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Epiretinal Membrane: Evaluating the Prognostic Impact of Recent Optic Coherence Tomography-based Classification

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Resumo:INTRODUÇÃO: A membrana epirretiniana (MER) define-se como uma proliferação fibrocelular da superfície interna da retina. Com o recurso à tomografia de coerência ótica, diversos parâmetros estruturais e sistemas de classificação das MER foram descritos com potencial impacto prognóstico, anatómico e funcional.OBJETIVO: Este trabalho propõe caracterizar o impacto prognóstico de biomarcadores avaliados através da tomografia de coerência ótica de domínio spectral (SD-OCT) - camada interna ectópica foveal (EIFL), espessura macular central (EMC), sinal de cotton ball, integridade da camada elipsoide, presença de líquido intraretiniano ou subretiniano e esquisis – em olhos submetidos a vitrectomia pars plana (VPP) por MER e pelagem membrana limitante interna. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospetivo, longitudinal, de coorte. Foram incluídos, de forma consecutiva, olhos com diagnóstico de MER idiopática, submetidos a VPP 23/25-gauge, com tempo mínimo de follow-up pós-cirúrgico de 12 meses. Foram avaliadas imagens de SD-OCT (Spectralis, Heidelberg Engineering, Heidelberg, Germany), preoperatoriamente, aos 6 e 12 meses pós-operatório, por 2 médicos especialistas independentes. Com o recurso à função de “caliper”, foi registada a espessura EIFL medida na vertical e horizontal, em b-scans centrados na fóvea. A associação entre a espessura da EIFL e de outros biomarcadores do SD-OCT, previamente descritos, com a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) foi avaliada. O nível de significância estabelecido foi p<0.05.RESULTADOS: Foram incluídos cento e dezoito olhos, de 108 doentes (idade média 76,52±7,09; 65% do sexo masculino). Pré-operativamente, a MAVC média foi 55,52±12,44 letras e, 70,00±13,34 letras aos 12 meses pós-operatório, a evolução média da MAVC foi de 13,45±14,15 letras (p<0,001). Pré-operativamente, a EIFL estava presente em 59 olhos (50%). A espessura média da EIFL, medida na horizontal e vertical, foi 239,31±89,27µm e 228,48±85,67 µm, respetivamente. A medição na vertical e horizontal está correlacionada, pré-operativamente, com a CFT (rho=0,63 e rho=0,55; p<0,001, respetivamente). No entanto, apenas a camada ectópica medida na vertical demonstrou ter impacto prognóstico na MAVC final, independentemente da CFT pré-operatória (ß=-0,12±0,05; p=0,01). De facto, a espessura da EIFL medida na vertical demonstrou ser o marcador individual de prognóstico visual mais sensível (ß=-0,07±0,01; p<0,001). CONCLUSÃO: Este estudo revela que a camada ectópica medida na vertical pode ser um importante preditor da evolução da acuidade visual pós-cirurgia. Isto é, um aumento na espessura da EIFL medida na vertical, antes da cirurgia, esteve relacionada com pior prognóstico funcional final. Este parâmetro parece ser um biomarcador mais sensível e melhor preditor do outcome visual, prevalecendo sobre outros biomarcadores previamente descritos.
Autores principais:Gonçalves, Catarina Martins Corte-Real
Assunto:membrana epirretiniana vitrectomia prognóstico biomarcadores epiretinal membrane vitrectomy prognosis biomarkers
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: A membrana epirretiniana (MER) define-se como uma proliferação fibrocelular da superfície interna da retina. Com o recurso à tomografia de coerência ótica, diversos parâmetros estruturais e sistemas de classificação das MER foram descritos com potencial impacto prognóstico, anatómico e funcional.OBJETIVO: Este trabalho propõe caracterizar o impacto prognóstico de biomarcadores avaliados através da tomografia de coerência ótica de domínio spectral (SD-OCT) - camada interna ectópica foveal (EIFL), espessura macular central (EMC), sinal de cotton ball, integridade da camada elipsoide, presença de líquido intraretiniano ou subretiniano e esquisis – em olhos submetidos a vitrectomia pars plana (VPP) por MER e pelagem membrana limitante interna. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospetivo, longitudinal, de coorte. Foram incluídos, de forma consecutiva, olhos com diagnóstico de MER idiopática, submetidos a VPP 23/25-gauge, com tempo mínimo de follow-up pós-cirúrgico de 12 meses. Foram avaliadas imagens de SD-OCT (Spectralis, Heidelberg Engineering, Heidelberg, Germany), preoperatoriamente, aos 6 e 12 meses pós-operatório, por 2 médicos especialistas independentes. Com o recurso à função de “caliper”, foi registada a espessura EIFL medida na vertical e horizontal, em b-scans centrados na fóvea. A associação entre a espessura da EIFL e de outros biomarcadores do SD-OCT, previamente descritos, com a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) foi avaliada. O nível de significância estabelecido foi p<0.05.RESULTADOS: Foram incluídos cento e dezoito olhos, de 108 doentes (idade média 76,52±7,09; 65% do sexo masculino). Pré-operativamente, a MAVC média foi 55,52±12,44 letras e, 70,00±13,34 letras aos 12 meses pós-operatório, a evolução média da MAVC foi de 13,45±14,15 letras (p<0,001). Pré-operativamente, a EIFL estava presente em 59 olhos (50%). A espessura média da EIFL, medida na horizontal e vertical, foi 239,31±89,27µm e 228,48±85,67 µm, respetivamente. A medição na vertical e horizontal está correlacionada, pré-operativamente, com a CFT (rho=0,63 e rho=0,55; p<0,001, respetivamente). No entanto, apenas a camada ectópica medida na vertical demonstrou ter impacto prognóstico na MAVC final, independentemente da CFT pré-operatória (ß=-0,12±0,05; p=0,01). De facto, a espessura da EIFL medida na vertical demonstrou ser o marcador individual de prognóstico visual mais sensível (ß=-0,07±0,01; p<0,001). CONCLUSÃO: Este estudo revela que a camada ectópica medida na vertical pode ser um importante preditor da evolução da acuidade visual pós-cirurgia. Isto é, um aumento na espessura da EIFL medida na vertical, antes da cirurgia, esteve relacionada com pior prognóstico funcional final. Este parâmetro parece ser um biomarcador mais sensível e melhor preditor do outcome visual, prevalecendo sobre outros biomarcadores previamente descritos.

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