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A dinâmica da consistência moral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo inscreve-se na problemática da moralidade, centrando-se no problema da acção moral consistente. A mobilização de variáveis cognitivas e afectivas para a compreensão desta questão, e a operacionalização empírica da consistência no quadro das contribuições da abordagem desenvolvimental e estrutural da moralidade constituem traços centrais da pesquisa. Para a recolha da informação foi construído um questionário, o qual foi administrado a 156 participantes, dos 8º e 11º anos de escolaridade, rapazes e raparigas. Relativamente aos resultados confirmaram-se algumas das hipóteses colocadas, embora a sua interpretação não se apresente linear. Assim, a relação entre a cognição e a consistência apresentou-se positiva, mas fraca; já a relação entre a variável afectiva e a consistência apresentou-se igualmente positiva, mas mais confiável. Também o género parece contribuir para a variabilidade da consistência. Inteiramente não confirmadas foram as hipóteses sobre a contribuição da escolaridade na consistência, bem como o efeito mediador da satisfação perspectivada na relação entre a cognição e a consistência. Finalmente, a análise integrada da contribuição das variáveis preditoras na consistência mostrou que todas elas, com excepção da escolaridade, contribuem para explicar a variabilidade da consistência, aliás, mais do que qualquer uma delas isoladamente considerada.
Autores principais:Carita, Ana
Outros Autores:Tomé, Gonçalo
Assunto:Afectos; Cognição moral; Consistência moral; Escolaridade; Género
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Instituição associada:Instituto Universitário de Ciências Psicológicas Sociais e da Vida
Idioma:português
Origem:Análise Psicológica
Descrição
Resumo:O estudo inscreve-se na problemática da moralidade, centrando-se no problema da acção moral consistente. A mobilização de variáveis cognitivas e afectivas para a compreensão desta questão, e a operacionalização empírica da consistência no quadro das contribuições da abordagem desenvolvimental e estrutural da moralidade constituem traços centrais da pesquisa. Para a recolha da informação foi construído um questionário, o qual foi administrado a 156 participantes, dos 8º e 11º anos de escolaridade, rapazes e raparigas. Relativamente aos resultados confirmaram-se algumas das hipóteses colocadas, embora a sua interpretação não se apresente linear. Assim, a relação entre a cognição e a consistência apresentou-se positiva, mas fraca; já a relação entre a variável afectiva e a consistência apresentou-se igualmente positiva, mas mais confiável. Também o género parece contribuir para a variabilidade da consistência. Inteiramente não confirmadas foram as hipóteses sobre a contribuição da escolaridade na consistência, bem como o efeito mediador da satisfação perspectivada na relação entre a cognição e a consistência. Finalmente, a análise integrada da contribuição das variáveis preditoras na consistência mostrou que todas elas, com excepção da escolaridade, contribuem para explicar a variabilidade da consistência, aliás, mais do que qualquer uma delas isoladamente considerada.

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