Publicação
Democracia, participação e dominação: a contribuição de Weber para pensar a gestão escolar
| Resumo: | O presente estudo insere-se na Linha de Pesquisa em Políticas Públicas e Gestão em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia. Toma como objeto de estudo a questão da gestão escolar e seus contornos, no interior da escola pública de Minas Gerais, na atualidade. Procura compreender como se configuram as relações de dominação, as práticas participativas e seus processos decisórios. A questão da participação implica a discussão sobre os diferentes tipos de democracia, direta ou representativa em suas variáveis. Isso porque toda prática democrática implica um tipo de participação. A análise dos diferentes tipos de partiçipação, por sua vez, remete à compreensão das relações sociais, entendida como comportamento recíproco de agentes plurais que produzem ações sociais. Este estudo recupera a teoria de Weber da ação social discutindo os tipos de dominação e suas bases de legitimação, ao mesmo tempo em que constrói o quadro teórico que possibilita apreender a realidade como inesgotável, infinita e em processo histórico de constituição. Para tanto, esta pesquisa se desenvolve no campo da pesquisa qualitativa, opção metodológica que possibilita ao pesquisador captar as perspectivas dos sujeitos e o contexto em que se inserem. Foram entrevistados sete professores de duas escolas da rede municipal de Uberlândia em Minas Gerais, de modo a captar a percepção desses sujeitos em relação a cinco elementos centrais nos processos decisórios na gestão da escola: Projeto Político-Pedagógico, Conselho Escolar, formas de utilização dos recursos financeiros da escola, formas de distribuição de turmas e escolha do vice-diretor. No primeiro capítulo são analisadas as diferentes formas de democracia e participação e os elementos centrais da teoria Weberiana. No segundo capítulo é feita a análise dos dados de campo, levantados por meio dos depoimentos dos sujeitos envolvidos. No terceiro capítulo o contexto sócio histórico em que a gestão escolar se situa ç analisado, a partir da discussão das políticas educacionais a partir dos anos de 1990. Ao final foi possível evidenciar que a participação, a democracia e as relações de dominação no interior da escola não se apresentam como uma realidade homogênea, monolítica. Pelo contrário, assumem contornos de dimensões distintas, chegando às vezes, a coexistirem participação ativa, passiva, reservada; participação formal, não-formal informal; participação convergente ou divergente ou até mesmo não-participação imposta ou induzida no cotidiano escolar. E, existem também, fortes elementos de uma dominação assentada na tradição e no carisma, além da escola possuir, hoje, vários elementos de dominação burocrática. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Waléria Furtado |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO Gestão escolar Escola pública Práticas participativas Processos decisórios |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O presente estudo insere-se na Linha de Pesquisa em Políticas Públicas e Gestão em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia. Toma como objeto de estudo a questão da gestão escolar e seus contornos, no interior da escola pública de Minas Gerais, na atualidade. Procura compreender como se configuram as relações de dominação, as práticas participativas e seus processos decisórios. A questão da participação implica a discussão sobre os diferentes tipos de democracia, direta ou representativa em suas variáveis. Isso porque toda prática democrática implica um tipo de participação. A análise dos diferentes tipos de partiçipação, por sua vez, remete à compreensão das relações sociais, entendida como comportamento recíproco de agentes plurais que produzem ações sociais. Este estudo recupera a teoria de Weber da ação social discutindo os tipos de dominação e suas bases de legitimação, ao mesmo tempo em que constrói o quadro teórico que possibilita apreender a realidade como inesgotável, infinita e em processo histórico de constituição. Para tanto, esta pesquisa se desenvolve no campo da pesquisa qualitativa, opção metodológica que possibilita ao pesquisador captar as perspectivas dos sujeitos e o contexto em que se inserem. Foram entrevistados sete professores de duas escolas da rede municipal de Uberlândia em Minas Gerais, de modo a captar a percepção desses sujeitos em relação a cinco elementos centrais nos processos decisórios na gestão da escola: Projeto Político-Pedagógico, Conselho Escolar, formas de utilização dos recursos financeiros da escola, formas de distribuição de turmas e escolha do vice-diretor. No primeiro capítulo são analisadas as diferentes formas de democracia e participação e os elementos centrais da teoria Weberiana. No segundo capítulo é feita a análise dos dados de campo, levantados por meio dos depoimentos dos sujeitos envolvidos. No terceiro capítulo o contexto sócio histórico em que a gestão escolar se situa ç analisado, a partir da discussão das políticas educacionais a partir dos anos de 1990. Ao final foi possível evidenciar que a participação, a democracia e as relações de dominação no interior da escola não se apresentam como uma realidade homogênea, monolítica. Pelo contrário, assumem contornos de dimensões distintas, chegando às vezes, a coexistirem participação ativa, passiva, reservada; participação formal, não-formal informal; participação convergente ou divergente ou até mesmo não-participação imposta ou induzida no cotidiano escolar. E, existem também, fortes elementos de uma dominação assentada na tradição e no carisma, além da escola possuir, hoje, vários elementos de dominação burocrática. |
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