Publicação
Estresse e transtornos mentais comuns entre profissionais de ensino de colégio universitário
| Resumo: | Introdução: o estresse tem sido indicado como a principal causa que leva o trabalhador a desenvolver transtornos mentais. Os transtornos mentais comuns (TMC) podem ocasionar consequências sociais, redução na produtividade laboral e adoecimento psíquico. Este estudo objetivou descrever o grau de estresse entre trabalhadores de colégio universitário; descrever a prevalência de SB e TMC entre o grupo; e analisar possível associação entre estresse e TMC. Método: estudo epidemiológico descritivo seccional. O estudo seguiu a resolução 466/2012, e contou com a aprovação do comitê de ética da Faculdade de Medicina da UFF, com número do parecer 2.224.524. A população foi composta de 106 trabalhadores do Colégio Universitário Geraldo Reis – Coluni. A coleta ocorreu no período de 2018, com a aplicação de questionário estruturado com dados clínicos, contendo a Job Stress Scale (JSS), Maslach Burnout Inventory (MBI), e a versão reduzida do Self Reporting Questionnaire (SRQ-20). Resultados: entre os trabalhadores, 65 profissionais (61,3%) relataram ser um pouco estressados. Na análise do modelo demanda-controle, 53 (50%) dos trabalhadores se alocou no quadrante trabalho ativo, 41 (38,7%) no trabalho passivo, enquanto que o quadrante de baixa exigência apresentou 12 (11,3%), nenhum trabalhador apresentou alta exigência. A suspeição de TMC entre os trabalhadores foi de 22,6%. Do total, 31 (29,2%) apresentaram síndrome de burnout (SB), segundo Ramirez e cols., 104 (98,1%) SB, segundo Grunfeld e cols. e 29 (27,4%) SB, segundo Golembiewski e cols. Na análise multivariada mantiveram-se associados ao desfecho o sexo feminino (RP=10,03, IC95%=1,21-82,686), pensar em abandonar o trabalho (RP=1,49, IC95%=1,001-2,238), SB (RP=3,776, IC95%=1,024-13,926), e a idade maior se comportou como fator de proteção (RP=0,25, IC95%=0,078-0,794). Conclusão: não ocorreu associação entre a exposição e o desfecho neste estudo. Os resultados auxiliam na discussão sobre qualidade de vida, despertando o senso crítico sobre sinais e sintomas de estresse, e a conscientização sobre saúde mental, contribuindo assim para a área de epidemiologia, e qualidade de vida do trabalhador, e abre espaço para mais estudos na área da enfermagem. |
|---|---|
| Autores principais: | Monnerat, Mayara Souza |
| Assunto: | Saúde do trabalhador Estresse ocupacional Saúde mental Transtornos mentais Qualidade de vida Occupational health Work stress Mental health |
| Ano: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Introdução: o estresse tem sido indicado como a principal causa que leva o trabalhador a desenvolver transtornos mentais. Os transtornos mentais comuns (TMC) podem ocasionar consequências sociais, redução na produtividade laboral e adoecimento psíquico. Este estudo objetivou descrever o grau de estresse entre trabalhadores de colégio universitário; descrever a prevalência de SB e TMC entre o grupo; e analisar possível associação entre estresse e TMC. Método: estudo epidemiológico descritivo seccional. O estudo seguiu a resolução 466/2012, e contou com a aprovação do comitê de ética da Faculdade de Medicina da UFF, com número do parecer 2.224.524. A população foi composta de 106 trabalhadores do Colégio Universitário Geraldo Reis – Coluni. A coleta ocorreu no período de 2018, com a aplicação de questionário estruturado com dados clínicos, contendo a Job Stress Scale (JSS), Maslach Burnout Inventory (MBI), e a versão reduzida do Self Reporting Questionnaire (SRQ-20). Resultados: entre os trabalhadores, 65 profissionais (61,3%) relataram ser um pouco estressados. Na análise do modelo demanda-controle, 53 (50%) dos trabalhadores se alocou no quadrante trabalho ativo, 41 (38,7%) no trabalho passivo, enquanto que o quadrante de baixa exigência apresentou 12 (11,3%), nenhum trabalhador apresentou alta exigência. A suspeição de TMC entre os trabalhadores foi de 22,6%. Do total, 31 (29,2%) apresentaram síndrome de burnout (SB), segundo Ramirez e cols., 104 (98,1%) SB, segundo Grunfeld e cols. e 29 (27,4%) SB, segundo Golembiewski e cols. Na análise multivariada mantiveram-se associados ao desfecho o sexo feminino (RP=10,03, IC95%=1,21-82,686), pensar em abandonar o trabalho (RP=1,49, IC95%=1,001-2,238), SB (RP=3,776, IC95%=1,024-13,926), e a idade maior se comportou como fator de proteção (RP=0,25, IC95%=0,078-0,794). Conclusão: não ocorreu associação entre a exposição e o desfecho neste estudo. Os resultados auxiliam na discussão sobre qualidade de vida, despertando o senso crítico sobre sinais e sintomas de estresse, e a conscientização sobre saúde mental, contribuindo assim para a área de epidemiologia, e qualidade de vida do trabalhador, e abre espaço para mais estudos na área da enfermagem. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.