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Um país sem imagem é um país sem memória… Conversa com Licinio Azevedo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] Licinio Azevedo nasceu em Porto Alegre no Brasil em 1951. Este gaúcho, como ainda hoje se define, vive em Moçambique desde a segunda metade dos anos 70, onde realizou uma importante obra cinematográfica, constituída por alguns filmes de ficção, mas fortemente ancorada no documentário, um pouco à semelhança, nesse aspeto, do cinema moçambicano em geral. Foi jornalista de formação e profissão até à sua chegada a Moçambique, onde procurou com a sua experiência e a sua capacidade de trabalho “contribuir para a revolução” e para a criação de uma “sociedade nova”, através do cinema. No entanto, o compromisso primeiro de Licinio Azevedo “é com as pessoas” e a guerra, que assolou o país entre 1977 e que, em 1992, acabou por se transformar na “personagem” central dos seus filmes. Depois da guerra, as transformações políticas e económicas do país conduziram a uma quase total ausência de apoios, por parte do Estado, para a produção cinematográfica; foi assim necessário encontrar novas formas para poder continuar a trabalhar. Em Moçambique, como em outros países, a produção de filmes encontra- -se dependente do conceito de coprodução e isso, segundo o nosso entrevistado, não é necessariamente uma coisa má, pois existem alianças interessantes, fundadas nas dificuldades comuns. Licinio Azevedo rejeita categoricamente a ideia de neocolonialismo por parte dos países financiadores, mas reconhece-se, durante a entrevista, o peso da agenda internacional no financiamento (ou não) dos filmes.
Autores principais:Pereira, Ana Cristina
Outros Autores:Cabecinhas, Rosa
Assunto:Cinema em Moçambique Cinema anticolonial Licinio Azevedo Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] Licinio Azevedo nasceu em Porto Alegre no Brasil em 1951. Este gaúcho, como ainda hoje se define, vive em Moçambique desde a segunda metade dos anos 70, onde realizou uma importante obra cinematográfica, constituída por alguns filmes de ficção, mas fortemente ancorada no documentário, um pouco à semelhança, nesse aspeto, do cinema moçambicano em geral. Foi jornalista de formação e profissão até à sua chegada a Moçambique, onde procurou com a sua experiência e a sua capacidade de trabalho “contribuir para a revolução” e para a criação de uma “sociedade nova”, através do cinema. No entanto, o compromisso primeiro de Licinio Azevedo “é com as pessoas” e a guerra, que assolou o país entre 1977 e que, em 1992, acabou por se transformar na “personagem” central dos seus filmes. Depois da guerra, as transformações políticas e económicas do país conduziram a uma quase total ausência de apoios, por parte do Estado, para a produção cinematográfica; foi assim necessário encontrar novas formas para poder continuar a trabalhar. Em Moçambique, como em outros países, a produção de filmes encontra- -se dependente do conceito de coprodução e isso, segundo o nosso entrevistado, não é necessariamente uma coisa má, pois existem alianças interessantes, fundadas nas dificuldades comuns. Licinio Azevedo rejeita categoricamente a ideia de neocolonialismo por parte dos países financiadores, mas reconhece-se, durante a entrevista, o peso da agenda internacional no financiamento (ou não) dos filmes.

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