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | conference output |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | Ao longo da história, o Estado moçambicano, sob diferentes modelos e face a diversas pressões externas e internas, relacionou-se de múltiplas formas com as instâncias comunitárias de resolução de conflitos que configuram a pluralidade jurídica do país. Nesta comunicação, divido a história de Moçambique em três períodos (colonialismo, socialismo, neoliberalismo/democracia) e analiso de que modo o Estado, em cada uma das fases, procurou integrar ou excluir as justiças comunitárias e como estas foram acatando as imposições exteriores ou resistindo selectivamente às mesmas. Centro-me particularmente na relação entre o Estado e as autoridades tradicionais, os tribunais populares de base, os tribunais comunitários e os grupos dinamizadores. Em seguida, a partir de estudos empíricos, mostro como, no presente, a realidade é bastante complexa em resultado das articulações ao nível local das várias lógicas em que o Estado assentou (presentes e passadas), de especificidades locais e de iniciativas de âmbito internacional. |
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