Publicação
Influência da Diversidade Migratória nos Hábitos Alimentares e na Saúde Oral Infantil: Scoping Review Comparativa entre França e Portugal
| Resumo: | Introdução A diversidade migratória presente em França e Portugal influência de forma significativa os hábitos alimentares das crianças, através de fatores culturais, sociais e económicos. Estes fatores podem ter impacto na saúde buco dentária infantil, sendo esse efeito frequentemente amplificado pelos processos de aculturação. Objetivos Reunir e sintetizar o conhecimento atual sobre a influência da diversidade cultural nos hábitos alimentares e na saúde buco dentária de crianças, estabelecendo uma comparação entre os contextos de França e Portugal. Materiais e Métodos Foi realizada uma scoping review segundo a metodologia PRISMA ScR, recorrendo às bases de dados PubMed, Google Scholar e ScienceDirect (2000–2025). Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 9 estudos principais, complementados por literatura relevante para enquadramento teórico. Resultados Os estudos analisados demonstram que os hábitos alimentares infantis são influenciados por fatores familiares, sociais, culturais e pelos processos de aculturação. A ingestão frequente de alimentos ricos em açúcares e ultraprocessados está associada ao aumento do risco de cárie dentária, erosão dentária e gengivite. Crianças provenientes de famílias migrantes podem apresentar maior exposição a fatores de risco e desigualdades no acesso à prevenção em saúde oral. Discussão A saúde oral infantil emerge como um marcador sensível das desigualdades sociais, culturais e alimentares. A migração e os processos de aculturação podem intensificar padrões alimentares menos saudáveis, reforçando a necessidade de estratégias preventivas culturalmente adaptadas. Conclusões Apesar das políticas de prevenção existentes em França e Portugal, torna se essencial promover abordagens mais inclusivas e sensíveis à diversidade cultural, de forma a melhorar a saúde oral das crianças. |
|---|---|
| Autores principais: | Ocana, Louise Anne Rachel |
| Assunto: | Emigration and Immigration Acculturation Dietary Habits Oral Health Child |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório CESPU |
| Resumo: | Introdução A diversidade migratória presente em França e Portugal influência de forma significativa os hábitos alimentares das crianças, através de fatores culturais, sociais e económicos. Estes fatores podem ter impacto na saúde buco dentária infantil, sendo esse efeito frequentemente amplificado pelos processos de aculturação. Objetivos Reunir e sintetizar o conhecimento atual sobre a influência da diversidade cultural nos hábitos alimentares e na saúde buco dentária de crianças, estabelecendo uma comparação entre os contextos de França e Portugal. Materiais e Métodos Foi realizada uma scoping review segundo a metodologia PRISMA ScR, recorrendo às bases de dados PubMed, Google Scholar e ScienceDirect (2000–2025). Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 9 estudos principais, complementados por literatura relevante para enquadramento teórico. Resultados Os estudos analisados demonstram que os hábitos alimentares infantis são influenciados por fatores familiares, sociais, culturais e pelos processos de aculturação. A ingestão frequente de alimentos ricos em açúcares e ultraprocessados está associada ao aumento do risco de cárie dentária, erosão dentária e gengivite. Crianças provenientes de famílias migrantes podem apresentar maior exposição a fatores de risco e desigualdades no acesso à prevenção em saúde oral. Discussão A saúde oral infantil emerge como um marcador sensível das desigualdades sociais, culturais e alimentares. A migração e os processos de aculturação podem intensificar padrões alimentares menos saudáveis, reforçando a necessidade de estratégias preventivas culturalmente adaptadas. Conclusões Apesar das políticas de prevenção existentes em França e Portugal, torna se essencial promover abordagens mais inclusivas e sensíveis à diversidade cultural, de forma a melhorar a saúde oral das crianças. |
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