Publicação
Evolutionary dynamics of bacterial genomes and metagenomes
| Resumo: | A resistência a antibióticos representa uma ameaça crescente à saúde pública. Muitos agentes patogénicos, para além dos genes de virulência, possuem também genes de resistência a antibióticos, o que compromete o tratamento por antibioterapia, incluindo o tratamento de infeções causadas pelos agentes patogénicos mais virulentos. Nesse contexto, destaca-se o grupo de bactérias ESKAPEE (que inclui Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter spp., e Escherichia coli) que é particularmente problemático, dada a sua elevada capacidade de adquirir resistências que comprometem a eficácia dos antibióticos disponíveis. Os plasmídeos são elementos genéticos extracromossomais, geralmente circulares e de tamanho variável, replicando-se de forma independente do cromossoma hospedeiro e encontrando-se disseminados em inúmeras espécies de bactérias e arqueias. Caracterizam-se por terem uma elevada plasticidade genética que lhes permite adquirir e disseminar genes que conferem vantagens seletivas aos seus hospedeiros, incluindo resistência a antibióticos, virulência e tolerância a metais pesados ou outros compostos tóxicos. Um aspeto central para compreender a relevância e a ecologia dos plasmídeos é a sua mobilidade. Os plasmídeos conjugativos codificam todos os genes necessários para a sua transferência autónoma entre células. Os plasmídeos mobilizáveis, por sua vez, dependem da maquinaria de plasmídeos conjugativos presentes na mesma célula, enquanto os plasmídeos denominados não-transmissíveis não se conseguem transferir através de conjugação porque lhes faltam todos os genes necessários para a sua transferência. A capacidade de os plasmídeos promoverem transferência horizontal de genes contribui para a adaptação das bactérias a diferentes contextos ambientais, através do aumento da sua diversidade genética, possibilitando a rápida resposta a pressões seletivas. Os plasmídeos são, portanto, fatores-chave para a evolução bacteriana. |
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| Autores principais: | Rebelo,Célia Patrícia Ferreira Domingues |
| Assunto: | Plasmids Antibiotic Resistance Virulence Genetic Diversity Plasmid Mobility Plasmídeos Resistência a Antibióticos Virulência Diversidade Genética Mobilidade Plasmídica |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A resistência a antibióticos representa uma ameaça crescente à saúde pública. Muitos agentes patogénicos, para além dos genes de virulência, possuem também genes de resistência a antibióticos, o que compromete o tratamento por antibioterapia, incluindo o tratamento de infeções causadas pelos agentes patogénicos mais virulentos. Nesse contexto, destaca-se o grupo de bactérias ESKAPEE (que inclui Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter spp., e Escherichia coli) que é particularmente problemático, dada a sua elevada capacidade de adquirir resistências que comprometem a eficácia dos antibióticos disponíveis. Os plasmídeos são elementos genéticos extracromossomais, geralmente circulares e de tamanho variável, replicando-se de forma independente do cromossoma hospedeiro e encontrando-se disseminados em inúmeras espécies de bactérias e arqueias. Caracterizam-se por terem uma elevada plasticidade genética que lhes permite adquirir e disseminar genes que conferem vantagens seletivas aos seus hospedeiros, incluindo resistência a antibióticos, virulência e tolerância a metais pesados ou outros compostos tóxicos. Um aspeto central para compreender a relevância e a ecologia dos plasmídeos é a sua mobilidade. Os plasmídeos conjugativos codificam todos os genes necessários para a sua transferência autónoma entre células. Os plasmídeos mobilizáveis, por sua vez, dependem da maquinaria de plasmídeos conjugativos presentes na mesma célula, enquanto os plasmídeos denominados não-transmissíveis não se conseguem transferir através de conjugação porque lhes faltam todos os genes necessários para a sua transferência. A capacidade de os plasmídeos promoverem transferência horizontal de genes contribui para a adaptação das bactérias a diferentes contextos ambientais, através do aumento da sua diversidade genética, possibilitando a rápida resposta a pressões seletivas. Os plasmídeos são, portanto, fatores-chave para a evolução bacteriana. |
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