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A hiperostose idiopática difusa na Coleção de Esqueletos Identificados: critérios de diagnóstico e comorbidades

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Resumo:A hiperostose idiopática difusa (HID) é uma doença do foro reumático, manifestando-se pela ossificação exuberante do ligamento vertebral comum anterior, no lado direito da região torácica da ráquis, e pela ossificação de enteses extra-raquidianas. Nesta dissertação pretendeu-se determinar a prevalência, distribuição por sexo e idade à morte da HID, e as suas manifestações no esqueleto em indivíduos da Coleção de Esqueletos Identificados da Universidade de Coimbra (meados dos séculos XIX-XX), a sua eventual relação com um estatuto socioeconómico, causas de morte registadas e a hiperostose frontal interna (HFI). Os indivíduos com mais de 20 anos de idade à morte, com coluna vertebral e esqueleto apendicular observáveis (n=432), foram analisados de acordo com as metodologias de Resnick e Niwayama (1976), Arlet e Mazières (1985) e Rogers e Waldron (2001), para determinar a prevalência da HID. Apenas os indivíduos diagnosticados com a última metodologia foram estudados pormenorizadamente. Para o diagnóstico da HFI foi utilizada a metodologia de Hershkovitz et al. (1999). Com as diferentes metodologias obtiveram-se resultados estatisticamente significativos (p=0,007). Vinte e dois (5,1%/432) indivíduos (sexo masculino: 17 [7,3%] sexo feminino: 5 [2,5%]) foram diagnosticados com HID de acordo com a metodologia de Rogers e Waldron (2001). A média de idade à morte nos indivíduos com HID foi de 80,8 ±11,8 anos (intervalo: 64-95 anos) no sexo feminino e 74,8±8,8 anos (intervalo: 59-96 anos) no masculino. Estes pertenciam a estratos socioeconómicos baixos, falecendo de causas variadas. Apenas um (4,5%) indivíduo tinha HID e HFI, simultaneamente. Em concordância com os estudos sobre HID, estes resultados demonstram que a doença afeta sobretudo o sexo masculino e indivíduos mais velhos, aumentando com a idade. Não se observou qualquer relação entre a doença, estatuto socioeconómico elevado ou causas de morte; só a idade e o sexo foram preditivos de HID.
Autores principais:Oliveira, Andréa Martins
Assunto:HID Estatuto socioeconómico Causa de morte Hiperostose frontal interna Paleopatologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A hiperostose idiopática difusa (HID) é uma doença do foro reumático, manifestando-se pela ossificação exuberante do ligamento vertebral comum anterior, no lado direito da região torácica da ráquis, e pela ossificação de enteses extra-raquidianas. Nesta dissertação pretendeu-se determinar a prevalência, distribuição por sexo e idade à morte da HID, e as suas manifestações no esqueleto em indivíduos da Coleção de Esqueletos Identificados da Universidade de Coimbra (meados dos séculos XIX-XX), a sua eventual relação com um estatuto socioeconómico, causas de morte registadas e a hiperostose frontal interna (HFI). Os indivíduos com mais de 20 anos de idade à morte, com coluna vertebral e esqueleto apendicular observáveis (n=432), foram analisados de acordo com as metodologias de Resnick e Niwayama (1976), Arlet e Mazières (1985) e Rogers e Waldron (2001), para determinar a prevalência da HID. Apenas os indivíduos diagnosticados com a última metodologia foram estudados pormenorizadamente. Para o diagnóstico da HFI foi utilizada a metodologia de Hershkovitz et al. (1999). Com as diferentes metodologias obtiveram-se resultados estatisticamente significativos (p=0,007). Vinte e dois (5,1%/432) indivíduos (sexo masculino: 17 [7,3%] sexo feminino: 5 [2,5%]) foram diagnosticados com HID de acordo com a metodologia de Rogers e Waldron (2001). A média de idade à morte nos indivíduos com HID foi de 80,8 ±11,8 anos (intervalo: 64-95 anos) no sexo feminino e 74,8±8,8 anos (intervalo: 59-96 anos) no masculino. Estes pertenciam a estratos socioeconómicos baixos, falecendo de causas variadas. Apenas um (4,5%) indivíduo tinha HID e HFI, simultaneamente. Em concordância com os estudos sobre HID, estes resultados demonstram que a doença afeta sobretudo o sexo masculino e indivíduos mais velhos, aumentando com a idade. Não se observou qualquer relação entre a doença, estatuto socioeconómico elevado ou causas de morte; só a idade e o sexo foram preditivos de HID.

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