Resultados da pesquisa - "Pinto,Louise Lapagesse de Camargo"
Pesquisas alternativas:
- pinto »
- louise »
Catálogo de Publicações - "Pinto,Louise Lapagesse de Camargo"
- A mostrar 1 - 6 resultados de 6
-
1
Um Estudo sobre a história natural da mucopolissacaridose tipo II (Síndrome de Hunter) em pacientes brasileiros
Publicaçãopor Pinto, Louise Lapagesse de CamargoOrigem: OasisbrObjetivo: O objetivo deste estudo longitudinal e observacional em pacientes masculinos com mucopolissacaridose tipo II / síndrome de Hunter foi de contribuir para o melhor entendimento da história natural dessa doença e estabelecer parâmetros que permitam avaliar a eficácia de protocolos de tratamento atualmente em desenvolvimento. Material e Métodos: Foram realizadas 2 avaliações num intervalo de um ano. Na visita inicial, 20 pacientes com MPS II (confirmados pela deficiência da iduronato sulfatase), realizaram: anamnese, exame físico, ressonâncias magnéticas nucleares do abdome e do sistema nervoso central, ecocardiograma e eletrocardiograma, teste da caminhada em 6 minutos, polissonografia, testes de função pulmonar, audiometria, testes de desenvolvimento e inteligência, avaliação oftalmológica, testes bioquímicos e hematológicos, e análise de glicosaminoglicanos na urina. Onze dos 20 pacientes também foram avaliados um ano após (visita de 12 meses) quando realizaram: anamnese, exame físico, ressonância magnética nuclear do abdome, ecocardiograma, teste da caminhada em 6 minutos, testes de função pulmonar, audiometria, exames de bioquímicos e análise de glicosaminoglicanos na urina. Resultados relativos à visita inicial: 1. Os pacientes vieram das seguintes regiões brasileiras: Sudeste (10/20), Nordeste (6/20) e Sul (4/20); 2. A média da atividade de IDS em plasma foi de 4,1 nanomoles/4h/mL (intervalo: 1,1-10,0); 3. A média de idade na avaliação foi de 9,4 anos; 4. Os primeiros sintomas mais freqüentemente relatados foram: hepatoesplenomegalia (5/20) e infecções respiratórias (5/20); 5. A média de idade do início dos sintomas foi 27,4 meses; 6. A média de idade do diagnóstico bioquímico foi 70,8 meses; 7. A estatura estava abaixo de 2 desvios-padrão em 10/17 pacientes; 8. O perímetro cefálico estava no e/ou acima do percentil 98 em 18/20; 9. Pápulas esbranquiçadas e nódulos foram observadas em 4/20 pacientes e uma mancha mongólica extensa em um paciente; 10. Em 16/19 pacientes foi observada regurgitação mitral no ecocardiograma; 11. Foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre a média das distâncias caminhadas pelos pacientes entre os 2 dias do teste da caminhada em 6 minutos de (p<0,05); 12. Na espirometria, 5/20 pacientes apresentaram diminuição da capacidade vital forçada; 13. Os resultados da polissonografia foram anormais em 13/20 pacientes; 14. Na audiometria, 13/20 pacientes apresentaram algum grau de hipoacusia; 15. Nenhum dos pacientes apresentava opacificação de córnea, sendo o edema de coróide o achado ocular mais comum (8/20); 16. Em 14/20 pacientes comprometimento neurológico foi identificado; 17. Lesões hiperintensas e isointensas na substância branca foram os achados mais freqüentes na ressonância nuclear magnética cerebral (18/19); 18. A ressonância nuclear magnética do abdome evidenciou a presença hepatomegalia (sem esplenomegalia) em três pacientes e em outros dois esplenomegalia (sem hepatomegalia). 19. Os resultados dos exames laboratoriais demonstraram aumento de: LDH (12/14), ALT (6/20), AST (6/20), atividade da fosfatase alcalina (6/20), colesterol (2/19); glicose (1/20) e GGT (1/20). Outros achados: hemoconcentração (3/17) e plaquetopenia (3/17). Os glicosaminoglicanos urinários estavam, em média, cinco vezes maiores que os valores normais para a faixa etária (média da amostra: 49,8mg/mmolcreat); 20. Não foi encontrada correlação entre a atividade de IDS e a idade de início dos sintomas; 21. Não foi encontrada correlação entre a excreção urinária de GAGs e a média da distância percorrida no teste da caminhada em 6 minutos e nem entre a média da distância percorrida e 1) a gravidade da lesão aórtica e 2) a gravidade da apnéia obstrutiva do sono. Resultados relativos à comparação entre a visita inicial e a de 12 meses: 1. Na visita de 12 meses o número de pacientes foi reduzido para onze porque seis deles migraram para um protocolo de tratamento e três não apresentavam mais condições clínicas de realizarem os testes; 2. Os pacientes vieram das seguintes regiões brasileiras: Sudeste (4/11), Nordeste (3/11) e Sul (4/11); 3. Como os pacientes mais velhos saíram desse estudo, a média da idade na segunda visita foi de 7,3 anos; 4. Três pacientes apresentaram declínio dos seus percentis em relação à altura; 5. Um paciente desenvolveu as pápulas esbranquiçadas nesse ano e os outros 3 já as apresentavam desde a visita inicial. 5. Dois pacientes tiveram o aumento do número de lesões cardíacas e 4 apresentaram aumento da espessura ventrículo esquerdo. Um paciente teve piora da fração de ejeção; 6. Não foi encontrada uma diferença estatisticamente significativa entre a média das distâncias percorridas, pelos mesmos pacientes, no teste da caminhada em 6 minutos entre as 2 visitas; 7. Os três pacientes que realizaram espirometria tinham comprometida a sua capacidade pulmonar; o único paciente que estava repetindo esse exame manteve as alterações da visita inicial; 8. A perda de audição foi confirmada em 7/11 pacientes; 9. Foi observado um aumento significativo do volume esplênico entre as 2 visitas (p<0,05), ao contrário do volume hepático que não apresentou diferença significativa; 10. Foi observado um aumento significativo dos níveis de GGT entre as 2 visitas (p<0,05). 12. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa da excreção urinária de GAGs entre as 2 visitas. Discussão: A nossa amostra foi predominantemente composta por pacientes com a forma grave e ainda assim o diagnóstico foi realizado após um longo tempo do início da sintomatologia. Nós acreditamos que isso se deva provavelmente à falta de conhecimento a respeito dessa doença. O achado de que o aumento do volume esplênico foi maior do que o do volume hepático é intrigante e merece estudos adicionais. Nossos achados confirmam que a MPS II é uma doença mulissistêmica lentamente progressiva e que um manejo multidisciplinar é necessário. Nós esperamos que nossos dados possam contribuir para o melhor entendimento da história natural dessa doença. -
2
Avaliação de manifestações clínicas e laboratoriais em heterozigotas para mucopolissacridose tipo II
Publicaçãopor Pinto, Louise Lapagesse de CamargoOrigem: OasisbrIntrodução: A maioria das doenças lisossômicas são herdadas como traços recessivos, mas a mucopolissacaridose tipo II (MPS II) é de herança ligada ao cromossomo X. As doenças ligadas ao cromossomo X possuem um importante impacto para as famílias devido ao risco que as heterozigotas apresentam em ter um filho afetado. A maioria das heterozigotas para as doenças ligadas ao cromossomo X são clinicamente assintomáticas. Em relação à MPS II somente dez mulheres afetadas foram relatadas na literatura. Entretanto, nenhum estudo foi realizado para a avaliação da presença de sinais sutis da doença nessas heterozigotas. Objetivo: o objetivo principal desse estudo foi a identificação de sinais clínicos sutis e bioquímicos relacionados à MPS II nas heterozigotas para essa doença e adicionalmente estabelecer a associação desses achados com o padrão de inativação do cromossomo X. Métodos: esse foi um estudo observacional e transversal. Essas mulheres foram classificadas como heterozigotas e não heterozigotas baseadas na análise molecular do gene da iduronato sulfatase (IDS). Ambos grupos foram comparados com relação às seguintes variáveis: dados clínicos, achados do exame físico, cariótipo, padrão de inativação do cromossomo X (ensaio HUMARA), atividades da IDS em leucócitos e plasma, níveis de glicosaminoglicanos na urina, tomografia computadorizada de abdomen e coluna e ressonância magnetica de crânio. Resultados: Quarenta mulheres pertencentes a 24 famílias foram avaliadas. De acordo com a análise do DNA 22 foram classificadas em heterozigotas e 18 em não heterozigotas. Não foi encontrada nenhuma anormalidade no exame físico (n=40), cariótipo (n=31/40) ou na TC de coluna (n=31/40). A incidência de abortamento também não apresentou diferenças entre essas mulheres. Entretanto, a atividade da IDS em plasma (p<0,001) e em leucócitos (p<0,001) apresentaram níveis inferiores nas heterozigotas. A correção de Bonferroni foi aplicada e não foi encontrada nenhuma diferença entre os grupos dentre as variáveis analisadas. Também em relação ao padrão de inativação do cromossomo X não foi observada diferença esntre as heterozigotas e não heterozigotas. Conclusões: Esse é o primeiro estudo sistemático realizado em heterozigotas para MPS II. Não foi encontrada nenhuma evidência de manifestações clínicas sutis ou sinais radiológicos da doença MPS II nessas mulheres. Nossos achados sugerem que não existe relação entre a ausência dos sinais clínicos nessas mulheres e a ocorrência de um padrão favorável de desvio da inativação do cromossomo X. Esses dados sugerem que a MPS II apresenta uma baixa penetrância nas heterozigotas. -
3
Dystonia, autoimmune disease and cerebral white matter abnormalities in a patient with 18p deletion
Publicaçãopor Graziadio,CarlaOutros Autores: Rosa,Rafael Fabiano Machado; Zen,Paulo Ricardo Gazzola; Pinto,Louise Lapagesse de Camargo; Barea,Liselotte Menke; Paskulin,Giorgio AdrianoOrigem: Oasisbr -
4
Clinical and biochemical studies in mucopolysaccharidosis type II carriers
Publicaçãopor Schwartz, Ida Vanessa DoederleinOutros Autores: Pinto, Louise Lapagesse de Camargo; Breda, G.; Lima, L.; Ribeiro, Marcia Goncalves; Mota, J. G. et al.Origem: OasisbrTrabalho completo: acesso retrito, p. 732–738 -
5
Enzyme replacement therapy for Mucopolysaccharidosis Type I among patients followed within the MPS Brazil Network
Publicaçãopor Dornelles,Alícia DornelesOutros Autores: Pinto,Louise Lapagesse de Camargo; Paula,Ana Carolina de; Steiner,Carlos Eduardo; Lourenço,Charles Marques; Kim,Chong Ae et al.Origem: OasisbrMucopolysaccharidosis type I (MPS I) is a rare lysosomal disorder caused by deficiency of alph-L-iduronidase. Few clinical trials have assessed the effect of enzyme replacement therapy (ERT) for this condition. We conducted an exploratory, open-label, non-randomized, multicenter cohort study of patients with MPS I. Data were collected from questionnaires completed by attending physicians at the time of diagnosis (T1; n = 34) and at a median time of 2.5 years later (T2; n = 24/34). The 24 patients for whom data were available at T2 were allocated into groups: A, no ERT (9 patients; median age at T1 = 36 months; 6 with severe phenotype); B, on ERT (15 patients; median age at T1 = 33 months; 4 with severe phenotype). For all variables in which there was no between-group difference at baseline, a delta of ;±20% was considered clinically relevant. The following clinically relevant differences were identified in group B in T2: lower rates of mortality and reported hospitalization for respiratory infection; lower frequency of hepatosplenomegaly; increased reported rates of obstructive sleep apnea syndrome and hearing loss; and stabilization of gibbus deformity. These changes could be due to the effect of ERT or of other therapies which have also been found more frequently in group B. Our findings suggest MPS I patients on ERT also receive a better overall care. ERT may have a positive effect on respiratory morbidity and overall mortality in patients with MPS I. Additional studies focusing on these outcomes and on other therapies should be performed. -
6
Enzyme replacement therapy for Mucopolysaccharidosis Type I among patients followed within the MPS Brazil Network
Publicaçãopor Dornelles, Alícia DornelesOutros Autores: Pinto, Louise Lapagesse de Camargo; Paula, Ana Carolina de; Steiner, Carlos Eduardo; Lourenço, Charles Marques; Chong, Ae Kim et al.Origem: OasisbrHospital de Clínicas de Porto Alegre. Serviço de Genética Médica. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Ferramentas de pesquisa:
Filtros
Page will reload when a filter is selected or excluded.- Pinto, Louise Lapagesse de Camargo 4 results 4
- Horovitz, Dafne Dain Gandelman 2 results 2
- Pinto,Louise Lapagesse de Camargo 2 results 2
- Schwartz, Ida Vanessa Doederlein 2 results 2
- Acosta, Angelina Xavier 1 results 1
- Barea,Liselotte Menke 1 results 1
- Breda, G. 1 results 1
- Chong, Ae Kim 1 results 1
- Correia, P. 1 results 1
- Dornelles, Alícia Dorneles 1 results 1
- Dornelles,Alícia Dorneles 1 results 1
- Giugliani, Roberto 1 results 1
- Giuglianiand,Roberto 1 results 1
- Goulart, Isabela 1 results 1
- Goulart,Isabela 1 results 1
- Graziadio,Carla 1 results 1
- Horovitz,Dafne Dain Gandelman 1 results 1
- Kim,Chong Ae 1 results 1
- Lima, L. 1 results 1
- Lourenço, Charles Marques 1 results 1
- Lourenço,Charles Marques 1 results 1
- Mota, J. G. 1 results 1
- Neri, João Ivanildo da Costa 1 results 1
- Neri,João Ivanildo da Costa 1 results 1
- Oliveira Sobrinho, Ruy Pires de 1 results 1
- Oliveira Sobrinho,Ruy Pires de 1 results 1
- Paskulin,Giorgio Adriano 1 results 1
- Paula, Ana Carolina de 1 results 1
- Paula,Ana Carolina de 1 results 1
- Porciuncula, C. G. G. 1 results 1
- Ver todos...
- Laronidase 2 results 2
- Mucopolissacaridose II 2 results 2
- Mucopolysaccharidosis Type I 2 results 2
- Alpha-L-iduronidase 1 results 1
- Diagnóstico 1 results 1
- Doenças genéticas ligadas ao cromossomo X 1 results 1
- Enzyme Replacement Therapy 1 results 1
- Heterozigoto 1 results 1
- Heterozygotes 1 results 1
- Inativação do cromossomo X 1 results 1
- Mucopolysaccharidosis type II 1 results 1
- X inactivation pattern 1 results 1
- X linked inheritance 1 results 1
- alph-L-iduronidase 1 results 1
- enzyme replacement therapy 1 results 1
- Ver todos...