Publication
Saúde Mental no Ensino Superior: Bem-estar e Regulação Emocional em estudantes de 1.º ano da Universidade da Beira Interior
| Summary: | O sucesso no ensino superior é determinado pelas experiências no 1.º ano e compete às instituições de ensino superior trabalhar com os estudantes para que, de forma autónoma, crítica e motivada, assumam um papel construtivo nas suas aprendizagens ao longo da vida. O presente estudo tem como objetivo compreender as estratégias de regulação emocional utilizadas por estudantes do 1.ºano da Universidade da Beira Interior e o seu impacto nas perceções de bem-estar. A amostra foi constituída por 284 estudantes com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos (M = 18.71, DP = 2.76). A recolha de dados foi feita em formato digital, tendo sido utilizado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário de Regulação Emocional Comportamental, o Questionário de Regulação Emocional Cognitiva e a Escala de Medida de Manifestação de Bem-estar Psicológico. Os resultados evidenciaram níveis globais de bem-estar psicológico moderados, sendo as estratégias de regulação emocional comportamentais mais utilizadas “Procurar Distração” e “Abordar Ativamente”, e as estratégias de regulação emocional cognitivas mais utilizadas “Ruminação” e “Aceitação”. Os dados apontam ainda para uma correlação positiva e significativa entre o bem-estar e as estratégias de regulação emocional, mais forte para as estratégias cognitivas (r = .267, p < .001) comparativamente às estratégias comportamentais (r = .119, p < .05). Relativamente às diferenças de género, destaca-se o facto de estas serem estatisticamente significativas no uso de estratégias de regulação emocional cognitivas, sendo as raparigas a reportar mais a sua utilização. Por fim, foi ainda possível concluir que o uso de estratégias de regulação emocional cognitivas prediz positivamente o bem estar psicológico (ß = .34, p < .001), explicando 7.7% da variância total. Este trabalho alerta-nos, assim, para a importância de desenvolver estratégias de regulação emocional, em particular cognitivas, e o seu impacto no bem-estar. Isto é, particularmente relevante para os estudantes do 1.ºano, pois a sua experiência nesse ano marcará todo o seu percurso académico com impacto nas outras áreas da sua vida. |
|---|---|
| Main Authors: | Pinto, Mariana Ribeiro |
| Subject: | Bem-Estar Berq Cerq Emmbp Ensino Superior Estratégias de Regulação Emocional Estudantes de Primeiro Ano Saúde Mental |
| Year: | 2025 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade da Beira Interior |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | uBibliorum |
| Summary: | O sucesso no ensino superior é determinado pelas experiências no 1.º ano e compete às instituições de ensino superior trabalhar com os estudantes para que, de forma autónoma, crítica e motivada, assumam um papel construtivo nas suas aprendizagens ao longo da vida. O presente estudo tem como objetivo compreender as estratégias de regulação emocional utilizadas por estudantes do 1.ºano da Universidade da Beira Interior e o seu impacto nas perceções de bem-estar. A amostra foi constituída por 284 estudantes com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos (M = 18.71, DP = 2.76). A recolha de dados foi feita em formato digital, tendo sido utilizado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário de Regulação Emocional Comportamental, o Questionário de Regulação Emocional Cognitiva e a Escala de Medida de Manifestação de Bem-estar Psicológico. Os resultados evidenciaram níveis globais de bem-estar psicológico moderados, sendo as estratégias de regulação emocional comportamentais mais utilizadas “Procurar Distração” e “Abordar Ativamente”, e as estratégias de regulação emocional cognitivas mais utilizadas “Ruminação” e “Aceitação”. Os dados apontam ainda para uma correlação positiva e significativa entre o bem-estar e as estratégias de regulação emocional, mais forte para as estratégias cognitivas (r = .267, p < .001) comparativamente às estratégias comportamentais (r = .119, p < .05). Relativamente às diferenças de género, destaca-se o facto de estas serem estatisticamente significativas no uso de estratégias de regulação emocional cognitivas, sendo as raparigas a reportar mais a sua utilização. Por fim, foi ainda possível concluir que o uso de estratégias de regulação emocional cognitivas prediz positivamente o bem estar psicológico (ß = .34, p < .001), explicando 7.7% da variância total. Este trabalho alerta-nos, assim, para a importância de desenvolver estratégias de regulação emocional, em particular cognitivas, e o seu impacto no bem-estar. Isto é, particularmente relevante para os estudantes do 1.ºano, pois a sua experiência nesse ano marcará todo o seu percurso académico com impacto nas outras áreas da sua vida. |
|---|
Funded activities
No funded projects found.