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Catálogo de Publicações - "Silva-Néto, Raimundo Pereira da"
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Modelo experimental de diferenciação por odores entre migrânea e outras cefaleias primárias
Publicaçãopor SILVA-NÉTO, Raimundo Pereira daOrigem: OasisbrCefaleias primárias são decorrentes de disfunção cerebral e incluem migrânea, cefaleia do tipo tensional, cefaleias trigêmino-autonômicas e outras. Diversos fatores podem desencadear crises de cefaleia, mas os odores, especialmente o perfume, estão associados à migrânea. Objetivos: Caracterizar a estimulação olfatória como fator desencadeante de crises de cefaleia e de diferenciação entre migrânea e outras cefaleias primárias. Sujeitos e Métodos: O estudo foi prospectivo, experimental, randomizado com comparação de grupos, realizado no período de março a junho de 2015. Foram convidados 158 voluntários (73 homens e 85 mulheres) diagnosticados com cefaleias primárias, de acordo com os critérios da International Classification of Headache Disorders, Third Edition (beta version) (ICHD-3β). O estudo foi realizado por dois examinadores; atribuiu-se ao primeiro, diagnosticar a presença e o tipo de cefaleia primária, enquanto o segundo foi responsável pela exposição dos voluntários ao odor e pelo registro dos efeitos dessa exposição. Resultados: Dos 158 voluntários com cefaleia, houve 72 (45,6%) casos de migrânea e 86 (54,4%) com outras cefaleias primárias. Dos 72 migranosos, 53 (73,6%) eram mulheres e 19 (26,4%), homens e dos 86 casos de outras cefaleias primárias, 32 (37,2%) eram mulheres e 54 (62,8%), homens. A idade dos voluntários com migrânea e com outras cefaleias primárias foi, respectivamente, 22,5±3,10 e 22,9±3,10 anos. Essas diferenças não foram significantes (tmédias=0,666; p=0,566). Nos dois grupos, houve diferença nas características da cefaleia (c2=4,132; p=0,046). O odor desencadeou cefaleia (25/72; 34,7%) e náusea (5/72; 6,9%) apenas nos voluntários com migrânea, correspondendo a 19,0% (30/158) da amostra e em nenhum com outras cefaleias primárias (χ²=43,78; p<0,001). A cefaleia ocorreu mais frequentemente associada à náusea (p=0,146) e de localização bilateral (p=0,002) nos migranosos que apresentaram cefaleia desencadeada por odor. A cefaleia foi desencadeada após 118,0±24,6 min e a náusea após 72,8±84,7 min da exposição ao odor. Conclusões: O odor desencadeou crises de cefaleia ou náusea apenas nos pacientes com migrânea. Portanto, cefaleia desencadeada por odores poderá ser considerada um fator de diferenciação entre migrânea e outras cefaleias primárias e esse gatilho parece muito específico da migrânea. -
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Osmofobia e cefaleia desencadeada por odores em pacientes com migrânea e cefaleia do tipo tensional
Publicaçãopor Silva-Néto, Raimundo Pereira daOrigem: OasisbrMigrânea manifesta-se por episódios recorrentes de cefaleia e sintomas associados, que inclu-em: náusea, vômitos, fotofobia e fonofobia. Além destes, pode ocorrer osmofobia, uma intole-rância aos odores associada às cefaleias primárias, principalmente à migrânea, tanto na crise como no período intercrise. Objetivos: Caracterizar odorantes referidos como desencadeado-res de crises de migrânea e avaliar a acurácia da osmofobia no diagnóstico de migrânea. Paci-entes e Métodos: Este foi um estudo transversal analisando amostra não aleatória, de conve-niência, no período de agosto a dezembro de 2011. Foram 400 pacientes, sendo 200 com mi-grânea e 200 com cefaleia do tipo tensional, de acordo com os critérios diagnósticos da Inter-national Classification of Headache Disorders – second edition. Através de questionário, fo-ram entrevistados sobre odorantes deflagradores de cefaleia, tempo de surgimento da dor após exposição e osmofobia durante a crise e no período intercrise. Os odorantes foram distribuídos em oito categorias: odores fétidos, perfumes, derivados de petróleo, inseticidas, produtos de limpeza, de culinária e beleza e outros. Resultados: Dos 400 entrevistados, 219 (54,8%) eram mulheres e 181 (45,2%) homens. A idade variou de 22 a 58 anos (38,6±0,5 anos, IC95% 37,6-39,6). Dos 200 pacientes com migrânea, 182 (91,0%) eram mulheres e 18 (9,0%) homens e dos 200 pacientes com cefaleia do tipo tensional, 37 (18,5%) eram mulheres e 163 (81,5%) homens. A razão masculino/feminino para migrânea e cefaleia do tipo tensional foi igual, res-pectivamente, a 0,1:1 e 4,4:1,0. A idade dos pacientes com migrânea e cefaleia do tipo tensio-nal foi, respectivamente, 37,3±0,6 (IC95% 36,0-38,6) e 40,0±0,7 (IC95% 38,5-41,4) anos. As diferenças para sexo (p<0,001, 2) e idade (p=0,008, Mann-Whitney) foram significantes. Houve desencadeamento da cefaleia por odores decorridos 25,5±1,9 minutos e mediana de 20 minutos da exposição em 70,0% (140/200) dos pacientes com migrânea e em nenhum com ce-faleia do tipo tensional, do que decorreu baixa sensibilidade (70,0%, IC95%=63,1-76,2) e alta especificidade (100,0%, IC95%=97,6-100,0). Os odores desencadeantes de cefaleia distribuí-ram-se nessa ordem de frequência: perfumes (106/140; 75,7%), tintas (59/140; 42,1%), gaso-lina (40/140; 28,6%) e água sanitária (38/140; 27,1%). Houve significância na associação de odores desencadeantes de migrânea, especialmente entre perfumes com produtos de limpeza (Phi=-0,459), de culinária (Phi=0,238), de beleza (Phi=-0,213) e com odores fétidos (Phi=-0,582). Durante a crise, osmofobia ocorreu em 86,0% (172/200) dos pacientes com migrânea e em 6,0% (12/200) daqueles com cefaleia do tipo tensional. Na migrânea, osmofobia esteve as-sociada com fotofobia e fonofobia (66/200; 33,0%) ou com náusea, fotofobia e fonofobia (107/200; 53,5%) e apresentou alta sensibilidade (86,0%, IC95%=80,2-90,3) e especificidade (94,0%, IC95%=89,5-96,7), com baixos percentuais de falsos positivos (6,5%, IC95%=3,6-11,4) e negativos (13,0%, IC95%=8,9-18,4). No período intercrise, osmofobia foi restrita a pacientes migranosos (48/200; 24,0%). As áreas sob as curvas ROC foram: 0,903±0,017 para osmofobia durante crise; 0,784±0,025 intercrise; 0,807±0,023 para fotofobia/fonofobia e 0,885±0,017 para desencadeamento de dor por odores. Conclusões: As substâncias odorantes desencadearam crises de migrânea nessa ordem de frequência: perfumes, tintas, gasolina e á-gua sanitária. Osmofobia predominou em pacientes com migrânea e poderá ser um marcador específico para diferenciar migrânea de cefaleia do tipo tensional. -
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Consensus of the Brazilian Headache Society on the treatment of chronic migraine
Publicaçãopor KOWACS,FernandoOutros Autores: ROESLER,Célia Aparecida de Paula; PIOVESAN,Élcio Juliato; SARMENTO,Elder Machado; CAMPOS,Henrique Carneiro de; MACIEL JR,Jayme Antunes et al.Origem: OasisbrABSTRACT Chronic migraine poses a significant personal, social and economic burden and is characterized by headache present on 15 or more days per month for at least three months, with at least eight days of migrainous headache per month. It is frequently associated with analgesic or acute migraine medication overuse and this should not be overlooked. The present consensus was elaborated upon by a group of members of the Brazilian Headache Society in order to describe current evidence and to provide recommendations related to chronic migraine pharmacological and nonpharmacological treatment. Withdrawal strategies in medication overuse headache are also described, as well as treatment risks during pregnancy and breastfeeding. Oral topiramate and onabotulinum toxin A injections are the only treatments granted Class A recommendation, while valproate, gabapentin, and tizanidine received Class B recommendation, along with acupuncture, biofeedback, and mindfulness. The anti-CGRP or anti-CGRPr monoclonal antibodies, still unavailable in Brazil, are promising new drugs already approved elsewhere for migraine prophylactic treatment, the efficacy of which in chronic migraine is still to be definitively proven.
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