Publicação
Pré-validação de um teste de emoções na idade pré-escolar
| Resumo: | O tema das emoções tem suscitado muito interesse nos últimos anos em campos distintos como a psicologia, a biologia, as neurociências ou as ciências computacionais. A importância das emoções na vida do indivíduo tem ganho um papel preponderante em estudos e investigações científicas mas, que têm envolvido, maioritariamente, fases mais avançadas do ciclo vital. Por conseguinte, a etapa correspondente à infância mostra ainda muitos aspetos pouco estudados. Tendo em linha de conta que a inteligência emocional, concebida à luz do modelo de habilidades, considera que a competência emocional se inicia com a identificação correta de emoções, ainda na idade pré-escolar, é de uma importância fulcral o estudo desta nas fases inicias do ciclo vital. Esta investigação visa a pré-validação de um teste para avaliar a capacidade de perceber, expressar e valorizar as emoções de crianças em idade pré-escolar, denominado de PERCEVAL V2.0. Através de um estudo exploratório pretendeu-se avaliar esta capacidade numa amostra de 164 crianças residentes na Região Autónoma da Madeira e verificar se o género, a idade e o tipo de escola têm influência nos resultados. A investigação teve, ainda, como objetivo relacionar os resultados do teste com uma série de critérios externos, baseados na perceção das educadoras e que envolvem questões relacionadas com a adaptação pessoal e social das crianças. Os resultados indicam que as emoções mais facilmente identificadas, nesta fase, são a alegria e a tristeza, que não existem muitas diferenças, estatisticamente significativas, entre os grupos estudados e que parece existir uma correlação significativa e positiva com o nível de rendimento académico e uma correlação significativa e negativa com o nível de conflitividade. Apesar de apresentar algumas limitações, por se encontrar no seu estado inicial, o instrumento parece mostrar potencialidades para estudos futuros. |
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| Autores principais: | Magalhães, Sara Guimarães de |
| Assunto: | Emoções Inteligência emocional Competência emocional Idade pré-escolar Emotions Emotional intelligence Emotional competence Preschoolers . Faculdade de Ciências Sociais |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Madeira |
| Idioma: | português |
| Origem: | DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira |
| Resumo: | O tema das emoções tem suscitado muito interesse nos últimos anos em campos distintos como a psicologia, a biologia, as neurociências ou as ciências computacionais. A importância das emoções na vida do indivíduo tem ganho um papel preponderante em estudos e investigações científicas mas, que têm envolvido, maioritariamente, fases mais avançadas do ciclo vital. Por conseguinte, a etapa correspondente à infância mostra ainda muitos aspetos pouco estudados. Tendo em linha de conta que a inteligência emocional, concebida à luz do modelo de habilidades, considera que a competência emocional se inicia com a identificação correta de emoções, ainda na idade pré-escolar, é de uma importância fulcral o estudo desta nas fases inicias do ciclo vital. Esta investigação visa a pré-validação de um teste para avaliar a capacidade de perceber, expressar e valorizar as emoções de crianças em idade pré-escolar, denominado de PERCEVAL V2.0. Através de um estudo exploratório pretendeu-se avaliar esta capacidade numa amostra de 164 crianças residentes na Região Autónoma da Madeira e verificar se o género, a idade e o tipo de escola têm influência nos resultados. A investigação teve, ainda, como objetivo relacionar os resultados do teste com uma série de critérios externos, baseados na perceção das educadoras e que envolvem questões relacionadas com a adaptação pessoal e social das crianças. Os resultados indicam que as emoções mais facilmente identificadas, nesta fase, são a alegria e a tristeza, que não existem muitas diferenças, estatisticamente significativas, entre os grupos estudados e que parece existir uma correlação significativa e positiva com o nível de rendimento académico e uma correlação significativa e negativa com o nível de conflitividade. Apesar de apresentar algumas limitações, por se encontrar no seu estado inicial, o instrumento parece mostrar potencialidades para estudos futuros. |
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