Publicação
Vacina contra a tosse convulsa na gravidez: avaliação da adesão, barreiras e motivações na grávida
| Resumo: | Introdução: Depois de, em 2012, Portugal ser considerado um país com reemergência de tosse convulsa pela Organização Mundial de Saúde e de se verificar a existência de uma maior morbimortalidade em lactentes com idade inferior à recomendada para a primovacinação, a Direção-Geral da Saúde criou, em 2016, uma norma com vista a introduzir a vacina contra a tosse convulsa na grávida. A finalidade desta medida foi maximizar a resposta imunitária materna e a transferência placentar de anticorpos para o feto, providenciando proteção passiva aos lactentes durante o período de maior suscetibilidade. Em 2017, cerca de 75% das grávidas foram vacinadas. No entanto, o problema da hesitação na vacinação tem-se mostrado uma preocupação na área da saúde, exigindo esforços tanto a nível de investigação como de formação dos profissionais de saúde e educação das grávidas. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi analisar a realização da vacina contra a tosse convulsa na grávida e averiguar as barreiras e motivações das mães, de modo a serem pensadas medidas para combater a hesitação na vacinação e, assim, melhorar a qualidade da prestação dos cuidados de saúde e otimizar a percentagem de grávidas vacinadas em Portugal.Métodos: Conduzimos um estudo observacional e transversal que permitiu avaliar a proporção de vacinação contra a tosse convulsa na gravidez numa amostra de conveniência em 6 Unidades de Cuidados de Saúde Primários. Foram estudadas mulheres com filhos nascidos entre 1 de julho de 2017 e 30 de junho de 2019. Aplicámos um questionário que avaliou as motivações e barreiras à vacinação e recolhemos dados sociodemográficos para posterior análise descritiva. Resultados: Numa amostra de 74 mulheres, 87,84% foram vacinadas. Para 60,81% não havia conhecimento da necessidade de ser vacinada até ficar grávida e, depois de vacinadas, 5,41% sabiam o nome da vacina que tinham recebido e 22,97% a semana de gestação em que ocorrera a vacinação. O médico de família foi a principal fonte de informação sobre esta recomendação (54,41%), seguido do enfermeiro de família (43,24%). As principais barreiras à vacinação foram “Opinião/convicção pessoal” (44,44%) e “Outra” (77,78%), sendo que, dentro desta última, a razão mais invocada foi a falta de recomendação da vacina (57,14%). As motivações mais apontadas foram a recomendação do médico (90,77%) e a intenção de proteger o filho e a própria (84,62% e 70,77%, respetivamente). Todas as mulheres que foram vacinadas nesta última gravidez, mostraram intenção de ser vacinadas numa futura gravidez. Discussão e Conclusões: A proporção de vacinação contra a tosse convulsa das grávidas desta amostra é superior à estimada em 2017, sendo similar ou superior à de outros países. Esta pode ser otimizada através da educação das mães pelo médico de família e sua equipa. |
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| Autores principais: | Brito, Patricia da Cunha |
| Assunto: | Tosse convulsa Vacina contra a tosse convulsa Gravidez Barreiras e motivações Medicina Preventiva Whooping Cough Pertussis Vaccine Pregnancy Barriers and motivations Preventive Medicine |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Introdução: Depois de, em 2012, Portugal ser considerado um país com reemergência de tosse convulsa pela Organização Mundial de Saúde e de se verificar a existência de uma maior morbimortalidade em lactentes com idade inferior à recomendada para a primovacinação, a Direção-Geral da Saúde criou, em 2016, uma norma com vista a introduzir a vacina contra a tosse convulsa na grávida. A finalidade desta medida foi maximizar a resposta imunitária materna e a transferência placentar de anticorpos para o feto, providenciando proteção passiva aos lactentes durante o período de maior suscetibilidade. Em 2017, cerca de 75% das grávidas foram vacinadas. No entanto, o problema da hesitação na vacinação tem-se mostrado uma preocupação na área da saúde, exigindo esforços tanto a nível de investigação como de formação dos profissionais de saúde e educação das grávidas. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi analisar a realização da vacina contra a tosse convulsa na grávida e averiguar as barreiras e motivações das mães, de modo a serem pensadas medidas para combater a hesitação na vacinação e, assim, melhorar a qualidade da prestação dos cuidados de saúde e otimizar a percentagem de grávidas vacinadas em Portugal.Métodos: Conduzimos um estudo observacional e transversal que permitiu avaliar a proporção de vacinação contra a tosse convulsa na gravidez numa amostra de conveniência em 6 Unidades de Cuidados de Saúde Primários. Foram estudadas mulheres com filhos nascidos entre 1 de julho de 2017 e 30 de junho de 2019. Aplicámos um questionário que avaliou as motivações e barreiras à vacinação e recolhemos dados sociodemográficos para posterior análise descritiva. Resultados: Numa amostra de 74 mulheres, 87,84% foram vacinadas. Para 60,81% não havia conhecimento da necessidade de ser vacinada até ficar grávida e, depois de vacinadas, 5,41% sabiam o nome da vacina que tinham recebido e 22,97% a semana de gestação em que ocorrera a vacinação. O médico de família foi a principal fonte de informação sobre esta recomendação (54,41%), seguido do enfermeiro de família (43,24%). As principais barreiras à vacinação foram “Opinião/convicção pessoal” (44,44%) e “Outra” (77,78%), sendo que, dentro desta última, a razão mais invocada foi a falta de recomendação da vacina (57,14%). As motivações mais apontadas foram a recomendação do médico (90,77%) e a intenção de proteger o filho e a própria (84,62% e 70,77%, respetivamente). Todas as mulheres que foram vacinadas nesta última gravidez, mostraram intenção de ser vacinadas numa futura gravidez. Discussão e Conclusões: A proporção de vacinação contra a tosse convulsa das grávidas desta amostra é superior à estimada em 2017, sendo similar ou superior à de outros países. Esta pode ser otimizada através da educação das mães pelo médico de família e sua equipa. |
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