O objetivo do estudo foi descrever a infraestrutura de biossegurança em hospitais localizados na Região Sul do Estado da Bahia, Brasil. Tratou-se de um estudo descritivo-exploratório realizado em comissões de controle de infecções hospitalares e comissão institucional de prevenção a acidentes quanto à existência de normas escritas, realização de treinamentos para essas mesmas preconizações, existência de registros institucionais concernentes à biossegurança e existência de práticas de atenção à saúde dos profissionais e isolamentos de pacientes. Os hospitais são comparados segundo a presença de cada um dos itens analisados de acordo com sua classificação por porte, vinculação jurídico-financeira, dentre outras. Conclui-se que a situação geral é precária quanto à presença dos itens investigados, o que impele a considerar a necessidade de que se leve em conta, numa análise de qualidade hospitalar, também o cuidado com a vida dos seus trabalhadores.
Este artigo trata o hospital como território de organização complexa, atravessado por múltiplos interesses, que ocupa lugar crítico na prestação de serviços de saúde, lugar de construção de identidades profissionais, com grande reconhecimento social. O objetivo diz respeito a compreender o hospital na perspectiva interdisciplinar. Para tanto, buscou-se o referencial teórico referente às concepções de território e territorialidade, oriundas da geografia e de outros campos do conhecimento, como a ciência da saúde e a filosofia. A partir da interação entre estas disciplinas aborda-se o hospital como território de produção de atos de saúde formado por segmentos e superfícies, agenciamentos entre profissionais e usuários que se entrecortam em um emaranhado de linhas de segmentaridade; nós, redes e malhas que revelam a produção territorial; poder e disciplinamento e o saber-poder que revelam as relações sociais, efetivadas entre os sujeitos e o objeto, ou seja, as relações que se concretizam no território e significam territorialidade. Concluiu-se, então, que o território hospitalar, como os demais territórios, é a expressão concreta e abstrata do espaço apropriado, produzido, formado em sua multidimensionalidade, pelos atores sociais que o (re)definem constantemente em suas cotidianidades, num campo de forças relacionalmente emaranhado por poderes nas mais variadas intensidades.