Publicação
Avaliação da fiabilidade da utilização de reagentes colorimétricos para a quantificação de Δ9-THC e CBD
| Resumo: | A crescente utilização de produtos derivados de Cannabis sativa L. e a necessidade de distinguir amostras com diferentes teores de Δ9-THC e CBD tornam essencial o desenvolvimento de métodos analíticos rápidos, acessíveis e aplicáveis em contexto forense. As técnicas cromatográficas tradicionais, embora extremamente precisas, apresentam limitações operacionais, custos elevados e reduzida aplicabilidade em análises de triagem no local. Neste contexto, os testes colorimétricos surgem como potenciais alternativas, apesar de serem historicamente utilizados apenas de forma qualitativa. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a fiabilidade dos reagentes colorimétricos mais utilizados (4-Aminofenol, Fast Blue B, Fast Blue BB, Duquenois–Levine e Fast Corinth V salt) na deteção e possível quantificação de Δ9-THC e CBD. Para tal, procedeu-se à purificação dos compostos a partir de uma amostra de Canábis, com graus de pureza superiores a 91% (CBD) e 99% (Δ9-THC), confirmados por GC-MS. Foram determinados os comprimentos de onda máximos para cada produto de reação, a estabilidade destes produtos ao longo de 24 horas, e o espectro dos compostos resultantes da reação destes reagentes com misturas dos dois canabinóides em diferentes proporções. Os resultados demonstraram que o 4-Aminofenol foi o reagente com melhor capacidade discriminatória, estabilidade, apresentando boa linearidade, maior sensibilidade e uma variação dos espectros proporcional à composição das misturas. O Fast Blue B revelou baixa robustez quantitativa e o Fast Blue BB apresentou elevada variabilidade e menor separação dos espectros, limitando a sua utilidade para quantificação. Conclui-se que o 4-Aminofenol representa a alternativa mais promissora para o desenvolvimento futuro de um método colorimétrico quantitativo rápido e de baixo custo para Δ9-THC e CBD, ainda que sejam necessários estudos adicionais de otimização e validação para garantir a sua aplicação consistente em rotina analítica. |
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| Autores principais: | Nunes, Gonçalo de Carvalho |
| Assunto: | Reagentes colorimétricos Δ9-Tetrahidrocanabinol Canabidiol Espetroscopia Ultravioleta/Visível Cannabis sativa L. |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | A crescente utilização de produtos derivados de Cannabis sativa L. e a necessidade de distinguir amostras com diferentes teores de Δ9-THC e CBD tornam essencial o desenvolvimento de métodos analíticos rápidos, acessíveis e aplicáveis em contexto forense. As técnicas cromatográficas tradicionais, embora extremamente precisas, apresentam limitações operacionais, custos elevados e reduzida aplicabilidade em análises de triagem no local. Neste contexto, os testes colorimétricos surgem como potenciais alternativas, apesar de serem historicamente utilizados apenas de forma qualitativa. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a fiabilidade dos reagentes colorimétricos mais utilizados (4-Aminofenol, Fast Blue B, Fast Blue BB, Duquenois–Levine e Fast Corinth V salt) na deteção e possível quantificação de Δ9-THC e CBD. Para tal, procedeu-se à purificação dos compostos a partir de uma amostra de Canábis, com graus de pureza superiores a 91% (CBD) e 99% (Δ9-THC), confirmados por GC-MS. Foram determinados os comprimentos de onda máximos para cada produto de reação, a estabilidade destes produtos ao longo de 24 horas, e o espectro dos compostos resultantes da reação destes reagentes com misturas dos dois canabinóides em diferentes proporções. Os resultados demonstraram que o 4-Aminofenol foi o reagente com melhor capacidade discriminatória, estabilidade, apresentando boa linearidade, maior sensibilidade e uma variação dos espectros proporcional à composição das misturas. O Fast Blue B revelou baixa robustez quantitativa e o Fast Blue BB apresentou elevada variabilidade e menor separação dos espectros, limitando a sua utilidade para quantificação. Conclui-se que o 4-Aminofenol representa a alternativa mais promissora para o desenvolvimento futuro de um método colorimétrico quantitativo rápido e de baixo custo para Δ9-THC e CBD, ainda que sejam necessários estudos adicionais de otimização e validação para garantir a sua aplicação consistente em rotina analítica. |
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