Publicação
Análise de variáveis demográficas e feridas tumorais: idade, estadiamento e tamanho da lesão
| Resumo: | As neoplasias fazem parte do grupo das doenças crônicas não transmissíveis que demandam cada vez mais atenção por parte dos governos, e as estimativas mostram um aumento de sua incidência para os próximos anos. O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes desencadeadores da doença. Em nível celular, ocorrem processos de mutações que alteram o DNA, alterando as características originais dessas células, junto com um crescimento desordenado, que em sua maioria gera comprometimento, local ou sistêmico, do organismo. A ferida neoplásica se inicia a partir da quebra da integridade da pele, causada pela infiltração de células malignas. Essas lesões cutâneas graves geralmente estão associadas a um prognóstico ruim para uma sobrevida prolongada, indicando dessa forma, uma doença amplamente disseminada com pequena possibilidade de erradicação. Com isso, um grande percentual desses pacientes encontra-se em cuidados paliativos. Para este estudo formulamos a seguinte hipótese “O estadiamento do câncer, o tamanho da ferida tumoral e a variável demográfica idade estão associados entre si?”. Apresentamos como objetivo geral deste estudo: analisar a associação entre a variável sócio demográfica idade com o estadiamento e tamanho da ferida tumoral. E como objetivo específicos temos: identificar junto a pacientes portadores de feridas tumorais em cuidados paliativos a prevalência de feridas tumorais; mapear nos registros hospitalares de pacientes com feridas tumorais, em modalidade de cuidados paliativos, as variáveis sócio-demograficas relacionadas ao câncer avançado associado à ferida tumoral; discutir com base nas possíveis associações, ações de prevenção e controle do câncer. Para que os objetivos deste estudo fossem alcançados, optou-se por uma pesquisa do tipo observacional, transversal, de abordagem quantitativa. O estudo foi desenvolvido com base em dados coletados durante as consultas de enfermagem, no Ambulatório de cuidados paliativos, do Hospital Universitário Antônio Pedro e nos prontuários dos respectivos sujeitos. A coleta dos dados foi realizada no período de Janeiro a Maio de 2013. Foram coletados para análise os dados: sexo, idade, o estadiamento do tumor, e o tamanho da lesão. Na primeira parte realizou-se análise descritiva das variáveis idade, sexo, estadiamento e tamanho da lesão, onde utilizou-se a frequência simples e a porcentagem para caracterização dos dados. Na segunda parte da análise dos dados foi realizado o teste de correlação utilizando-se o coeficiente de correlação linear de Pearson (r), com 0,05 de significância e 95% de confiança. Após a análise e discussão deste estudo observou-se que as variáveis clínicas estadiamento do tumor e tamanho da lesão apresentaram uma correlação positiva de intensidade moderada. Outras variáveis demográficas precisam ser estudadas e analisadas. Medidas preventivas devem ser implementadas agora para a redução da incidência do câncer, e os fatores de riscos devem ser identificados para que seu potencial de morbidade seja amortizado. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Juliana Cristina Pacheco |
| Assunto: | Neoplasias Cuidados Paliativos Ferimentos e Lesões. Enfermagem Oncológica Neoplasias Cuidados Paliativos Ferimentos e Lesões Enfermagem Oncológica Neoplasms Palliative Care Wounds and Injuries. Oncologic Nursing |
| Ano: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | As neoplasias fazem parte do grupo das doenças crônicas não transmissíveis que demandam cada vez mais atenção por parte dos governos, e as estimativas mostram um aumento de sua incidência para os próximos anos. O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes desencadeadores da doença. Em nível celular, ocorrem processos de mutações que alteram o DNA, alterando as características originais dessas células, junto com um crescimento desordenado, que em sua maioria gera comprometimento, local ou sistêmico, do organismo. A ferida neoplásica se inicia a partir da quebra da integridade da pele, causada pela infiltração de células malignas. Essas lesões cutâneas graves geralmente estão associadas a um prognóstico ruim para uma sobrevida prolongada, indicando dessa forma, uma doença amplamente disseminada com pequena possibilidade de erradicação. Com isso, um grande percentual desses pacientes encontra-se em cuidados paliativos. Para este estudo formulamos a seguinte hipótese “O estadiamento do câncer, o tamanho da ferida tumoral e a variável demográfica idade estão associados entre si?”. Apresentamos como objetivo geral deste estudo: analisar a associação entre a variável sócio demográfica idade com o estadiamento e tamanho da ferida tumoral. E como objetivo específicos temos: identificar junto a pacientes portadores de feridas tumorais em cuidados paliativos a prevalência de feridas tumorais; mapear nos registros hospitalares de pacientes com feridas tumorais, em modalidade de cuidados paliativos, as variáveis sócio-demograficas relacionadas ao câncer avançado associado à ferida tumoral; discutir com base nas possíveis associações, ações de prevenção e controle do câncer. Para que os objetivos deste estudo fossem alcançados, optou-se por uma pesquisa do tipo observacional, transversal, de abordagem quantitativa. O estudo foi desenvolvido com base em dados coletados durante as consultas de enfermagem, no Ambulatório de cuidados paliativos, do Hospital Universitário Antônio Pedro e nos prontuários dos respectivos sujeitos. A coleta dos dados foi realizada no período de Janeiro a Maio de 2013. Foram coletados para análise os dados: sexo, idade, o estadiamento do tumor, e o tamanho da lesão. Na primeira parte realizou-se análise descritiva das variáveis idade, sexo, estadiamento e tamanho da lesão, onde utilizou-se a frequência simples e a porcentagem para caracterização dos dados. Na segunda parte da análise dos dados foi realizado o teste de correlação utilizando-se o coeficiente de correlação linear de Pearson (r), com 0,05 de significância e 95% de confiança. Após a análise e discussão deste estudo observou-se que as variáveis clínicas estadiamento do tumor e tamanho da lesão apresentaram uma correlação positiva de intensidade moderada. Outras variáveis demográficas precisam ser estudadas e analisadas. Medidas preventivas devem ser implementadas agora para a redução da incidência do câncer, e os fatores de riscos devem ser identificados para que seu potencial de morbidade seja amortizado. |
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