Publicação
Olhar(es) sobre a compaixão
| Resumo: | Estudos recentes demonstram crescente importância da compaixão na promoção do bem-estar psicológico, em sentimentos de proximidade, segurança e ligação ao outro, bem como em comportamentos de ajuda em relação ao sofrimento deste. A compaixão é, então, retratada como a capacidade do ser humano evidenciar uma postura calorosa, compreensiva, de tolerância e aceitação pela experiência interna negativa do outro, e a sua motivação em aliviar este estado emocional. Contudo, contínua por explorar e clarificar o que contribui para o desenvolvimento da compaixão pelos outros. Além disso, a ausência de uma medida validade e adaptada à população portuguesa, que avalie especificamente este constructo, parece dificultar estudos promissores e mais aprofundados sobre esta forma de relação eu-outro (compaixão) Deste modo, os objetivos do presente estudo prendem-se com a validação da Escala da Compaixão (Compassion Scale – CS; Pommier, 2010) para a população portuguesa (Artigo I), e a exploração do papel das memórias de calor e segurança, da empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelos outros (Artigo II). A amostra do estudo completou um conjunto de medidas de autorrelato de forma a avaliar os constructos dos estudos. Os resultados mostraram que a escala da compaixão é uma medida fidedigna e robusta, com bons índices de ajustamento, apresentando uma boa validade convergente, temporal, e um α = .92. Desta forma e uma vez que a escala da compaixão apresentou boas propriedades psicométricas, foi realizado um segundo estudo para explorar o papel das memórias de calor e segurança na infância, empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelo outro. Os resultados mostraram a existência de diferenças em relação ao género, evidenciando que para os homens as memórias de calor e segurança, a tomada de perspetiva, a compreensão empática e a autocompaixão explicam uma proporção significativa da compaixão pelos outros. Por outro lado, nas mulheres constatou-se que a compreensão empática e a ausência de desconforto pessoal são as que mais contribuem para o desenvolvimento da compaixão. |
|---|---|
| Autores principais: | Vieira, Cláudia Sintra |
| Assunto: | Compaixão |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Estudos recentes demonstram crescente importância da compaixão na promoção do bem-estar psicológico, em sentimentos de proximidade, segurança e ligação ao outro, bem como em comportamentos de ajuda em relação ao sofrimento deste. A compaixão é, então, retratada como a capacidade do ser humano evidenciar uma postura calorosa, compreensiva, de tolerância e aceitação pela experiência interna negativa do outro, e a sua motivação em aliviar este estado emocional. Contudo, contínua por explorar e clarificar o que contribui para o desenvolvimento da compaixão pelos outros. Além disso, a ausência de uma medida validade e adaptada à população portuguesa, que avalie especificamente este constructo, parece dificultar estudos promissores e mais aprofundados sobre esta forma de relação eu-outro (compaixão) Deste modo, os objetivos do presente estudo prendem-se com a validação da Escala da Compaixão (Compassion Scale – CS; Pommier, 2010) para a população portuguesa (Artigo I), e a exploração do papel das memórias de calor e segurança, da empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelos outros (Artigo II). A amostra do estudo completou um conjunto de medidas de autorrelato de forma a avaliar os constructos dos estudos. Os resultados mostraram que a escala da compaixão é uma medida fidedigna e robusta, com bons índices de ajustamento, apresentando uma boa validade convergente, temporal, e um α = .92. Desta forma e uma vez que a escala da compaixão apresentou boas propriedades psicométricas, foi realizado um segundo estudo para explorar o papel das memórias de calor e segurança na infância, empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelo outro. Os resultados mostraram a existência de diferenças em relação ao género, evidenciando que para os homens as memórias de calor e segurança, a tomada de perspetiva, a compreensão empática e a autocompaixão explicam uma proporção significativa da compaixão pelos outros. Por outro lado, nas mulheres constatou-se que a compreensão empática e a ausência de desconforto pessoal são as que mais contribuem para o desenvolvimento da compaixão. |
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