Publicação
Cuidadores de idosos em instituições de longa permanência: limites e possibilidades
| Resumo: | Desde a década de 70, tem-se observado o fenômeno do envelhecimento, fator determinante para que as famílias, a sociedade e o Estado se mobilizem com o cuidado integral para com esta faixa etária. No entanto, a realidade vivenciada pelos idosos pobres continua sendo a institucionalização como forma de sobrevivência, vista a impossibilidade da família em suprir as demandas do idoso. O presente trabalho final de graduação apresenta um estudo exploratório sobre duas Instituições de Longa Permanência, trazendo como tema central os atores do cuidado aos idosos institucionalizados, seus limites e possibilidades. A metodologia utilizada foi qualitativa, embasada na aplicação de formulário com perguntas abertas e fechadas, por meio de entrevistas com dez cuidadores de idosos institucionalizados. Verificou-se, nesta investigação, que o perfil sócio-econômico das cuidadoras das instituições pesquisadas, têm implicação no cotidiano das cuidadoras quando, por raízes históricas e culturais, o ato de cuidar é delegado às mulheres, o que explica o contexto da pesquisa ser composta exclusivamente pelo gênero feminino. A prática das mulheres em cuidar de seus filhos é um facilitador na adaptação a esta nova atividade – cuidador de idosos institucionalizados. Além disso, a relação afetiva das mulheres com o cuidar pode contribuir na humanização das ILPIs. Constatou-se que os fatores que causam vulnerabilidades, no processo de trabalho dos cuidadores de idosos institucionalizados, centralizam-se na dupla jornada de trabalho que executam – atividades de limpeza e cuidar dos idosos - de forma concomitante, o que acarreta sérios problemas de saúde, como stress, depressão e outros; grande contingente de idosos habitando nas instituições de longa permanência, com ínfimo número de cuidadores para suprir a demanda de trabalho e os conhecimentos, praticamente leigos no que concerne aos serviços a serem prestados ao idoso asilado. Os resultados indicaram, também, a demanda urgente de capacitação dos cuidadores, para garantia de atenção integral ao idoso, visando a melhor entendimento, por parte desses profissionais, do real significado dos termos cuidar, autonomia, independência, doenças e mitos sobre a velhice. Esses fatores viriam a creditar uma oportunidade para que as dificuldades vivenciadas pelos cuidadores e seus próprios espaços de auto-cuidado fossem revistos. Circunscreve-se de, no contexto das instituições de longa permanência, que a intervenção do assistente social seja orientada sob uma perspectiva crítica, pressupondo a assunção de um papel que aglutine leitura crítica da realidade, mediante reconhecimento do diagnóstico da instituição onde atua, com capacidade de identificação das condições materiais de vida, identificação das respostas existentes no âmbito do Estado e da sociedade civil, reconhecimento e fortalecimento dos espaços em defesa dos direitos dos utentes, cuidadores e demais funcionários, formulação e construção coletiva, em conjunto com estes demandatários, de estratégias políticas e técnicas para modificação da realidade e formulação de formas de pressão sobre o Estado, com vistas a garantir os recursos financeiros, materiais, técnicos e humanos necessários à garantia e ampliação dos direitos. |
|---|---|
| Autores principais: | Fernandes, Regina Castro |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS Envelhecimento Cuidadores Institucionalização Idosos Assistente social Trabalho profissional Envejecimiento la institucionalización y cuidadores |
| Ano: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Desde a década de 70, tem-se observado o fenômeno do envelhecimento, fator determinante para que as famílias, a sociedade e o Estado se mobilizem com o cuidado integral para com esta faixa etária. No entanto, a realidade vivenciada pelos idosos pobres continua sendo a institucionalização como forma de sobrevivência, vista a impossibilidade da família em suprir as demandas do idoso. O presente trabalho final de graduação apresenta um estudo exploratório sobre duas Instituições de Longa Permanência, trazendo como tema central os atores do cuidado aos idosos institucionalizados, seus limites e possibilidades. A metodologia utilizada foi qualitativa, embasada na aplicação de formulário com perguntas abertas e fechadas, por meio de entrevistas com dez cuidadores de idosos institucionalizados. Verificou-se, nesta investigação, que o perfil sócio-econômico das cuidadoras das instituições pesquisadas, têm implicação no cotidiano das cuidadoras quando, por raízes históricas e culturais, o ato de cuidar é delegado às mulheres, o que explica o contexto da pesquisa ser composta exclusivamente pelo gênero feminino. A prática das mulheres em cuidar de seus filhos é um facilitador na adaptação a esta nova atividade – cuidador de idosos institucionalizados. Além disso, a relação afetiva das mulheres com o cuidar pode contribuir na humanização das ILPIs. Constatou-se que os fatores que causam vulnerabilidades, no processo de trabalho dos cuidadores de idosos institucionalizados, centralizam-se na dupla jornada de trabalho que executam – atividades de limpeza e cuidar dos idosos - de forma concomitante, o que acarreta sérios problemas de saúde, como stress, depressão e outros; grande contingente de idosos habitando nas instituições de longa permanência, com ínfimo número de cuidadores para suprir a demanda de trabalho e os conhecimentos, praticamente leigos no que concerne aos serviços a serem prestados ao idoso asilado. Os resultados indicaram, também, a demanda urgente de capacitação dos cuidadores, para garantia de atenção integral ao idoso, visando a melhor entendimento, por parte desses profissionais, do real significado dos termos cuidar, autonomia, independência, doenças e mitos sobre a velhice. Esses fatores viriam a creditar uma oportunidade para que as dificuldades vivenciadas pelos cuidadores e seus próprios espaços de auto-cuidado fossem revistos. Circunscreve-se de, no contexto das instituições de longa permanência, que a intervenção do assistente social seja orientada sob uma perspectiva crítica, pressupondo a assunção de um papel que aglutine leitura crítica da realidade, mediante reconhecimento do diagnóstico da instituição onde atua, com capacidade de identificação das condições materiais de vida, identificação das respostas existentes no âmbito do Estado e da sociedade civil, reconhecimento e fortalecimento dos espaços em defesa dos direitos dos utentes, cuidadores e demais funcionários, formulação e construção coletiva, em conjunto com estes demandatários, de estratégias políticas e técnicas para modificação da realidade e formulação de formas de pressão sobre o Estado, com vistas a garantir os recursos financeiros, materiais, técnicos e humanos necessários à garantia e ampliação dos direitos. |
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