Publicação
A Cultura como Motor para a Coesão Regional na UE: O Caso de Montemor-o-Velho
| Resumo: | Após duas Grandes Guerras que destruíram e criaram divisões na Europa, sucedeu-se um período de grande desenvolvimento e progresso social justificado, em parte, pelo processo de integração europeia. No entanto, apesar do crescimento económico verificado em todos os Estados-Membros da UniãoEuropeia desde então, são ainda evidentes graves assimetrias no desenvolvimento das regiões que os integram. Isto impede que estas possam competir de forma equitativa num paradigma que valoriza o crescimento económico face a outros fatores que podem, potencialmente, representar um contributo de relevância para a coesão regional. Sendo o desenvolvimento harmonioso das regiões europeias um dos objetivos do projeto europeu deste o Tratado de Roma de 1957, após décadas de fraca cooperação neste âmbito, nasceu a Política de Coesão em 1988, que se foi adaptando a sucessivas crises, bem como a dinâmicas de alargamento e aprofundamento da integração europeia.Todavia, nem todas as regiões possuem o mesmo potencial económico, pelo que as especificidades das mesmas devem ser tidas em conta na definição dos objetivos desta Política. Algumas regiões destacam-se em setores que não estão tipicamente associados à produção de riqueza em larga escala, como a cultura. Isto conduz-nos ao propósito desta investigação, que parte da experiência prática decorrente de um estágio curricular realizado na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, para tentar comprovar o argumento de que a cultura tem ganho um papel cada vez mais relevante neste âmbito da governação europeia da coesão regional e, em particular, na agenda da Comissão Europeia.A teorização sobre Governação Multinível, complementada pelos conceitos de Europeização e de “Comunidades Imaginadas”, constitui o quadro teórico que sustenta uma investigação metodologicamente suportada pela revisão bibliográfica, pela análise de conteúdo e pela observação participante possibilitada pelo estágio curricular. Juntas, estas opções teóricas e metodológicas permitem compreender como múltiplos níveis de governação interagem no âmbito da Política de Coesão e da cultura, bem como o contributo desta última para a coesão regional na União Europeia. |
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| Autores principais: | Loureiro, Joana Filipa Marinheiro |
| Assunto: | Coesão Regional Cultura Europeização Governação Multinível União Europeia Culture European Union Europeanisation Multi-level Governance Regional Cohesion |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Após duas Grandes Guerras que destruíram e criaram divisões na Europa, sucedeu-se um período de grande desenvolvimento e progresso social justificado, em parte, pelo processo de integração europeia. No entanto, apesar do crescimento económico verificado em todos os Estados-Membros da UniãoEuropeia desde então, são ainda evidentes graves assimetrias no desenvolvimento das regiões que os integram. Isto impede que estas possam competir de forma equitativa num paradigma que valoriza o crescimento económico face a outros fatores que podem, potencialmente, representar um contributo de relevância para a coesão regional. Sendo o desenvolvimento harmonioso das regiões europeias um dos objetivos do projeto europeu deste o Tratado de Roma de 1957, após décadas de fraca cooperação neste âmbito, nasceu a Política de Coesão em 1988, que se foi adaptando a sucessivas crises, bem como a dinâmicas de alargamento e aprofundamento da integração europeia.Todavia, nem todas as regiões possuem o mesmo potencial económico, pelo que as especificidades das mesmas devem ser tidas em conta na definição dos objetivos desta Política. Algumas regiões destacam-se em setores que não estão tipicamente associados à produção de riqueza em larga escala, como a cultura. Isto conduz-nos ao propósito desta investigação, que parte da experiência prática decorrente de um estágio curricular realizado na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, para tentar comprovar o argumento de que a cultura tem ganho um papel cada vez mais relevante neste âmbito da governação europeia da coesão regional e, em particular, na agenda da Comissão Europeia.A teorização sobre Governação Multinível, complementada pelos conceitos de Europeização e de “Comunidades Imaginadas”, constitui o quadro teórico que sustenta uma investigação metodologicamente suportada pela revisão bibliográfica, pela análise de conteúdo e pela observação participante possibilitada pelo estágio curricular. Juntas, estas opções teóricas e metodológicas permitem compreender como múltiplos níveis de governação interagem no âmbito da Política de Coesão e da cultura, bem como o contributo desta última para a coesão regional na União Europeia. |
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