Publicação
Conhecimento e magia : o Fausto de Marlowe
| Resumo: | A trágica história do Doutor Fausto de Christopher Marlowe brinda a modernidade com um mito que ultrapassa gerações: um homem que, ávido por conhecimento, descontente com os ditames cristãos, irresignado com suas limitações humanas resolve enveredar-se pelos caminhos da magia natural, no caso, da necromancia, para negociar com o diabo e, em troca de sua alma, viver vinte e quatro anos plenos de sabedoria e prazeres. Fausto rompe com o medo da figura satânica difundido pelos reformistas protestantes e chama Mefistófeles para negociar com ele revelando seus anseios hedonistas e questionamentos religiosos que, para o século XVI, se afinam com o ateísmo. Marlowe, um outsider em seu tempo, se reflete em seu personagem e finda seu texto confirmando o paradoxo de Epicuro acerca da inexistência de um Deus que seja, ao mesmo tempo onipresente, onipotente e benevolente. Nas páginas do texto marloweano surge um mito da modernidade e do ateísmo de seu tempo. |
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| Autores principais: | Marchi, Cláudia de |
| Assunto: | Hedonismo Ateísmo Civilização moderna Marlowe, Christopher, 1564-1593 - A trágica história do Doutor Fausto Epicuro LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Ano: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A trágica história do Doutor Fausto de Christopher Marlowe brinda a modernidade com um mito que ultrapassa gerações: um homem que, ávido por conhecimento, descontente com os ditames cristãos, irresignado com suas limitações humanas resolve enveredar-se pelos caminhos da magia natural, no caso, da necromancia, para negociar com o diabo e, em troca de sua alma, viver vinte e quatro anos plenos de sabedoria e prazeres. Fausto rompe com o medo da figura satânica difundido pelos reformistas protestantes e chama Mefistófeles para negociar com ele revelando seus anseios hedonistas e questionamentos religiosos que, para o século XVI, se afinam com o ateísmo. Marlowe, um outsider em seu tempo, se reflete em seu personagem e finda seu texto confirmando o paradoxo de Epicuro acerca da inexistência de um Deus que seja, ao mesmo tempo onipresente, onipotente e benevolente. Nas páginas do texto marloweano surge um mito da modernidade e do ateísmo de seu tempo. |
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