Publicação
Relatório de Estágio Curricular e Monografia intitulada "Exposição aos Microplásticos – Implicações para a Saúde Humana: Risco Infantil e a Intervenção do Farmacêutico"
| Resumo: | A primeira parte do trabalho consiste no relatório de estágio em farmácia comunitária, onde é realizado um resumo da aprendizagem adquirida durante a minha experiência na Farmácia São José enquanto estudante finalista. A experiência prática proporcionada pelo estágio permite adquirir noções que não são passíveis de ser aprendidas em salas de aula. Aprender a lidar com variadas situações, com casos reais, integrando os conhecimentos teóricos, é um exercício indispensável para a conclusão da formação de um farmacêutico. Sob a forma de uma análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats), são discriminados os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças do meu estágio. A segunda parte do trabalho compreende a monografia. Setenta anos de consumo, crescimento acelerado e uma diminuta gestão dos resíduos resultaram na conquista mundial dos microplásticos. Omnipresentes nos vários ecossistemas, a exposição dos seres vivos a estas partículas sintéticas é inevitável. Perante o novo cenário, várias questões têm sido colocadas sobre até que ponto estas partículas representam uma ameaça para a saúde ecológica, animal e humana. A acumulação de contaminantes, a presença de aditivos comprovadamente tóxicos e a particularidade de degradação até à nanoescala, arriscando transpor barreiras biológicas, são características que preocupam a comunidade científica. Não há dúvida que o Homem está exposto aos microplásticos e que por ingestão e inalação, estes podem entrar no organismo. Até onde estas partículas chegam e as implicações que podem ter na homeostase são tópicos ainda pouco esclarecidos. Recentemente, os microplásticos foram detetados na placenta humana. Considerando a suscetibilidade e imaturidade dos sistemas durante as fases de desenvolvimento fetal e infantil, os microplásticos e seus aditivos podem representar um risco acrescido, se houver exposição. O papel do farmacêutico passa por educar e sensibilizar a comunidade, para que esta adquirira hábitos que permitam uma menor exposição a estas partículas e aos seus constituintes tóxicos, na proteção da saúde humana. |
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| Autores principais: | Moniz, Catarina Castanheira |
| Assunto: | microplásticos exposição saúde humana infância farmacêutico microplastics exposure human health childhood pharmacist |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A primeira parte do trabalho consiste no relatório de estágio em farmácia comunitária, onde é realizado um resumo da aprendizagem adquirida durante a minha experiência na Farmácia São José enquanto estudante finalista. A experiência prática proporcionada pelo estágio permite adquirir noções que não são passíveis de ser aprendidas em salas de aula. Aprender a lidar com variadas situações, com casos reais, integrando os conhecimentos teóricos, é um exercício indispensável para a conclusão da formação de um farmacêutico. Sob a forma de uma análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats), são discriminados os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças do meu estágio. A segunda parte do trabalho compreende a monografia. Setenta anos de consumo, crescimento acelerado e uma diminuta gestão dos resíduos resultaram na conquista mundial dos microplásticos. Omnipresentes nos vários ecossistemas, a exposição dos seres vivos a estas partículas sintéticas é inevitável. Perante o novo cenário, várias questões têm sido colocadas sobre até que ponto estas partículas representam uma ameaça para a saúde ecológica, animal e humana. A acumulação de contaminantes, a presença de aditivos comprovadamente tóxicos e a particularidade de degradação até à nanoescala, arriscando transpor barreiras biológicas, são características que preocupam a comunidade científica. Não há dúvida que o Homem está exposto aos microplásticos e que por ingestão e inalação, estes podem entrar no organismo. Até onde estas partículas chegam e as implicações que podem ter na homeostase são tópicos ainda pouco esclarecidos. Recentemente, os microplásticos foram detetados na placenta humana. Considerando a suscetibilidade e imaturidade dos sistemas durante as fases de desenvolvimento fetal e infantil, os microplásticos e seus aditivos podem representar um risco acrescido, se houver exposição. O papel do farmacêutico passa por educar e sensibilizar a comunidade, para que esta adquirira hábitos que permitam uma menor exposição a estas partículas e aos seus constituintes tóxicos, na proteção da saúde humana. |
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