O presente estudo centra-se em reflexões acerca do cuidado ao Portador de Transtorno Mental – PTM na atenção básica, particularmente na Estratégia de Saúde da Família – ESF no município de Timóteo/MG, bem como identificar as possibilidades e limites que circundam o cotidiano dos profissionais da atenção básica na efetivação da assistência. Buscou-se problematizar, nesse sentido, as mudanças propostas pela Reforma Psiquiátrica, à luz da integralidade da assistência e o papel da atenção básica, da ESF frente ao cuidado ao PTM, uma vez que esses compartilham os princípios fundamentais como: vínculo, responsabilização e acolhimento. Portanto, a partir de uma perspectiva crítica, o trabalho abarca as mudanças no âmbito do cuidado ao PTM, realizou-se pesquisa de campo com os profissionais da ESF e equipe gestora da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social. Assevera-se que foram lançadas algumas contribuições reflexivas sobre o cuidado ao PTM na atenção básica, tendo como referência o materialismo histórico, do qual foram extraídas categorias analíticas que poderão contribuir com a efetivação da assistência na ESF e a organização do trabalho. A partir das análises dos dados coletados, foi possível perceber que os profissionais da atenção básica não realizam o cuidado ao PTM, primam pelo encaminhamento ao serviço de saúde mental de referência e não conhecem os pressupostos da Reforma Psiquiátrica e as mudanças no âmbito do cuidado.
Secretaria Municipal de Saúde. Timóteo, MG, Brasil / Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Pesquisa Clínica. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.