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Traduzir o texto colonial - Uma crítica de tradução comparativa de Kim

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação visa analisar, numa perspetiva diacrónica, a tradução de Kim, enquanto texto literário colonial. Nos primeiros dois capítulos, discutem-se a vida e a obra de Rudyard Kipling e apresenta-se sucintamente o romance que será objeto de análise. Segue-se uma reflexão sobre os conceitos de literatura e de tradução literária. No quarto capítulo, apresentam-se considerações sobre a teoria pós colonial, refletindo-se sobre o papel da tradução no projeto imperial e sobre as (ex )colónias como pontos de convergência cultural. No quinto capítulo, procede-se à contextualização das traduções em estudo, uma anterior, outra posterior à Revolução dos Cravos, discutindo o impacto da censura durante o Estado Novo e o mercado da tradução atual. No capítulo seguinte, procede-se à análise do corpus, nomeadamente no que diz respeito à tradução dos conceitos foreign (estranhos e estrangeiros), das epígrafes, da construção do outro, da escrita fonética e das formas de tratamento, bem como à questão da censura. Constata-se que o texto de 1990 é um texto mais domesticado e explicativo do que o de 1960, embora siga a estrutura do texto de partida mais de perto do que este. Observa-se também que, em ambos, existe uma maior preocupação com o conteúdo do que com a forma ou com os recursos de escrita não convencional empregados pelo autor. Finalmente, conclui-se que a tradução do texto colonial requer uma abordagem híbrida, igualmente preocupada com preservar a essência do texto de partida e assegurar a compreensão do leitor de chegada.
Autores principais:Brandão, Silvia Margarida Coelho
Assunto:Tradução literária Rudyard Kipling Kim Pós-Colonialismo Estranho/Estrangeiro Literary translation Rudyard Kipling Kim Postcolonialism Foreign
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Esta dissertação visa analisar, numa perspetiva diacrónica, a tradução de Kim, enquanto texto literário colonial. Nos primeiros dois capítulos, discutem-se a vida e a obra de Rudyard Kipling e apresenta-se sucintamente o romance que será objeto de análise. Segue-se uma reflexão sobre os conceitos de literatura e de tradução literária. No quarto capítulo, apresentam-se considerações sobre a teoria pós colonial, refletindo-se sobre o papel da tradução no projeto imperial e sobre as (ex )colónias como pontos de convergência cultural. No quinto capítulo, procede-se à contextualização das traduções em estudo, uma anterior, outra posterior à Revolução dos Cravos, discutindo o impacto da censura durante o Estado Novo e o mercado da tradução atual. No capítulo seguinte, procede-se à análise do corpus, nomeadamente no que diz respeito à tradução dos conceitos foreign (estranhos e estrangeiros), das epígrafes, da construção do outro, da escrita fonética e das formas de tratamento, bem como à questão da censura. Constata-se que o texto de 1990 é um texto mais domesticado e explicativo do que o de 1960, embora siga a estrutura do texto de partida mais de perto do que este. Observa-se também que, em ambos, existe uma maior preocupação com o conteúdo do que com a forma ou com os recursos de escrita não convencional empregados pelo autor. Finalmente, conclui-se que a tradução do texto colonial requer uma abordagem híbrida, igualmente preocupada com preservar a essência do texto de partida e assegurar a compreensão do leitor de chegada.

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