Publicação
Relações entre estratégias de regulação emocional e bem-estar psicológico, satisfação com a vida e esperança nos adolescentes
| Resumo: | A presente investigação tem como principal objetivo estudar as relações entre as estratégias de regulação emocional (reavaliação cognitiva e supressão emocional) e as variáveis psicológicas positivas – bem-estar psicológico, satisfação com a vida e esperança – nos adolescentes. O enquadramento teórico deste estudo tem por base a abordagem da Psicologia positiva focando-se nos aspetos psicológicos saudáveis e funcionamento “ótimo” dos adolescentes. A amostra é composta por 320 adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, sendo a maioria do sexo feminino. Para a recolha de dados, foram utilizados os seguintes instrumentos: Emotion Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA), Satisfaction with Life Scale (SWLS), Escala de Bem-Estar Psicológico para adolescentes (EBEP-A), e Escala de Esperança-Questões sobre os meus objetivos e um conjunto de questões sociodemográficas destinado à caracterização da amostra. Os resultados obtidos revelam que as estratégias de regulação emocional se correlacionam significativamente com a maioria das variáveis psicológicas positivas, nomeadamente que a reavaliação cognitiva se correlaciona positivamente com todas as variáveis psicológicas positivas, sendo a sua maior influência exercida ao nível do bem-estar psicológico e que a supressão emocional se correlaciona negativamente com todas as variáveis psicológicas positivas, sendo o seu maior impacto na satisfação com a vida. Mais se concluiu que a estratégia de reavaliação cognitiva é a estratégia de regulação emocional mais utilizada pelos adolescentes entre os 15 e os 18 anos, o que indica estar associado a aumento de experienciação e expressão de emoções positivas. Entre estes, é o sub-grupo de adolescentes dos 15 aos 16 anos e os do sexo masculino que apresentam resultados médios superiores na maioria das dimensões avaliadas. |
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| Autores principais: | Vitorino, Ana Rute Macedo Marques |
| Assunto: | Regulação Emocional Adolescência Bem-estar psicológico Satisfação com a vida Esperança Emotional regulation Adolescence Psychological well-being Satisfaction with life Hope |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A presente investigação tem como principal objetivo estudar as relações entre as estratégias de regulação emocional (reavaliação cognitiva e supressão emocional) e as variáveis psicológicas positivas – bem-estar psicológico, satisfação com a vida e esperança – nos adolescentes. O enquadramento teórico deste estudo tem por base a abordagem da Psicologia positiva focando-se nos aspetos psicológicos saudáveis e funcionamento “ótimo” dos adolescentes. A amostra é composta por 320 adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, sendo a maioria do sexo feminino. Para a recolha de dados, foram utilizados os seguintes instrumentos: Emotion Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA), Satisfaction with Life Scale (SWLS), Escala de Bem-Estar Psicológico para adolescentes (EBEP-A), e Escala de Esperança-Questões sobre os meus objetivos e um conjunto de questões sociodemográficas destinado à caracterização da amostra. Os resultados obtidos revelam que as estratégias de regulação emocional se correlacionam significativamente com a maioria das variáveis psicológicas positivas, nomeadamente que a reavaliação cognitiva se correlaciona positivamente com todas as variáveis psicológicas positivas, sendo a sua maior influência exercida ao nível do bem-estar psicológico e que a supressão emocional se correlaciona negativamente com todas as variáveis psicológicas positivas, sendo o seu maior impacto na satisfação com a vida. Mais se concluiu que a estratégia de reavaliação cognitiva é a estratégia de regulação emocional mais utilizada pelos adolescentes entre os 15 e os 18 anos, o que indica estar associado a aumento de experienciação e expressão de emoções positivas. Entre estes, é o sub-grupo de adolescentes dos 15 aos 16 anos e os do sexo masculino que apresentam resultados médios superiores na maioria das dimensões avaliadas. |
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