Resultados da pesquisa - santos, dos campos daniel rodrigues dos

Catálogo de Publicações - santos, dos campos daniel rodrigues dos

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  1. 1

    Desafios da integração entre educação do campo e saúde pública na Ilha dos Valadares

    Publicação
    por Rodrigues, Marcela Claudino dos Santos
    Origem: Oasisbr
    Orientador : Daniel Gustavo Fleig
    2021 trabalho de fim de curso Brasil acesso aberto
  2. 2
  3. 3

    Orientação indireta de imagens digitais usando telhados de duas águas como apoio de campo

    Publicação
    por Pavan,Nadisson Luis
    Outros Autores: Santos,Daniel Rodrigues dos; Poz,Aluir Porfírio dal
    Origem: Oasisbr
    Este trabalho apresenta um método para orientação indireta de imagens digitais usando telhado de duas águas como apoio de campo. Edificações com telhados de duas águas são visualmente selecionados pelo operador na imagem digital e suas correspondentes na imagem de intensidade do pulso laser. Um ponto qualquer sobre as cumeeiras de cada uma das edificações é manualmente selecionado na imagem digital. Os telhados adjacentes das edificações correspondentes são manualmente delimitados, os erros espúrios são automaticamente filtrados e em seguida, os planos dos telhados são segmentados e ajustados pelo MMQ. Finalmente, os pontos imagem coletados sobre a cumeeira das edificações e os parâmetros dos planos dos telhados adjacentes são usados para estimativa dos parâmetros de orientação exterior da câmera, aplicando o modelo matemático proposto. Este trabalho descreve em detalhes o modelo matemático proposto e discute as vantagens e desvantagens da abordagem apresentada comparada com o método convencional de orientação de imagens. Experimentos foram realizados e os resultados obtidos mostraram a potencialidade do método.
    2012 artigo Brasil acesso aberto
  4. 4

    Orientação indireta de imagens digitais usando telhados de duas águas como apoio de campo

    Publicação
    por Pavan, Nadisson Luis
    Outros Autores: Santos, Daniel Rodrigues dos; Dal Poz, Aluir Porfírio
    Origem: Oasisbr
    Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
    2014 artigo Brasil acesso aberto
  5. 5

    Determinação dos parâmetros de desalinhamento angular usando uma abordagem ponto-a-plano com apoio de campo derivado de nuvem LiDAR

    Publicação
    por Pedrosa, José Roberto Berithe, 1982-
    Origem: Oasisbr
    Orientador: Prof. Dr. Daniel Rodrigues dos Santos
    2019 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  6. 6

    Metabolism of carbohydrates in Estilosantes cv. Campo Grande under different systems of cultivation and nitrogen fertilization

    Publicação
    por Coura, Florence Taciana Veriato
    Outros Autores: Fries, Daniela Deitos; Dias, Daniel Lucas Santos; Souza, Renata Rodrigues Jardim; Santos, Adriane Pereira da Silva dos; Paiva, Leliane Santos
    Origem: Oasisbr
    The objective of this study was to verify the activity of invertases in Estilosantes under the influence of cultivation systems and nitrogen fertilization in two seasons. The experiment was conducted in the Xaraés area, where Estilosantes was planted according to a 2 x 2 factorial scheme with two cultivation systems (monoculture and mixed pasture) in the absence or presence of fertilization (75 kg of N ha-1). A randomized block design with four replications was used. The neutral cytosol (Inv-N), vacuole acid (Inv-V) and cell wall acid (Inv-CW) invertase activity and reducing sugar contents in the leaves and stems were evaluated and analyzed by a 5% probability F-test. The interaction between cultivation systems and nitrogen fertilization was significant for Inv-N in the leaves in the summer, such that greater activity occurred in response to the mixed pasture system and nitrogen fertilization. Nitrogen increased the activity of the Inv-N in the stem in both periods, increased the activity of Inv-V in the leaf in the summer, and decreased the activity of Inv-CW in the fall. This cultivation system influenced the activity of Inv-N regardless of the period of the year and did not interfere with the activities of the acid invertases. The invertases did not show regular changes in relation to nitrogen fertilization.
    2019 artigo Brasil
  7. 7

    Nominata dos avaliadores

    Publicação
    por Carvalho, José Ribamar Marques de
    Origem: Oasisbr
    A REUNIR tem como um de seus objetivos a melhoria contínua dos trabalhos publicados (nacionais e internacionais) voltados à Administração, Contabilidade e à Sustentabilidade. Assim, a REUNIR manifesta seu agradecimento a todos os professores e pesquisadores ad hoc que durante os anos de 2011 e 2012 acreditaram na proposta da Revista e se predispuseram a fazer parte da nossa equipe colaborando voluntariamente na avaliação dos trabalhos submetidos à publicação.   Adriana Martins de Oliveira, Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, Brasil Adriana Sidralle Rolim de Moura, Universidade Federal de Campina Grande Aldo Leonardo Cunha Callado, Universidade Federal da Paraíba, Brasil Allan Pinheiro Holanda, Universidade Federal do Ceará Ana Carolina Kruta de Araújo Bispo, Universidade Federal da Paraiba Anderson Catapan, Pontifica Universidade Católica do Paraná Antônio André Cunha Callado, Universidade Federal Rural de Pernambuco Ariel Behr, Universidade Federal do Pampa Berenice Neide de Souza Simões, Universidade Estadual da Paraíba Brenda Carlos de Andrade, Universidade Federal de Campina Grande Claudia Rosa Acevedo, Universidade de São Paulo e Universidade Nove de Julho Daisy Beserra Lucena, Universidade Federal de Campina Grande, CDSA Daniel Jose Cardoso da Silva, Universidade Federal de Alagoas Débora Pool da Silva Freitas, Universidade Federal do Rio Grande Dennys Robson Girardi, FAE Centro Universitário, Curitiba Dimas Barrêto Queiroz, Universidade Federal do Piauí Diogo Henrique Silva de Lima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Dirceu da Silva, Universidade Nove de Julho Enéas Dantas da Silva Neto, Universidade Federal de Campina Grande, CCJS Enyedja Kerlly Martins de Araújo, Universidade Estadual da Paraíba Erivaldo Moreira Barbosa, Universidade Federal de Campina Grande Erivan Ferreira Borges, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Fabiano Ferreira Batista, Universidade Federal de Campina Grande Fábio Frezatti, Universidade de São Paulo Fátima de Souza Freire, Universidade de Brasília Fernanda Marques de Almeida Holanda, Universidade Gama Filho Francisca Aparecida de Souza, Universidade de Brasília Gesinaldo Ataíde Cândido, Universidade Federal de Campina Grande, UAAC Gilberto de Andrande Martins, Universidade de São Paulo Gilton Carlos Anísio de Albuquerque, Universidade do Estado da Bahia Islania Andrade de Lira Delfino, Universidade Federal de Campina Grande Ivone Vieira Pereira, Universidade de Rio Verde Janayna Rodrigues de Morais Luz, UNESC Faculdades. Faculdade do Vale do Ipojuca Janieiry Queiroga Costa, Universidade Federal do Maranhão João Marcelo Alves Macêdo, Universidade Federal da Paraíba Joaquim Carlos Lourenço, Universidade Federal de Pernambuco Jógerson Pinto Gomes Pereira, Universidade Federal de Campina Grande José Mancinelli Lêdo do Nascimento, Universidade Federal da Paraíba Josicarla Soares Santiago, Universidade Federal da Paraíba Karla Katiuscia Nobrega de Almeida, Universidade Federal da Paraiba Kavita Miadaira Hamza, Universidade Federal de São Paulo Kettrin Farias Bem Maracajá, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Lino Martins da Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro Lúcia Silva Albuquerque, Universidade Federal de Campina Grande Lucila Maria de Souza Campos, Universidade Federal de Santa Catarina Lucimeiry Batista da Silva, Universidade Federal de Campina Grande, CCJS Luiz Carlos Miranda, Universidade Federal de Pernambuco Luiz Marcelo Martins do Amaral Carneiro Cabral, Universidade Regional de Blumenau Luzilea Brito de Oliveira, Universidade Estadual de Santa Cruz Luzivalda Guedes Damascena, Universidade Federal da Paraíba Marcleide Maria Macêdo Pederneiras, Universidade Federal da Paraíba Maria das Graças Vieira, Universidade Federal de Pernambuco Maria de Fátima Nóbrega Barbosa, Universidade Federal de Campina Grande, CCJS Maria dos Remédios Antunes Magalhães, Universidade Federal de Campina Grande, UACC Marielza Barbosa Alves, Universidade Federal de Campina Grande, UAAC Mário Roberto dos Santos, Universidade Nove de Julho Maurício Corrêa da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Milton Jarbas Rodrigues Chagas, Universidade Federal da Paraíba Minelli Enéas da Silva, Universidade Nove de Julho Orlando Gomes da Silva, Universidade Federal de Campina Grande Orleans Silva Martins, Universidade Federal da Paraíba Paulo Arnaldo Olak, Universidade Estadual de Londrina Paulo Moreira da Rosa, Universidade Estadual de Maringá Renata Paes de Barros Câmara, Universidade Federal da Paraiba Robério Dantas de França, Universidade Federal da Paraíba Roberta Roberta Bittencourt Rodrigues, Universidade Estadual da Paraíba Roberto Naime, Universidade Feevale – RS Rosires Catão Curi, Universidade Federal de Campina Grande, CTRN Sandra Sereide Ferreira da Silva, Universidade Federal de Campina Grande, CTRN Sheylla Maria Mendes, Universidade Federal de Campina Grande, UAAC Suellen Silva Pereira, Universidade Federal de Campina Grande, Brasil Suzanne Érica Nóbrega Correia, Universidade Federal de Campina Grande, UAAC Thaiseany de Freitas Rêgo, Universidade Federal do Semiárido Thiago Alexandre das Neves Almeida, Universidade Federal de Campina Grande Victória Puntriano Zúñiga, Universidade Estadual da Paraíba Vorster Queiroga Alves, Universidade Federal de Campina Grande Waleska Silveira Lira, Universidade Estadual da Paraíba Walter Nunes Oleiro, Universidade Federal do Rio Grande-FURG Wenner Glaucio Lopes Lucena, Universidade Federal da Paraíba Wilson Fadlo Curi, Universidade Federal de Campina Grande Yara Magaly Albano Soares, Universidade Federal da Paraíba   Aproveitamos para reiterar nosso compromisso em continuar concentrando esforços para tornar a REUNIR um periódico com consistência e compromissado com a pesquisa científica.   Campina Grande, PB, 28 de Dezembro de 2012.   Saudações editoriais,   José Ribamar Marques de carvalhoEditor Científico Responsável
    2012 artigo Brasil
  8. 8

    A Educação comparada para além dos números : contextos locais, realidades nacionais, processos transnacionais

    Publicação
    por Teodoro, António
    Outros Autores: Afonso, Almerindo Janela; Prestes, Emília Maria da Trindade; Marques, Fátima; Jezine, Edineide; Beltrán Llavador, José et al.
    A Secção de Educação Comparada da Sociedade Portuguesa de Ciências de Educação (SPCE-SEC) organizou em Lisboa, de 25 a 27 de janeiro de 2016, a sua 1ª Conferência Internacional, sob o tema A Educação Comparada para além dos números: contextos locais, realidades nacionais, processos transnacionais. A Conferência contou com o apoio do World Council for Comparative Education Societies (WCCES) e da nóvel Sociedade Ibero-Americana de Educação Comparada (SIBEC), tendo como núcleo organizador o Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED), da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. A Conferência contou com 312 participantes, oriundos da Europa (137), da América Latina (129), da Ásia (3) e de África (3). Desses participantes, 214 apresentaram uma comunicação, inserida no vasto programa que incluía, para além das sessões plenárias, sessões temáticas, grupos de trabalho e comunicações livres. Nem todos os autores disponibilizaram à Comissão Organizadora os textos das suas comunicações. Mas, um número muito significativo, disponibilizou o seu trabalho para publicação, que constitui o livro de atas agora editado. Não foi fácil reunir tantos e tão diversificados contributos, para além das limitações de uma comissão organizadora constituída por professores assoberbados com outras responsabilidades profissionais (e pessoais). Com o pedido de desculpa pelo atraso, aqui se deixa este contributo para a afirmação da SPCE-SEC, uma secção da SPCE que pretende representar nacional e internacionalmente a comunidade que, em Portugal, se identifica com o campo da Educação Comparada. Lisboa, Novembro de 2017
    2017 documento de conferência Portugal acesso aberto
  9. 9

    Utilização de biomarcadores de genotoxicidade e expressão gênica na avaliação de trabalhadores de postos de combustíveis expostos a vapores de gasolina

    Publicação
    por Daniel Valente Soares dos Santos
    Outros Autores: Isabele Campos Costa-Amaral; Leandro Vargas Barreto de Carvalho; Marcus Vinicius Corrêa dos Santos; Vinicio Soares de Castro; Daniela del Rosário Flores Rodrigues et al.
    Origem: Oasisbr
    Outra Agência
    2022 artigo Brasil acesso aberto
  10. 10

    POR UMA HISTÓRIA DOS SERTÕES NOVAS PERSPECTIVAS E TEMPORALIDADES SOBRE O “BRASIL PROFUNDO”

    Publicação
    por Tiburski, Eliete Lúcia
    Outros Autores: Cardoso, Eduardo Wright
    Origem: Oasisbr
    Falar sobre sertões permite destacar e tensionar categorias como lugar, paisagem e território. Os sertões nos levam também a refletir sobre passados, presentes e futuros. Mais ainda, os sertões podem ser concebidos como um eixo que articula essas duas dimensões: tempo e espaço. Conforme já sugeriram Johannes Fabian (2013) e Marshall Sahlins (1990), os contatos e, muitas vezes, os embates entre culturas diferentes, inscritas em espacialidades diversas, podem estimular reformulações na ordem temporal das sociedades. Pensar os sertões como ponto de encontro entre tempos e espaços, permite enriquecer e adensar as leituras sobre esse objeto, sobre suas representações, sobre os índices que o qualificam e caracterizam, e também sobre os indivíduos que o habitam e constroem. Afinal, onde se inicia o sertão? Quais são os seus limites? Quem o ocupa? Como apreendê-lo e representá-lo?O dossiê que ora apresentamos procura debater essas questões. O sertão, como conceito, temática ou representação é um objeto que não cessa de se impor ao conhecimento humano em seu máximo potencial interdisciplinar, percorrendo diversos saberes e, complementariamente, vinculando-se às artes. Seja na história social, na ciência política, na literatura ou no cinema, para ficarmos apenas entre alguns dos artigos que compõem o número, o sertão nunca deixou de ser pensado e tematizado. O dossiê oferece, assim, através de abordagens múltiplas, como história oral, social, intelectual, política e religiosa, novas leituras que não apenas refletem sobre os sertões, mas que propriamente o concebem como um objeto passível de ser continuamente examinado e reexaminado. Daí, por exemplo, a predominância, nesse dossiê, de textos e objetos que abordam o sertão a partir de um recorte contemporâneo. Temos, assim, um sertão presente, um sertão que, sem desconsiderar a historicidade que o caracteriza, se faz presente.            Os artigos publicados foram agrupados em quatro categorias: Representações dos e sobre os sertões, Sertões como indutor de abordagens técnico-científicas, Sertões nas suas interfaces religiosas e, por fim, Espaços múltiplos do sertão. As divisões procuram apenas organizar os textos de modo a, talvez, complexificar e enriquecer sua leitura e compreensão. As categorias, portanto, não são pensadas como exclusivas ou excludentes. Pelo contrário, como o leitor e a leitora poderão verificar, os segmentos se superpõem, dialogam entre si e atestam a diversidade do próprio objeto.Na categoria Representações dos e sobre os sertões, temos o artigo de Marcelino Gomes dos Santos, intitulado “Dos ‘Confins do Brasil’ às passarelas: os sertões na moda”. O texto destaca “novas formas de ver e dizer os sertões na contemporaneidade” e, para isso, recupera uma coleção de vestuário que (re)cria e reapresenta a imagem do vaqueiro na atualidade. A formulação extraída da conclusão do artigo nos parece adequada para encetar os textos do dossiê: “os sertões estão na moda”.As imagens do sertão também são debatidas por Fabiana Alves Dantas no artigo “Celestino Alves: um poeta sertanejo e o dilema das secas”. Ao analisar a poética de Alves, no livro O Nordeste e as Secas, de 1983, a autora identifica um sertão associado a registros variados, como um espaço de seca e de chuvas, de sofrimento e de alegria. As intempéries que caracterizam a região também produzem um efeito duplo: se tornam a vida difícil, também são responsáveis por dotar o habitante desse território, o sertanejo, de força e resistência.O artigo de Juliana Rodrigues Morais, intitulado “Um hermeneuta da tradição sertaneja: Ariano Suassuna e o Romance d’A Pedra do Reino”, apresenta uma perspectiva semelhante. O projeto de Suassuna é precisamente, como informa Morais, “defender, com sua arte, a cultura sertaneja”. A defesa, elaborada na obra Romance d’A Pedra do Reino, de 1971, promove não apenas uma visão renovada do sertanejo, mas também uma leitura alternativa para a história do Brasil, fundada num ponto de vista local e construída a partir da mescla entre o real e o mágico.Enquanto o escritor Suassuna, conforme argumenta Morais, rompe com a historiografia tradicional, os documentaristas Geraldo Sarno e Jorge Prelorán procuram retomar obras clássicas de interpretação do Brasil e da Argentina para representar, respectivamente, o sertão brasileiro e o deserto argentino. Esse argumento é construído por Ana Caroline Matias Alencar no texto “Entre São Saruê e Vales Vizinhos das Nuvens: um estudo sobre as figurações espaciais do Cariri e de Humauaca”. Assim, nos médias-metragens realizados entre 1969 e 1970, Sarno e Prelorán reatualizam “tópicas discursivas e procedimentos interpretativos presentes nas obras de intelectuais outros”, como Euclides da Cunha e Domingo Faustino Sarmiento, para figurar e registrar as regiões do Vale do Cariri e da Quebrada de Humauaca.A visão do sertão, contudo, não é apenas registrada pelos filmes. Ela é esculpida também nas estátuas e monumentos. No texto de Daniel Barreto Lopes, “Sertão monumental: considerações sobre a atribuição de valor de testemunho histórico”, os habitantes do espaço sertanejo, como o vaqueiro, enfrentam o risco do desaparecimento. A resposta ao perigo do esquecimento é dada, segundo Lopes, pela “monumentalização do sertão”, ou seja, por uma produção histórica e cultural que registra a memória e a torna visível em outros tempos, não apenas no presente, mas também no futuro. A categoria Representações dos e sobre os sertões, enfim, reúne artigos que transformam o sertão num objeto de registros múltiplos, oriundos da moda, da poesia, da literatura, do documentário e da estatuaria. A partir do território do sertão, ainda, os tempos são diversos: o presente da moda, o passado da história e da memória, o futuro que por meio da estátua e do documentário resguarda o que poderia desaparecer.A segunda categoria Sertões como indutor de abordagens técnico-científicas, compreende textos que concebem o sertão como um território tanto marcado por mazelas como a seca, quanto caracterizado como índice de brasilidade e, portanto, um espaço que enseja intervenções técnicas e investimentos intelectuais. No artigo “Do vazio incógnito a problema nacional: o Nordeste brasileiro sob o olhar Politécnico, 1877-1909”, Yuri Simonini demonstra como o fenômeno da seca produziu iniciativas que procuravam não apenas estudar as então chamadas “Províncias do Norte”, quanto propor medidas e soluções para a região. O sertão aqui é visto como um desafio, um problema a ser superado. Daí a proliferação de estudos e registros que tanto embasaram e subsidiaram as ações técnicas e políticas, quanto permitiram que o Brasil passasse a “entender melhor seu território”, como aponta Simonini.Entre as ações concebidas, encontramos a criação dos campos de concentração no Ceará, objeto do texto “O controle do espaço do Sertão: os campos de concentração do Ceará na seca de 1932” de Leda Agnes Simões de Melo. Tratou-se de uma resposta às secas, mas também de uma intervenção sobre a população, tanto que o projeto dos campos implementados pela Inspetoria Federal de Obras Secas (IFOCS) dispunha de finalidades civilizadoras e voltava-se, como argumenta a autora, para o controle de “regiões, corpos e mentes”.No entanto, o sertão não era visto apenas como um obstáculo. No artigo “Euclidianismo, agenda cívico-letrada e a categoria de sertão em trânsito: o caso do CCEC (meados do século XX)”, de autoria de Caroline Aparecida Guebert, o sertão também é o lócus ou o símbolo da nação e da “brasilidade”. O texto encerra a categoria sobre os esforços técnico-científicos e demonstra como os integrantes do Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC), instituição paranaense, mobilizaram leituras específicas do espaço sertanejo para pensar o “Brasil profundo”. Esse investimento concebia Euclides da Cunha, conforme afirma Guebert, “como modelo do intelectual brasileiro, uma vez que sua obra fala do país que é rural e sua biografia reforça a interdependência entre a figura social do escritor investida como herói e o esforço pela obra da construção nacional”.Outro tema presente nos artigos aqui reunidos, se apresenta sob a categoria Sertões nas suas interfaces religiosas. A religiosidade ocupa um lugar proeminente quando se trata de investigar o modo de pensar e agir de determinadas sociedades e o estabelecimento de um universo mítico que cria e dá sentido às práticas cotidianas. A dispersão do catolicismo pelo mundo determina e reforça hábitos e crenças que, por sua vez, são vivenciados pelos seguidores de diferentes modos, inclusive estabelecendo novos sentidos e práticas. O artigo de Ruan Carlos Mendes, “Maria das Quengas: devoção e cruz ‘perfumada’ nas narrativas dos fiéis”, trata do que o autor nomeia como “devoções marginais”, ou seja, aspectos da religiosidade que se constroem às margens do catolicismo dito oficial. No caso narrado, através das entrevistas aos devotos de Maria das Quengas, são discutidos elementos que levaram à criação da devoção e às denominações de “santa” ou “milagreira”, onde é perceptível a atribuição de significados que escapam aos cânones católicos que regem o processo de santificação.No artigo de Jefferson Evânio, intitulado “A politização do sagrado no Agreste pernambucano, 1960-1980”, surge a simultaneidade e disputas de espaços e discursos entre o referido catolicismo oficial e sua versão denominada de popular. O autor mostra os mecanismos criados por distintos atores sociais para definir o que é sagrado, em concomitância com sua visão de mundo. Para Evânio, “O sagrado, longe de ser um dado da natureza, foi na região sistematicamente objeto de disputas. Instituído politicamente por homens e mulheres, sacerdotes e rezadores, todos ‘unidos’ e separados em função da vivência de sua fé no sobrenatural”.A categoria Espaços múltiplos do sertão apresenta o sertão primeiramente sob a ótica da ocupação do espaço e sua integração na formação de uma identidade nacional. Laryssa da Silva Machado e Lucas da Silva Machado, em “Desbravando os sertões capixabas: a colonização do Vale do Itapemirim”, utilizam os recursos do campo da micro-história para mostrar como a colonização da região só ocorreu tardiamente e esteve vinculada à ideia de que os sertões seriam um local a ser conquistado.A questão da ocupação e delimitação de espaços sertanejos, aparece sob outra perspectiva em dois trabalhos que tratam da ocupação da região Norte. O primeiro deles, escrito por André José Santos Pompeu e Wania Alexandrino Viana, parte da ideia de que o sertão é um “ambiente complexo, multifacetado”. Intitulado “Sujeitos sertanejos na Amazônia Colonial (séculos XVII e XVIII)”, os autores exploram o sentido da palavra sertão para o espaço amazônico, levando em conta aspectos militares e econômicos, procurando entendê-lo por meio das relações que se estabeleceram entre a corte real portuguesa, a ocupação estrangeira e portuguesa, a defesa das fronteiras e o desenvolvimento de um comércio transatlântico de produtos como as drogas do sertão. Ao longo do texto, uma ideia importante pode ser destacada – a “nova visão” de sertão, não apenas como interior, como local isolado, mas como estabelecedora de uma rede distinta de relações entrelaçadas, especialmente, pelas questões econômicas e militares, exploradas pelo autor nas fontes do período.Benedito Emílio da Silva Ribeiro, em “Território, poderes tutelares e agências indígenas: análises preliminares sobre trânsitos, trocas e r-existências na fronteira Brasil-Guiana Francesa (1930-1945)”, pondera sobre a construção de um espaço marcado pelos contatos entre brasileiros, franceses e grupos indígenas, explorando especialmente como os últimos se apropriaram e subverteram a lógica de agenciamento, de sedentarização e civilização “imposta” pelo Estado brasileiro por meio de seus órgãos oficiais para, assim, atingirem seus objetivos ligados à manutenção da territorialidade, das suas relações sociais e cosmológicas.Em seguida, temos o trabalho de Auricharme Cardoso de Moura, “O sertão de Minas irrigado: modernização agrícola e mundo dos trabalhadores”, que narra como a seca caracteriza e marca certos espaços geográficos, ao mesmo tempo em que mobiliza discursos que apagam e submetem “as experiências dos sujeitos a valores e hábitos considerados civilizados”. O projeto de integração nacional, dos diferentes espaços, mascarava as intenções capitalistas e de domínio de determinados grupos sociais. A dicotomia atraso e modernidade, legitimava a ação dos grupos dominantes, que viam a si mesmos como os responsáveis pela inserção da população sertaneja no tempo do progresso.Finalmente, o artigo “A Liça e as representações em torno do sertão do Cariri Cearense: por uma história intelectual dos sertões”, de Johnnys Jorge Gomes Alencar, trata das representações em torno do conceito de sertão e como foram mobilizadas para a “construção de uma identidade para o Cariri cearense, enquanto região”, buscando se opor às concepções tradicionais de sertão. O Crato surge, assim, como um “oásis do sertão” em oposição ao entorno que seria atrasado, bárbaro e primitivo. Cabe ressaltar ainda que este trabalho se insere na perspectiva de um campo em desenvolvimento – o de uma história intelectual do sertão – visto que o termo, atualmente, é atravessado por uma multiplicidade de sentidos.            Como dito acima, as categorias apresentadas não visam impor limites aos textos, mas, ao contrário, estimular a leitura a partir de eixos que se cruzam e sobrepõem de modo a, potencialmente, ressignificar e complexificar as contribuições desse dossiê. Pensamos, por fim, que talvez seja possível conceber o presente número como uma contribuição para a “História dos Sertões como área de concentração específica”. Conforme proposta formulada por Evandro dos Santos (2019, p. 450), a ideia permitiria “estimular a produção de uma historiografia sobre os sertões e, mais ainda, desde os sertões”. O dossiê reúne, nesse sentido, pesquisadores e pesquisadoras de variados espaços regionais e lugares institucionais que concebem o sertão como um objeto múltiplo e complexo, simultaneamente fonte de inspiração e de desafios. O quadro que emerge dos artigos é vibrante. Em conjunto, o leitor e a leitora encontrarão um amplo estudo sobre as apreensões e caracterizações dos sertões, o que apenas atesta e reitera a atualidade e a riqueza do objeto.
    2020 artigo Brasil