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Multifractality in bitcoin

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Resumo:A criptomoeda mais antiga e mais atrativa é a bitcoin. Desde o seu lançamento em 2009, tem prosperado, atraindo a atenção de investidores, reguladores e do público em geral. A sua dinâmica de preços, caracterizada por extrema volatilidade, saltos e apreciações impressionantes, fazem da bitcoin um ativo diferente dos já existentes no mercado financeiro, atraindo também a atenção da academia. O objetivo desta dissertação é examinar a fractalidade no mercado do bitcoin. Esta não é uma questão nova, mas pretendemos obter uma visão mais clara e abrangente, através da aplicação da Multifractal Detrended Fluctuation Analysis (MF-DFA) e de um Multifractal Regime Detecting Method (MRDM) numa configuração de alta frequência. Estas técnicas foram aplicadas aos retornos minuto-a-minuto da bitcoin da Bitstamp, de Janeiro de 2013 a Julho de 2020, e a dois outros conjuntos de dados constituídos por retornos horários e diários de sete casas de câmbio on-line (Bitfinex, Bitstamp, Cexio, Coinbase, Exmo, Gemini e Kraken), para os anos de 2018-2020 e 2017 2020, respetivamente. Os nossos resultados apontam para a existência de fortes indícios de que os retornos 1-minutoapresentam multifractalidade, tendo as flutuações menores comportamentos persistentes, enquanto as flutuações maiores são anti-persistentes. Esta multifractalidade provém da existência de correlações de longo prazo significativas, que lançam algumas dúvidas sobre a eficiência informacional da bitcoin. Mas principalmente a multifractalidade provém da distribuição de caudas largas, o que realça o elevado nível de risco a que os investidores estão sujeitos neste mercado. A multifractalidade está principalmente presente durante 2017, e no final de 2018 e início de 2019. A comparação entre as casas de câmbio mostra resultados semelhantes a uma frequência horária, nomeadamente que há persistência nas pequenas flutuações e anti-persistência nas grandes flutuações. Embora a multifractalidade provenha principalmente da distribuições com caudas largas, a eficiência do mercado pode ser baixa devido a correlações de longo prazo significativas. Não houve um padrão visível que relacionasse a multifractalidade e a eficiência com o volume de transação das casas de câmbio. Numa frequência diária observa-se uma relação direta entre multifractalidade e ineficiência com iliquidez (medida pelo volume de comércio). Surpreendentemente, a uma frequência diária, a principal fonte de multifractalidade não são as distribuições com cauda largas, mas sim as correlações de longo prazo.Esta complexidade coloca em perspetiva que, embora a bitcoin tenha o potencial de atração alongo prazo e de valorização crescente, está também sujeita a uma instabilidade não trivial a curto prazo.
Autores principais:Vaz, Cristiana Filipa Teixeira
Assunto:bitcoin multifractalidade eficiência MF-DFA Inferência Estatística bitcoin multifractality efficiency MF-DFA Statistical Inference
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A criptomoeda mais antiga e mais atrativa é a bitcoin. Desde o seu lançamento em 2009, tem prosperado, atraindo a atenção de investidores, reguladores e do público em geral. A sua dinâmica de preços, caracterizada por extrema volatilidade, saltos e apreciações impressionantes, fazem da bitcoin um ativo diferente dos já existentes no mercado financeiro, atraindo também a atenção da academia. O objetivo desta dissertação é examinar a fractalidade no mercado do bitcoin. Esta não é uma questão nova, mas pretendemos obter uma visão mais clara e abrangente, através da aplicação da Multifractal Detrended Fluctuation Analysis (MF-DFA) e de um Multifractal Regime Detecting Method (MRDM) numa configuração de alta frequência. Estas técnicas foram aplicadas aos retornos minuto-a-minuto da bitcoin da Bitstamp, de Janeiro de 2013 a Julho de 2020, e a dois outros conjuntos de dados constituídos por retornos horários e diários de sete casas de câmbio on-line (Bitfinex, Bitstamp, Cexio, Coinbase, Exmo, Gemini e Kraken), para os anos de 2018-2020 e 2017 2020, respetivamente. Os nossos resultados apontam para a existência de fortes indícios de que os retornos 1-minutoapresentam multifractalidade, tendo as flutuações menores comportamentos persistentes, enquanto as flutuações maiores são anti-persistentes. Esta multifractalidade provém da existência de correlações de longo prazo significativas, que lançam algumas dúvidas sobre a eficiência informacional da bitcoin. Mas principalmente a multifractalidade provém da distribuição de caudas largas, o que realça o elevado nível de risco a que os investidores estão sujeitos neste mercado. A multifractalidade está principalmente presente durante 2017, e no final de 2018 e início de 2019. A comparação entre as casas de câmbio mostra resultados semelhantes a uma frequência horária, nomeadamente que há persistência nas pequenas flutuações e anti-persistência nas grandes flutuações. Embora a multifractalidade provenha principalmente da distribuições com caudas largas, a eficiência do mercado pode ser baixa devido a correlações de longo prazo significativas. Não houve um padrão visível que relacionasse a multifractalidade e a eficiência com o volume de transação das casas de câmbio. Numa frequência diária observa-se uma relação direta entre multifractalidade e ineficiência com iliquidez (medida pelo volume de comércio). Surpreendentemente, a uma frequência diária, a principal fonte de multifractalidade não são as distribuições com cauda largas, mas sim as correlações de longo prazo.Esta complexidade coloca em perspetiva que, embora a bitcoin tenha o potencial de atração alongo prazo e de valorização crescente, está também sujeita a uma instabilidade não trivial a curto prazo.

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