| Resumo: | A introdução de novos sistemas de gestão da vegetação herbácea em olivais de Trás-os-Montes tem realçado o interesse em conhecer os efeitos produzidos na variabilidade espacial das propriedades do solo. Com o presente trabalho pretende-se avaliar o efeito de diferentes sistemas de gestão do coberto vegetal herbáceo em olivais na distribuição espacial de propriedades físicas e químicas do solo. O estudo decorreu em nove olivais com os seguintes sistemas de gestão do solo: (MT) solo nu ao longo de todo o ano, com recurso à mobilização tradicional; (HB) cobertura do solo por vegetação natural, com controlo efetuado por aplicação de herbicidas na linha de plantação (LP) e destroçamento da vegetação seca na entrelinha (EL); (LS) cobertura do solo por espécies de leguminosas semeadas, com controlo efetuado por pastoreio e posterior destroçamento da vegetação seca e (VN) cobertura do solo por vegetação natural. Em cada olival foram selecionados 16 locais (8 na LP e 8 na EL), onde se procedeu à colheita de amostras de solo perturbadas e não perturbadas na profundidade 0-5 cm. Foram determinados vários parâmetros físicos e químicos do solo e calculou-se índices de enriquecimento (IE). Os olivais que utilizam coberturas vivas apresentam acumulação de resíduos orgânicos à superfície, sendo esta sempre superior na LP, o que conduz a teores de matéria orgânica superiores e com distribuição espacial mais homogénea comparativamente aos olivais mobilizados. Em concordância com esta observação, a densidade aparente é menor na LP apresentando variabilidade espacial inferior nos olivais com leguminosas semeadas. Os nutrientes do solo não apresentam uma tendência consistente com o sistema de gestão do solo, mas de um modo geral, os olivais com coberto de leguminosas tendem a apresentar maior homogeneidade espacial. |